Uma estranha plantação em Porto Santo esconde uma intriga política e uma paixão proibida que mudam o sentido da vida e do amor. Numa missão secreta e perigosa, Américo Pereira chega à Madeira em 1817 para implementar uma plantação de ópio. A sua viagem e estadia na ilha fazem parte de uma estratégia arriscada de um dos mais poderosos homens de Macau, Miguel de Arriaga, que pretende tornar o longínquo território não apenas um porto de escoamento de ópio inglês para a China, mas também um produtor autónomo. Porto Santo tem as condições ideias para a plantação. Mas na Madeira vê-se no meio de múltiplas conspirações. Procura aliados e reconhece-os entre os que sonham com a independência do Brasil. Descobre inimigos no seio da poderosa elite britânica que domina a ilha. E encontra novamente o amor nos braços de uma inglesa, apesar das saudades da mulher que deixou em Macau. Tudo se complica quando chega a altura de enviar o ópio para Macau num navio que poderá mudar as regras comerciais e políticas do território macaense.
FERNANDO SOBRAL iniciou-se no jornalismo no "DN/Jovem" do Diário de Notícias, tendo trabalhado em outros órgãos de comunicação social, como o Semanário, O Independente e Diário Económico. Foi chefe de redacção do Se7e. É jornalista do Jornal de Negócios e colaborador do Correio da Manhã e da Sábado. É autor dos livros Na Pista da Dança e Torre de Papel e co-autor de Barings, a História do Banco Britâncio que Salvou Portugal.
Este livro é sem dúvida alguma filosófico. Pobre em personagens, fraco em imaginação e praticamente sem história. Sem acção, sem mistério/suspense, e rico em citações e tiradas filosóficas. Por exemplo "O movimento e o caos traçam a nossa vida, tudo é imprevisível. É preciso conhecer as pessoas, prestar atenção, estar extremamente atento à face dessa pessoa, à forma como fala e como diz as coisas, às cores da sua cara, ao movimento dos olhos, às frases que não terminam, aí entre desejos e necessidades que, muitas vezes não transparecem nas palavras, descobre-se muito da pessoa com quem falamos" Dá para perceber que o autor quer divagar, acho mesmo que é esse o propósito do livro, mas às vezes parece forçado, em diálogos simples sobre, por exemplo, negociações sobre o transporte do ópio e assim do nada começam a falar sobre o amor, saudade, solidão etc... O autor quer divagar sobre estes temas ( e fá-lo bem) mas não os consegue inserir na história naturalmente. Houve momentos que pensei , - bem agora é que vai começar a acção! e não lá aparece outra divagação sobre temas vindos sei lá de onde.
Foi o primeiro livro de Fernando Sobral que li e apesar de ter gostado por se passar na terra da minha mãe, As personagens não eram muito cativantes e não consegui encontrar empatia com nenhuma, mas também não posso dizer que detestei o livro, pois isso é mentira. Gostei da descrição de como era Macau e a Madeira naquele tempo e gostei da carta da mulher do protagonista pois senti falta de a ouvir pela sua própria voz o que só aconteceu no final quando ele recebe a carta dela.Quanto ao plot, achei-o um pouco fraco e embora tenha sido o último livro que li nem recordo bem a conclusão do mesmo, só o desvendar de um crime mas tudo feito muito meio ás pressas sem deixar uma impressão duradora. Contudo recomendo prque pode sempre haver alguém que o aprecie mais que eu.
Alguém que não me lembro quem resolveu dar-me isto e eu lá tentei ler. Sinceramente? Achei-o tão chato que não me apeteceu acabá-lo. Talvez acontecesse alguma coisa interessante que prendesse a minha atenção algures mais adiante na história mas não sei, não consegui terminar o livro. Não achei a escrita lá muito apelativa nem o tipo de história ou as personagens.