Sono qui proposti alcuni testi scritti della dottoressa Samah Jabr tra il 2019 e il 2021 raccolti sotto il tema del sumud, un concetto che non significa solamente essere capaci di sopravvivere o di riprendere forza per gestire e adattarsi allo stress e alle avversità, ma implica anche mantenere un risoluto atteggiamento di sfida alla sopraffazione e all'oppressione. Le riflessioni dell'Autrice attraversano molti territori, dalla differenza di genere alla discriminazione razziale nella Palestina occupata, dal jihadismo salafita - qui assimilato al sionismo - alla resistenza contro l'occupazione. Una particolare attenzione è riservata al tema della salute mentale - guardata dal suo osservatorio di psichiatra e direttrice dell'Unità di Salute mentale del Ministero della Sanità palestinese - e all'esperienza della pandemia da Covid-19 vissuta sotto occupazione. Quale filo conduttore, l'invito a ri-considerare la solidarietà con gli oppressi terapeutica a tutte le latitudini. Sommario fornito dall'editore
"Sumud em tempos de genocídio" é uma obra visceral e humana sobre a resistência e a dor.
A autora nos entrega uma obra impactante, que carrega o peso do mundo. Por meio de uma análise psicológica profunda, Jabr disseca as inúmeras questões traumáticas impostas ao povo palestino. Ela não poupa o leitor dos detalhes mais sofridos, relatando as torturas físicas e mentais, além da constante e sistemática privação de dignidade à qual essa população é submetida.
Um ponto que permeia a obra inteira (e que é ressaltada no prefácio da Izabel Hazin) é o impacto emocional nos palestinos de constatar que há um Estado que deseja o aniquilamento deles, não por conta de algo que eles tenham feito, mas pura e simplesmente por quem eles são. É a tentativa de apagar uma existência, um povo, uma cultura inteira.
A autora aprofunda nas questões do trauma coletivo e intergeracional, e também explica porque o quadro de Estresse Pós-Traumático não se aplica nesse cenário. Além disso, Jabr nos mostra como a violência sistemática e contínua não fere apenas o indivíduo no presente, mas deixa cicatrizes profundas que atravessam o tempo, entranhando-se na memória, na psique e na formação das gerações seguintes.
A obra é atravessada pela precisão de uma psiquiatra e pela dor de quem partilha dessa mesma realidade. Essa união indissociável entre conhecimento técnico e vivência resulta em uma narrativa visceral, que nos entrega trechos como:
"Preocupo-me com uma comunidade forçada a extrair vida da morte e paz da guerra. Preocupo-me com os jovens que vivem toda a sua vida em condições desumanas; e com bebês que abrem os olhos para um mundo de sangue e armas."
É um livro duro, mas absolutamente essencial para quem deseja compreender a verdadeira dimensão da força sumud de um povo que luta, acima de tudo, pelo direito de existir.
“Enquanto eu escrevia estas palavras, ouvi na minha mente gritos de uma menina palestina de quinze anos, Layan Hamadeh, que foi baleada fatalmente no carro da família enquanto pedia ajuda dentro do veículo, após uma emboscada, com os corpos dos membros de sua família. A irmã de seis anos de Layan, Hind, também presa no carro, sobreviveu por várias horas enquanto a equipe da Cruz Vermelha tentava resgatá-la, mas doze dias depois, Hind e a equipe de resgate foram encontradas mortas.”
Sumud em Tempo de Genocídio é uma obra que não se limita a informar; ela transforma. A escrita da Dra. Samah Jabr é profunda, clara e visceral, capaz de transmitir a dor, a resistência e a humanidade de um povo subjugado. Cada página é um testemunho de coragem e sobrevivência, revelando não apenas os horrores da ocupação, mas também a força inabalável do espírito palestino.
Este livro é essencial para quem busca compreender a complexidade e a profundidade da experiência palestina. Uma leitura que educa, emociona e desafia a consciência do leitor.
Letto in italiano, un libro molto interessante sulle conseguenze dell’occupazione israeliana sulla salute mentale collettiva palestinese. In particolare la sua attenzione al concetto di sumud e resistenza. Da leggere
Samah Jabr is a Palestinian psychiatrist, this makes her a unique witness to a whole series of psychological issues that can only be seen under occupation and apartheid. The angle she provides not only on psychology but also sociology is quite unique and unprecedented in many ways. She is a Muslim woman thus making her a living evidence against stereotypes of “all” women being oppressed under Islam or in Islamic societies. I’m quite fond of her resilience and her sincerity in saying this as they are without any sprinkles on top.