Manda a tradição que, para não ser considerada ingrata, a noiva chore sentidamente, mostrando aos convidados a sua profunda tristeza por abandonar a casa materna. Após a "cerimónia das lágrimas", a noiva é ajudada a subir para uma liteira.
A liteira de núpcias da jovem Mei-Li é vermelha. Esta jovem chinesa, que casa à força com Meng-Yu, um cego paralítico, trai o marido com Jing-Ming, por quem se apaixona no dia do casamento. Desse adultério nasce uma filha que, mais tarde, e ao contrário de sua mãe, poderá escolher o seu próprio destino. É esta a história que Mei-Li conta à sua neta, a saga de uma família chinesa, que se estende desde os anos 20 até à proclamação da República Popular da China, hesitando entre as tradições culturais e o cheiro da modernidade trazido pela "Revolução Cultural", numa China dilacerada por convulsões e conflitos.
Vermelho é a cor da felicidade … que, com frequência, está presente nas aventuras de Mei-Li e da sua família.
Gostei de ler este livro. Se a memória não me falha, nunca lera nada de um autor chinês antes deste livro, ainda que este livro tenha sido escrito em francês por uma autora que vive no ocidente há algum tempo.
Penso que é muito interessante a forma como a história é narrada: por um lado, ouvimos da própria boca da personagem principal (Mei-Li) a sua história; por outro, é o narrador que nos faz saltitar décadas para reatarmos o fio da história.
Gostei muito de ficar a saber um pouco mais da cultura popular chinesa, especialmente das histórias das flores-de-lódão-de-três-polegadas, a história da écharpe vermelha e de Wei-Gou, a história da planta he-shou-wu, as diversas mezinhas naturais para curar doenças ou para ter filhos, a história da Chang-Er (a mulher mais bonita do mundo), a história da «árvore da dor de amor», bem como as crenças religiosas e astrológicas dos chineses.
Além disto tudo, é-nos feito um enquadramento histórico suficiente da China "feudal" até à China actual, passando, inevitavelmente, pela China revolucionária de Mao Tsé-Tung.
Quanto ao conteúdo da história principal, gostei, se bem que aqui e ali encontrei uma ou outra fragilidade, especialmente o encontro pouco verosímil de Fan-Fan no comboio, episódio um tanto ou quanto folhetinesco. No entanto, isso não é muito grave e o resto da narrativa (que tem um desenlace algo repentino) merece a pena ser lida.
Una bella lettura, davvero piacevole nonostante i temi trattati non siano tra i più leggeri.
Mei Li è una giovane sposa, ingenua e curiosa verso il futuro che l'attende nella casa del suo futuro marito: è la Cina degli anni '20, e i matrimoni sono ancora combinati. Circondata dall'onnipresente rosso, il colore della fortuna e della felicità, fa il suo ingresso nella nuova casa ma il destino le riserva un'amara sorpresa: il promesso sposo è cieco e paralitico.
Salto avanti di trent'anni. Ora è la figlia di Mei Li, Bai Lan, a sposarsi: un matrimonio per amore questa volta, ma anche questa unione non è destinata alla felicità perché pochi anni dopo l'uomo verrà accusato di pensieri controrivoluzionari e deportato in un campo di rieducazione. Mei Li si riunirà alla figlia per aiutarla ad occuparsi dei nipotini Ming Ming e Fan Fan, e proprio con quest'ultima si creerà un forte legame nonna-nipote.
La storia di Mei Lin si sviluppa su due linee temporali: la sua vita a partire dal giorno delle sue nozze e quella a partire dalle nozze della figlia, in una doppia elica che si sviluppa nel tempo attraverso tempi difficili e anni amari, fatti di perdite e di disgrazie. E nonostante tutta l'immensa sfiga che segnerà la vita di questa famiglia, l'eredità di nonna Mei Li sarà proprio quella di apprezzare la felicità quando essa si presenta, fosse anche solo una lettera, una ciotola di spaghetti o una bella passeggiata, in una preziosa lezione di resilienza e forza d'animo.
I love Steinbeck books for their happy, naive and true colored stories. I really enjoy Wei-Wei books for the same reasons. It has been like a journey with two paths in different space time. Wei-Wei tells about her family life in China from 1920 and from 1953. It took a little time to be comfortable with the characters ; but they are so close to life ; they are so involved in life. Above all, they have been unable to decide about their life, country did. So much intense events, quite dramatic, happened, without ending their willingness to live and be happy. Under color of happiness is love between those men and women, defying thousands of miles, proving that time let love being. This story is mixing cultural aspects of chinese life, history of China and help to consider that China is able to change very fast to become a republic and allow its people to choose their life for the best.