Depois de ter saído d’A Bola, RAP publica em livro as suas melhores crónicas de futebol. Não perca o humor implacável de RAP e as acesas polémicas com outros cronistas.
Filho de um piloto da TAP, Artur Álvaro Neves de Almeida Pereira, e de uma assistente de bordo, Emília Rita de Araújo, foi aluno de colégios de freiras vicentinas, franciscanos e jesuítas até se licenciar em Comunicação Social e Cultural, na Universidade Católica Portuguesa. Seguiu-se o trabalho como jornalista, na redacção do Jornal de Letras, Artes e Ideias.
De seguida tornou-se argumentista da agência de criadores Produções Fictícias, tendo sido co-autor de vários programas de sucesso do humor português, entre eles Herman 98 e Herman 99 (RTP, 1998 - 1999), Herman SIC (2000 - 2005), O Programa da Maria (SIC, 2001), Hermandifusão Portuguesa (RDP, 1999 - 2001), as crónicas Felizes para Sempre, no semanário Expresso e As Crónicas de José Estebes, no Diário de Notícias, entre outros.
Por volta de 2003, depois das primeiras aparições na televisão, designadamente no programa de humor stand-up comedy, Levanta-te e ri, na SIC, e criando, já ao lado de Zé Diogo Quintela, Tiago Dores e Miguel Góis, várias rubricas no programa de Nuno Markl, O Perfeito Anormal, na SIC Radical, dá arranque ao projecto Gato Fedorento, cujo colectivo se tornou uma referência do humor português contemporâneo.
A equipa assinou várias séries do programa Gato Fedorento, na SIC Radical (Série Fonseca, Série Meireles e Série Barbosa), e depois na RTP1 (Série Lopes da Silva). Também na RTP1 apresentou Diz Que é Uma Espécie de Magazine em 2007, para de seguida voltar à SIC, com Zé Carlos, em 2008, e Gato Fedorento: esmiúça os sufrágios, em 2009. Na internet os humoristas mantêm o blogue homónimo, onde Ricardo Araújo Pereira assina as suas entradas com as iniciais RAP. Teve ainda várias aparições no programa de humor da SIC, Levanta-te e Ri, onde mostrou por várias vezes os seus dotes no stand-up.
Actualmente escreve todas as semanas no jornal A Bola e na revista Visão. Na TSF integra o painel do debate Governo Sombra, com Pedro Mexia e João Miguel Tavares.
As personagens de Ricardo Araújo Pereira, que encontram eco na actualidade política, desportiva ou social, destacam-se pelos tiques que «saltam» para a rua (como acontecia com as criações de Herman José) e são absorvidos em regime multi-geracional, alimentando campanhas publicitárias de sucesso.
É co-autor do livro O Futebol é Isto Mesmo (ou então é outra coisa completamente diferente) e do disco O disco do Benfiquista, naturalmente. Compilou as suas melhores crónicas da revista Visão nos livros Boca do Inferno e Novas Crónicas da Boca do Inferno. Com Pedro Mexia realizou uma adaptação da peça de teatro Como Fazer Coisas com Palavras, do filósofo inglês John Austin, que também interpretou, no Teatro São Luiz em 2008.
É casado com a produtora de rádio Maria José Areias, com quem tem duas filhas, Rita e Maria Inês. Vive na Margem Sul, Quinta do Conde, e gosta de afirmar que é o sócio nº 17 411, do Sport Lisboa e Benfica, clube de que é adepto fervoroso. Foi militante do Partido Comunista Português, partido que veio mais tarde a abandonar. Continua, porém a afirmar-se como "Marxista não Leninista".
Nasceu em 1904 mas não envelhece! É de ouro... Um sonho! Faz-nos felizes! Dá-nos vida e nos envaidece! É único! É a fé que nos move E nos leva junto dele! Com ELE sentimos-nos à vontade. Em casa! Sabemos sempre quem somos Mas confundi-mo-nos com ELE... Sempre com ELE! Está cá dentro! É uma bela ideia! É eterno! Grande!Maior!ENORME... Crescemos todos os dias... Com ELE! O amor acontece... Unidos! Orgulhosos! Somos muitos... Dignos! Indescritível a intensidade! Abençoados... Um desígnio divino! Extraordinário! Um privilégio... Uma honra... Um prazer... Ser do SLB!!!
Este livro é o conjunto de crónicas escritas pelo RAP, para o jornal A Bola, entre Agosto de 2007 e Novembro de 2010. E, como é óbvio, é sobre futebol e maioritamente sobre o Benfica. Mais uma vez, foi uma estreia com a escrita do RAP, e gostei muito. Simples, acessível e com o seu tom humorístico. No entanto, como já se passou algum tempo, não me recordo de todos os acontecimentos que levaram aos textos do Ricardo, o que teria ajudado a contextualizar as coisas. Além disso, cansou-me um pouco tanto futebol, mas pronto, eu já sabia que era sobre futebol. Fiquei com vontade de ler mais livros do RAP.
O humor a que o RAP já nos habituou. Sendo uma compilação de crónicas com alguns anos, penso que a colocação da data na respectiva crónica ajudava o leitor a localizar melhor os factos a que estas se referem.
Para mim, mais perto das 3.5 estrelas que das 4 mas enfim, fica arredondado. Vale principalmente pela globalidade da retórica, argumentos e escrita e não por algo específico, se bem que seja incrivelmente parcial mas isso já seria de esperar, claro.
A Chama Imensa compila os textos de cariz desportivo de RAP para o jornal "A Bola".
Há que admitir que no que toca à parvoíce, RAP é um humorista de eleição. Consegue dizer o que todo o benfiquista sente de forma engraçada, e por vezes muito inteligente.
(PT) Estas são as crónicas que Ricardo Araújo Pereira (RAP) escreveu no jornal "A Bola" entre 2007 e 2010. Ali conta, de forma bem humorada, as aventuras e desventuras do seu clube favorito, o Benfica - "A Chama Imensa" faz parte do hino do Benfica, cantado por Luís Piçarra.
Nas alegrias e nas tristezas, RAP escreve as coisas de forma bem-humorada e de forma absolutamente favorável ao seu clube, e arranjava sempre uma boa explicação, onde se consegue sempre arrancar risos, mesmo nas derrotas mais amargas e nas rivalidades com Futebol Clube do Porto e Sporting.
Em suma, vale a pena... se tiver fair-play. E Ricardo Araújo Pereira consegue escrever bem.
(EN) These are the chronics that Ricardo Araujo Pereira (RAP) wrote on "A Bola" newspaper from 2007 to 2010. In a well humorous way, he writes about the joys and sadness of his club, Benfica - "Chama Imensa" means "Intense Flame", and is part of the club's anthem. His explanations are always well made, capable to laugh the reader, even when the subject is about it's rivalries with FC Porto and Sporting Lisbon.
Espetacular Ricardo. Sou estou a ler agora um livro que já escreveste há dois séculos, porque sou cega e só ficou disponível agora. Mas vê lá se continuas a escrever porque gosto deste humor inteligente que não precisa de gestos para as pessoas se rirem. Aí fico com cara de parva a pensar o que se passa aqui? Nos teus livros eu fico parva de rir mas pelo menos sei porquê. Também é importante saber porque é que se faz figuras tristes. Sim porque o espelho é um traidor e não me diz nada. Ainda não encontrei um amigo de posses que me desse dinheiro pra comprar um espelho falante. também ainda poderia correr o risco de o espelho falar e ser mais pitosga do que eu prefiro ficar assim
Uma colectânea de várias crônicas escritas por Ricardo Araújo Pereira para o jornal A Bola onde o autor expõe o seu amor pelo Sport Lisboa e Benfica bem como vários acontecimentos vividos por ele relacionados ao clube português de futebol entre 2007 e 2010.
Sempre com o seu humor afiado e pronto a fazer o leitor rir, para um benfiquista é uma leitura muito divertida e capaz de arrancar gargalhadas sobre os bons e maus momentos vividos pelo clube de futebol.
Sendo igualmente benfiquista como o RAP, tive mais dificuldade em rir com as crónicas sobre o Benfica do que sobre os temas da actualidade que publica na "Boca do Inferno" da Visão. E não sou eu que não me consigo rir com o Benfica, antes pelo contrário, sinto é alguma dificuldade no Ricardo em escarnecer o clube do seu coração.
Este livro é apenas para benfiquistas, os adeptos dos outros clubes vão ficar ofendidos. Mas os benfiquistas vão adorar e perceber todas as referências. Como sou adepta mais desligada, algumas passaram-me ao lado. Mas o rapaz tem piada, isso é inegável.