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24 Contos de F. Scott Fitzgerald

Ambientados em Nova York ou em Paris, na Suíça ou na Riviera, os 24 contos que Ruy Castro reuniu neste volume acompanham a juventude dourada americana da década de 20 no seu vaivém entre o Velho e o Novo Mundo; adentram a década seguinte, marcada pelo crash de 1929; e terminam na Califórnia, pouco antes da Segunda Guerra, onde o autor, falido e depauperado, tentava a sorte em Hollywood. Homens bonitos e frágeis, moças petulantes de cabelo à la garçonne, milionários chucros dando gafes em Paris, bêbados e ingênuos de todo tipo povoam as festas, hotéis, praias e mansões dos contos de Fitzgerald. Mas ele não escrevia apenas para registrar e celebrar a vida efervescente a seu redor; procurava transformar em arte seus longos anos de migração, excesso e sofrimento ao lado da esposa, Zelda. A atmosfera luminosa de despreocupação e opulência de tantos dos contos de Fitzgerald serve de pano de fundo para histórias de perda; da beleza, do dinheiro, da dignidade e, pior que tudo, da juventude.

480 pages, Paperback

First published September 20, 2004

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About the author

F. Scott Fitzgerald

2,501 books26.2k followers
Francis Scott Key Fitzgerald, widely known simply as Scott Fitzgerald, was an American novelist, essayist, and short story writer. He is best known for his novels depicting the flamboyance and excess of the Jazz Age, a term he popularized in his short story collection Tales of the Jazz Age. During his lifetime, he published four novels, four story collections, and 164 short stories. Although he achieved temporary popular success and fortune in the 1920s, Fitzgerald received critical acclaim only after his death and is now widely regarded as one of the greatest American writers of the 20th century.
Born into a middle-class family in Saint Paul, Minnesota, Fitzgerald was raised primarily in New York state. He attended Princeton University where he befriended future literary critic Edmund Wilson. Owing to a failed romantic relationship with Chicago socialite Ginevra King, he dropped out in 1917 to join the United States Army during World War I. While stationed in Alabama, he met Zelda Sayre, a Southern debutante who belonged to Montgomery's exclusive country-club set. Although she initially rejected Fitzgerald's marriage proposal due to his lack of financial prospects, Zelda agreed to marry him after he published the commercially successful This Side of Paradise (1920). The novel became a cultural sensation and cemented his reputation as one of the eminent writers of the decade.
His second novel, The Beautiful and Damned (1922), propelled him further into the cultural elite. To maintain his affluent lifestyle, he wrote numerous stories for popular magazines such as The Saturday Evening Post, Collier's Weekly, and Esquire. During this period, Fitzgerald frequented Europe, where he befriended modernist writers and artists of the "Lost Generation" expatriate community, including Ernest Hemingway. His third novel, The Great Gatsby (1925), received generally favorable reviews but was a commercial failure, selling fewer than 23,000 copies in its first year. Despite its lackluster debut, The Great Gatsby is now hailed by some literary critics as the "Great American Novel". Following the deterioration of his wife's mental health and her placement in a mental institute for schizophrenia, Fitzgerald completed his final novel, Tender Is the Night (1934).
Struggling financially because of the declining popularity of his works during the Great Depression, Fitzgerald moved to Hollywood, where he embarked upon an unsuccessful career as a screenwriter. While living in Hollywood, he cohabited with columnist Sheilah Graham, his final companion before his death. After a long struggle with alcoholism, he attained sobriety only to die of a heart attack in 1940, at 44. His friend Edmund Wilson edited and published an unfinished fifth novel, The Last Tycoon (1941), after Fitzgerald's death. In 1993, a new edition was published as The Love of the Last Tycoon, edited by Matthew J. Bruccoli.

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Displaying 1 - 5 of 5 reviews
Profile Image for Maria Cecília Miscow.
32 reviews1 follower
February 14, 2016
que
homem
maravilhoso.

É o tipo de livro de contos, no geral curtos (o suficiente) que acho que todo mundo que diz que não gosta muito de ler porque acham livros grandes (sim, eles existem) deveria ler. E todo mundo que ama ler deveria ler também porque F Scott Fitzgerald é o tipo de autor que você pensa "se ele escreveu uma receita de bolo, eu quero ler". São contos leves, são jovens, são engraçados, são leves, SÃO LEVES! Talvez (com quase toda certeza, rs) seja porque eu claramente tenho preferencia a receitas de bolo escritas pelos fitzgeralds do que outros livros que consideramos leves, esses contos fixaram melhor na minha mente do que muito livro por aí. Comecei a ler exatamente para tentar relembrar a mim mesma que eu sou eu e que não estou vivendo na India, sofrendo machismo e preconceito de casta que outro livro está causando em mim e esse livro de contos é exatamente o que precisava ler.

Profile Image for Denis Victorazo.
23 reviews7 followers
April 27, 2009
Incrível esse livro. Me transportei para uma outra época, passando por cenários luxuosos, lobbbys de hotéis, praias frequentadas por milionários, etc. As personagens estão sempre em conflito com seu grupo social, ou insatisfeitos com o seu papel dentro do grupo. Quando lia, me divertia em pensar que um bom título apelativo para o livro seria: Os muito ricos também sofrem.
Meus preferidos são OS NADADORES e UMA VIAGEM AO ESTRANGEIRO.
Profile Image for Andreia Silva.
Author 19 books114 followers
April 14, 2014
Bernice corta o cabelo": Bernice é uma personagem feminina extremamente bem construída, num conto original, surpreendente e inspirador, que nos mostra uma mulher dos anos 20 que cresce quando se vê confrontada com o modo como as pessoas podem ser más.

"O diamante do tamanho do Ritz": Um conto original,com uma pitada de fantasia, incrivelmente bem arquitectado e com uma indirecta a uma sociedade opulenta e ostentava, assente em luxos e riquezas.

"Rags Martin-Jones e o príncipe de Gales": É um conto sem grande desenvolvimento e sem uma grande história, com uma personagem principal, a Rags, sem sal e um tanto ou quanto irritante.

"A Coisa Sensata": Um conto bonito mas no fundo bastante triste também e desagradou-me a mensagem que ele transmite por ser demasiado pessimista.

"O Amor à Noite": Gosto da ideia principal e o conto é bonito, mas termina de uma forma demasiado abrupta e isso não me agradou.

"O Menino Rico": Mais uma vez Fitzgerald critica a sociedade da época, mostrando ao leitor que o dinheiro nunca comprará o amor de ninguém e que as pessoas mais ricas serão sempre as mais solitárias.

"A Escada de Jacob": Mais um conto bonito mas mais uma vez com um toque pessimista. Jacob faz de tudo por Jenny e no fim acaba infeliz e sem ela.

"Majestade": Interessante, mas não espectacular. A ambição de uma mulher que dá frutos, contrariando o pessimismo do autor.

"Na Sua Idade": Achei este conto muito bonito, muito bem estruturado e com um final de nos fazer pensar.

"Os nadadores": Inteligente, sarcástico e com um final inesperado.

"Dois Equivocos" mostra-nos como a vida dá voltas, mas estando bem patente a infelicidade de Fitzgerald nos seus personagens.

"Puro Sangue", "A Festa do Casamento" e "Uma Viagem ao Estrangeiro", são contos sem grande história e com finais esquisitos.

"A Menina do Hotel" e "Mais que uma Casa são mais do mesmo no contexto deste livro. Pessimismo e personagens que parecem que andam atrás das coisas más.

"Babilónia Revisitada" é um conto bonito de um pai que luta pela filha depois de se reencontrar a ele mesmo e, contrariando o resto do livro, esperançoso.

"Uma Página Virada": Gostei mas aquele final deixou-me com nervos, apesar de o entender.

"Um Belo Casal" e "Domingo Louco": Amor fracassado, pessimismo das relações.

"Financiando Finnegan": Voltamos à critica social, aos homens que passam por cima dos outros para chegar onde querem.

"A Década Perdida", "O Último Beijo" e "Mocinho Bonito", são os três últimos contos e são interessante. O último, fecha com um pensamento bonito este conjunto de pequenas histórias, onde aquilo que mais reina é a solidão e a desesperança.
Profile Image for Victor Aragão.
16 reviews1 follower
August 16, 2026
Acho que uma das sensações mais doces que existe é quando relemos um dos nossos autores favoritos da vida depois de muito tempo sem ler algo dele e redescobrimos o porquê dele nos ser tão especial. O Scott é um desses autores que me proporciona isso.
Já fazia alguns anos desde que reli O grande Gatsby - um dos meus livros favoritos da vida - quando decidi pegar esse coletânea para ler e posso dizer que, sim, redescobri o porquê da obra do Scott ser uma das mais caras, uma das mais especiais para mim. De como ainda ela me encanta e reencanta. E do porquê os temas que ela trata e como trata ainda continuam a me tocar tanto. Me empolguei tanto que reli O grande Gatsby pela 3ª vez nessa brincadeira rs.
Literariamente falando, acho que o maior mérito desse autor é justamente a sua escrita lírica, evocativa. Sua habilidade litéraria de evocar uma época e cenários tão envolventes, de um jeito envolvente. E tão melancólicos também. Poucos autores ou autoras conseguem executar isso como ele o faz. No fundo, acho que o aspecto do Scott enquanto autor que me empolga tanto enquanto leitor - e que mais me fascina - é o que uma professora da USP falou num vídeo tratando do Grande Gatsby: o Fitzgerald é o autor que ele é - um dos maiores do século XX - porque, no final das contas, ao fundo e ao cabo, ele sabe como contar uma boa história. E talvez esse seja o grande trunfo de tantos escritores e escritoras cujas obras se perpetuam no tempo: eles sabem como contar uma boa história. Com ele, não é diferente. Vou deixar em off o experimentalismo dos escritores latino-americanos porque isso é outra discussão KKKK.
Nessa execução literária, acho que o aspecto que mais me joga - envolve - de cara nessas histórias é o fato da maioria delas já começar "in media res" e de como ele vai pincelando aos poucos os personagens e seus respectivos caracteres que a compõem para, no final, revelar um conflito, um clímax, fechando quase sempre com um final dilacerante.
Temas como ilusão, juventude, envelhecimento, sensação de não pertencimento, (falsa) nostalgia, excessos, alcoolismo e solidão atravessam a obra do Scott como um todo. E é muito bonito - diria até que sedutor - acompanhar como ele costura todos esses temas numa teia ficcional que dá liga a todas essas histórias. E de como as coisas que nos parecem tão sólidas quando somos jovens podem simplesmente se esfacelar. E de como esse processo, nas grande maioria das vezes, é destrutivo. Isso para não falar de como ele retrata com maestria o vazio, o oco de uma elite estadunidense que cria um mito - uma ilusão - sobre si própria e passa a acreditar nele (sim, american dream, estou falando de você). E de como isso a leva a uma vida autodestrutiva, que destrói os outros ao seu redor e que, num piscar de olhos ou mesmo gradualmente, pode ser reduzida a nada. Pode ser pulverizada.
Quanto aos personagens, acho que o Scott é um mestre em retratar com precisão homens narcisistas que, por se afundarem no excesso - seja de amor por si próprio, de álcool ou até mesmo de riqueza -, cavam a própria solidão, simplesmente quebrando quando se dão conta dela. Ou apenas perpetuando seu ciclo autodestrutivo. Se os "narcisistas" são o tipo nº1 de homens do Scott, o tipo nº 2 são os "bananas", homens completamente passivos - à la Nick Carraway - quando têm diante de si uma situação, um conflito. Por fim, o tipo nº 3 dos homens são os "babacas", os que são simplesmente escr0t0s com os outros, principalmente com as mulheres. À la Tom Buchanan.
Já as mulheres dessas histórias podem ser enquadradas em três tipos: as "sensatas", as "fêmeas fatais" e as "cabecinhas de vento". As "sensatas" são as que são arrastadas para relacionamentos embustes com homens embustes, mas que, por involutariamente serem levadas a participar de um ciclo destrutivo, felizmente se dão conta que não são obrigadas a tanto e que, por causa disso, se retiram da vida desses homens, descobrindo um novo modo de ser feliz. E é muito legal como muito desses homens, ao perceberem essas mulheres saírem de sua vida por simples espontânea vontade, eles simplesmente quebram. Em muitos sentidos.
Já as "fêmeas fatais"- meu tipo favorito - são as astutas, as espertas, as independentes, as livres (principalmente no sentido afetivo), as autossuficentes (no melhor sentido da palavra), as de caráter dúbio, as mais libertas. Com essas, ninguém tem chance. E, por isso, elas são as mais envolventes, as mais apaixonantes.
Por fim, as "cabecinhas de vento" - à la Daisy Buchanan - são as que apenas queremos dar um chacoalhão para saírem de uma dependência emocional de seus parceiros babacas. Ou simplesmente para porem alguma coisa na cabeça mesmo. Essas são as que mais nos fazem passar raiva.
Evidentemente que há contos com personagens que fogem dessa "classificação". O que mais reflete isso é um que se chama "Babilônia revisitada", um dos contos mais lindos que eu já li na vida. E que, ainda na metade dele, me fez chorar por ver como o Scott constrói com tanta delicadeza, tanta sensibilidade e ternura a tentativa de reaproximação de um pai quebrado - e que está lidando com as consequências de seu passado de excessos - com sua filha pequena. E de como também é melancólica a atmosfera que ele tece nessa história. Confesso que, só de lembrar, os olhos marejam.
Mesmo que haja uma certa "repetição" nessas histórias, no sentido de muitas delas retratarem homens mais "pobres" se apaixonarem por meninas mais ricas no sentido puro da palavra (e o Scott vivenciou muito isso em vida e acho que é por isso que essa questão se repete tanto), o que é legal de acompanhar é o modo como o Fitzgerald desenrola/desenvolve cada uma delas. Nisso não há repetição. E acho que também é nisso que reside a riqueza literária da obra dele. Também como a mesma profa da USP falou no mesmo vídeo: o importante não é o que se está contando, mas como se está contando, o modo como se está contando. E nisso ele não se repete de jeito nenhum.
E é "apenas" por isso que esses enredos me cativaram tanto com esses personagens e com essa execução. E que (re)descobri o porquê da obra do Scott ser tão cara e especial para mim... ela me faz reapaixonar por literatura. E que, a cada releitura, só aumenta a minha capacidade de me maravilhar com ela...
Profile Image for Mari Pacheco.
509 reviews30 followers
July 30, 2015
Achei que iria ter muitos problemas com esse livro, porque tive uma péssima experiência literária com outro livro do autor, O Grande Gatsby. Felizmente, porém, essa leitura foi espetacular do começo ao fim! Alguns contos me cativaram, como "Berenice Corta o Cabelo", "Os Nadadores", e "O Diamante do Tamanho do Ritz". A escrita do autor é fluida, os personagens são bem escritos e o autor consegue nos passar, através dos enredos, todo o clima da época. Super recomendado!
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