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L'oeil de l'Histoire #3

Atlas ou o Gaio Saber Inquieto: o Olho da História III

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Entre 1924 e 1929, Aby Warburg fez e refez incessantemente o seu famoso Atlas de Imagens Mnemósine. Este projeto constitui uma forma visual e poética de conhecimento, uma ocasião para o historiador da arte e da cultura regressar a alguns dos temas que o ocuparam ao longo da vida, para seguir os percursos de desterritorialização que as «imagens» tomam e que a investigação das mesmas não pode deixar de perseguir. É assim que o Atlas aponta para o Ocidente e para o Oriente, tanto para tempos arcaicos como para o mundo contemporâneo, tanto para a lonjura como para a proximidade, por vezes imperceptível, por vezes velada, entre os astra (o mundo das ideias) e os monstra (as pulsões emotivas). Ao plano aberto do Atlas de Warburg, desenvolvendo-se entre a primeira prancha consagrada à divinação Antiga sobre as vísceras e a última assombrada pela ascensão do anti-semitismo e do fascismo, na Alemanha e na Europa, Didi-Huberman responde com uma montagem de «grandes planos», configurando um fértil rizoma: a rememoração do destino trágico do titã Atlas, que os desuses do Olimpo condenaram a carregar o peso do mundo; a «razão» imaginativa dos Disparates de Goya; as «afinidades electivas» de Goethe; os atlas sinópticos das mais variadas disciplinas; a «gaia ciência» de Nietzsche; a inquietude cantada por Schubert; a Sobrevivência e a fórmula-de-pathos de Warburg; os atlas que Bloch, Febvre e tantos outros elaboraram durante a Primeira Grande Guerra; a «imagem dialéctica» segundo Benjamin; as fotografias de Atget e Sander; a «crise das ciências europeias» segundo Husserl; os paradoxos de imaginação e de erudição de Borges; o atlas de Richter, as montagens de Duchamp e Godard. A partir de Warburg, este ensaio propõe-nos uma outra legibilidade, metodológica e crítica, sobre a memória inquieta das imagens, sobre os disparates da cultura visual e os desastres da história, ainda hoje a remontar tanto poética como politicamente.

Paperback

First published January 1, 2011

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About the author

Georges Didi-Huberman

207 books242 followers
Georges Didi-Huberman, a philosopher and art historian based in Paris, teaches at the École des Hautes Études en Sciences Sociales. Recipient of the 2015 Adorno Prize, he is the author of more than fifty books on the history and theory of images, including Invention of Hysteria: Charcot and the Photographic Iconography of the Salpêtrière (MIT Press), Bark (MIT Press), Images in Spite of All: Four Photographs from Auschwitz, and The Surviving Image: Phantoms of Time and Time of Phantoms: Aby Warburg's History of Art.

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Displaying 1 - 6 of 6 reviews
Profile Image for Carmilla Damnatio cam cam .
32 reviews11 followers
January 11, 2022
You'll really appreciate this book if you like Aby Warburg's atlas and dissection of sheep livers for divination purposes.
Profile Image for Nádia Rodrigues.
72 reviews10 followers
January 19, 2018
análise geral e extremamente completa do projecto de Warburg com interessantes referências literárias (Foucault, W. Benjamin, Goethe, Nietzsche, Heine, Borges, Cassirer, ...).
Profile Image for heyyonicki.
528 reviews
May 19, 2026
Ahlalalaaaa mais quelle expérience !! J'ai choisi de lire ce livre pour mieux comprendre l'L' Atlas Mnémosyne d'Aby Warburg, et c'est sans doute chose faite, avec en plus de ça l'impression d'avoir une centaine d'autres connaissances en plus. C'est la première fois que je lisais un livre de G.D.H et clairement pas la dernière j'espère. Cet essai assez long parcourt toute une myriade d'images, d'œuvres, d'artistes, de textes et d'écrivains pour tenter de cerner le projet warburgien. On passe entre autres par les fois divinatoires mésopotamiens, par Goethe, le personnage d'Atlas dans la mythologie antique, Nietzsche et le gai savoir, la crise de folie de Warburg ect. ect.

C'est généralement très agréable voire fascinant, mais parfois légèrement fatiguant tellement c'est fourni. En lisant ce livre, j'ai eu l'impression qu'on me signifiait qu'il n'était peut-être pas si utile de vouloir absolument "comprendre" cet atlas, mais plutôt saisir la manière dont il a été conçu (les affects qui ont poussé à sa création, dont la folie et la guerre) et les effets qu'il a produit sur les disciplines scientifiques. Ce n'est donc pas un essai explicatif sur les planches de l'Atlas, bien qu'il en détaille quelques unes.

J'ai pris plein de notes que j'ai hâte de redécouvrir plus tard. Et bien sûr, j'ai déjà hâte de commencer un prochain livre du même auteur.
Profile Image for Danny.
53 reviews9 followers
November 11, 2020
Didi-Huberman writes well and with great insight on the incredible contribution of German art historian Abi Warburg. Warburg pioneered a new way of looking at art and pictures. Tracing recurring visual motifs from classical antiquity to the 20th century, Warburg showed that pictorial symbolism was burnt into our collective unconscious.
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