Os cristãos-novos, cuja intensa participação na formação do Brasil é cada vez mais estudada e conhecida, têm pouco chamado a atenção dos ficcionistas brasileiros e mais raramente ainda dos poetas. "Matula", de Moacir Amâncio, é uma rara exceçã o livro gira em torno da herança cultural-religiosa deixada pelos cristãos-novos, pejorativamente chamados de marranos, nas mais diversas partes do país. Da sua própria experiência e da experiência de outro poeta, o português Ernesto Manuel de Melo e Castro, o autor brasileiro recupera um passado que, contra o esquecimento, ocupa seu lugar no presente tanto do Brasil quanto de Portugal, entre outros países da Europa, Ásia e Américas.