O objetivo do autor é reconstruir a história das principais teorias da justiça da antiguidade à modernidade. A premissa é que todo ser humano tem algum senso de justiça, ainda que divirja entre si acerca dos elementos. Esse senso de justiça dá origem às ideias sobre a justiça.
O autor apresenta as teorias da justiça dos mesopotâmicos, babilônicos, hebreus. Em seguida, a teoria da justiça de Platão, de Aristóteles, de Cícero a Hobbes, da utilidade em Bentham, Hume, Smith e Beccaria (estranhamente mal cita John Mill). No capítulo seis, a teoria da justiça de Kant é apresentada.
No século XIX começa, segundo o autor, uma longa oposição entre as teorias da justiça liberais centradas no princípio do merecimento, e outras de justiça social centrada no princípio da necessidade. Por fim, o autor apresenta e pondera os pontos da teoria da justiça de Rawls.
Críticas: o autor restringe a teoria da justiça de Platão à República, mas não apresenta Das Leis. Além disso, o autor coloca Hume e Smith como utilitaristas que tentaram racionalizar a sociedade. Isso é um grande problema nesse livro.
O governo das leis na maturidade de Platão e o empirismo da tradição anglo-saxã em Hume e Smith não são colocadas. Um outro problema é que o livro negligencia muitas outras teorias que se baseiam em outros princípios para além do merecimento e necessidade. O autor não se preocupa em expor seus critérios de escolha.
É um livro introdutório e geral que demanda aprofundamento em cada autor apresentado.