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Le fils

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On peut vivre avec ça. Ça, la mort d'un enfant.
Orphelin de son fils, Michel Rostain lui prête sa voix. Il dit la douleur d'en haut, la mémoire en face. L'avant et l'après. L'énigme avec pudeur.
La vie continue.
Les mots restent.

160 pages, Paperback

First published January 1, 2011

10 people are currently reading
269 people want to read

About the author

Michel Rostain

18 books2 followers
Michel Rostain est metteur en scène de théâtre lyrique et musical et un écrivain français.

Michel Rostain a commencé à étudier la musique, en autodidacte, dès l’âge de 7 ans. Il a poursuivi cela intensément pendant toute sa scolarité primaire et secondaire et a repris assidûment des études musicales au cours des années 1970–1980.
Il a enseigné la philosophie en classes terminales, puis a été chargé de cours au département de psychologie clinique de Paris VII. Dans le même temps il travaillait dans un laboratoire de recherches en sciences humaines, et à la clinique psychiatrique de Laborde, dirigée par Félix Guattari et Jean Oury.
À ce moment de sa vie Michel Rostain a pu aller vers une des choses qui lui tenait le plus à cœur avec l’écriture, la musique, et en faire son métier. C’est ainsi qu'il a fondé une compagnie de théâtre lyrique et musical en 1978, et qu'il a pris la direction de la Scène nationale de Quimper en 1995, tout en continuant à faire des mises en scène musicales.
Metteur en scène de théâtre lyrique et musical, Michel Rostain a été directeur du Théâtre de Cornouaille, Scène Nationale de Quimper de 1995 à 2008. Depuis plus de trente ans, il porte à la scène opéras et créations lyriques contemporaines. Parmi ses derniers spectacles, on compte Llanto por Ignacio Sanchez Mejias (Garcia Lorca, musique de Vicente Pradal, création au Théâtre National de Toulouse en 1998), Lucia di Lammermoor, (un opéra de Donizetti, au Théâtre Les Gémeaux, Scène Nationale de Sceaux en 2001). La Desaccordée (de Richard Dubelski d’après des textes de Nancy Huston, création au Théâtre de Cornouaille, 2003). Zaïde(s), (un spectacle qui rassemblait deux œuvres : Zaïde, l’opéra inachevé de Mozart, et Zaïde Actualités, un nouvel opéra commandé à Bernard Cavanna, 2006 au Théâtre de Cornouaille). Sumidagawa (une œuvre lyrique du compositeur japonais Susumu Yoshida créée à Quimper, à l’Opéra de Nantes, à l’Opéra d’Angers, à la Maison de la Culture du Japon à Paris, à l’Opéra de Rennes, à l’Opéra de Montpellier, etc.). En 2008, Michel Rostain a mis en scène la nouvelle production du Château des Carpathhes de Philippe Hersant, à l’Opéra de Rennes. En 2010, il a écrit et interprété Sept nouvelles de la douleur, commande de l’Orchestre de Bretagne pour les Sept dernières paroles du Christ de Joseph Haydn.
Écrivain, il publie en 2011 son premier roman Le Fils.

Carrière

2011 : parution de son premier roman Le Fils, Prix Goncourt du premier roman 2011
1978-2010 : 39 mises en scène de théâtre lyrique et musical, pour la plupart des créations
1995-2008 : directeur de la Scène nationale de Quimper
1978 : fondateur de la compagnie nationale de théâtre lyrique et musical Un théâtre pour la musique
1971-1981 : chercheur au CERFI (laboratoire de recherche associé au CNRS)
1969-1974 : chargé de cours en psychologie clinique à l’Université de Paris VII
1965-1973 : diverses responsabilités à la Clinique de La Borde (Loir-et-Cher) animée par Félix Guattari et Jean Oury
1966-1968 : professeur de philosophie en classes terminales
1961-1967 : études de philosophie à la Sorbonne
1963 : instituteur
1961-1962 : classes préparatoires au lycée Louis-le-Grand à Paris
1961 : premier prix de philosophie au concours général
Études secondaires au Lycée de Nîmes
Maîtrise de philosophie
DEA d'histoire de la musique (Paris VIII)

Distinctions

2002 : Chevalier de l’Ordre National du Mérite
2009 : Chevalier des Arts et Lettres
Bibliographie [modifier]

Roman
Le Fils, Oh ! éditions
L'Etoile et la vieille, Kero
Essais
Histoires de La Borde, éditions Recherche, 1980
Aujourd’hui l’opéra, éditions Recherche, 1980
L'opéra mort ou vif, éditions Recherche, 1982
Journal de répétitions de La Tragédie de Carmen (mise en scène par Peter Brook), éditions du CNRS, 1985


http://fr.wikipedia.org/wiki/Michel_R...

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Displaying 1 - 30 of 70 reviews
Profile Image for Teresa.
1,492 reviews
June 3, 2018
“Um filho que perde um pai chama-se órfão. Como se chama um pai que perde um filho?”

Michel Rostain é encenador de Óperas e estreou-se na escrita com este livro semi-biográfico, com o qual ganhou um prémio Goncourt em 2011.
Apenas na última página, ao ler os agradecimentos, soube que o autor tinha perdido um filho. No entanto, durante a leitura pensei que só alguém que perde um filho poderia descrever a dolorosa experiência desta forma.

São páginas repletas de desespero, dor, angústia quase a roçar a loucura, que se nos entranham no coração, mas sem nunca cair no exagero de nos atirar para a lágrima fácil. O narrador é o filho morto, que nos relata a sua própria morte e o processo de luto dos pais, com o desprendimento e o humor próprios da juventude, o que atenua a carga dramática, fazendo até sorrir - mais do que chorar - apesar do peso no coração…

Um relato de busca pela continuação da vida, mesmo quando o inimaginável, o que nos tira o sentido da vida, acontece. É possível sobreviver à morte de um filho? Embora eu pense que não, comovem-me sempre, e olho como verdadeiros e únicos heróis, os pais que o conseguem.
Profile Image for Filipe Rodrigues.
28 reviews2 followers
May 2, 2020
Um livro com menos de 150 páginas que se lê de uma assentada.
Narrado pelo filho que faleceu, em capítulos curtos, dá conta do luto de um pai e de uma família. Comovente mas não lamechas, com um humor que resulta na perfeição. Uma leitura leve e ao mesmo tempo pesada. Muito bom.

*Livro comprado a 5 euros numa feira do livro, o que prova que ainda se encontram livros bons a bom preço. Boa edição.*
*Leitura iniciada a 1 de maio, terminada na madrugada de 2 de maio.*
Profile Image for Rita Moura de Oliveira.
415 reviews34 followers
June 11, 2018
Este livro entrou mesmo dentro de mim, de várias formas.

De forma resumida, é narrado por um jovem de 21 anos que morreu de forma inesperada e que conta e observa o luto dos pais (sobretudo do pai). Desde a análise de cada momento passado com os pais na semana que antecedeu a sua morte, passando pelo processo em que a mesma aceleradamente aconteceu, pelas cerimónias fúnebres e pela posterior deposição das cinzas.

Não há morbidez, mas uma montanha-russa de emoções, que após muitos altos e baixos de laivos de alegria e tristezas, termina lá no cimo, com a conclusão de que se consegue viver com uma tragédia destas.

Sofri com este livro sob vários prismas. Por um lado, do ponto de vista de uma mãe que não consegue de modo nenhum imaginar a dor que será a morte de um filho. Por outro, do ponto de vista de uma filha que já esteve muito perto da morte e que sofre só de pensar na angústia passada pelos pais. E foi este último ponto que mais me tocou, pensar que a dor que os meus pais e família anteciparam terá sido muito pior do que tudo aquilo que eu possa imaginar.

É um livro que se sente na pele e que nos deixa alguns arranhões.

Nota: Importante realçar que ganhou o Prémio Goncourt Primeiro Romance 2011.
Profile Image for Nelson Zagalo.
Author 15 books466 followers
March 7, 2020
"O Filho" (2011) de Michel Rostain é um livro sobre a quebra irreversível, por via da morte, do mais importante laço humano — entre pais e filhos — visto a partir dos olhos de um filho que parte deixando os pais vivos. A natureza pressupõe a quebra e prepara-nos para ela por via de um ciclo de envelhecimento, contudo esse ciclo pressupõe apenas um cenário: primeiro partem os pais. Quando os filhos partem primeiro, dá-se um choque insuportável porque contra-natura, que impede o humano de dar significado ao sucedido, o que acaba por bloquear e coartar o seu próprio ciclo natural.

[Ler com imagens e gráficos no VI: https://virtual-illusion.blogspot.com...]
Editado em Portugal pela Sextante

Vivemos num mundo completamente diferente do de todos os nossos antepassados. Até meio do século XX, os dados mundiais demonstram que 50% das crianças morriam antes dos 15 anos (ver gráfico), ora isto diz-nos que praticamente todos os nossos antepassados passaram por esta “maldade”. Cheguei a ponderar a ideia de que no passado o facto de a morte de crianças ser comum, o ser-humano, pai e mãe, suportariam melhor essa dor. Contudo quando olhamos para os dados, e quando lemos alguns relatos do passado e os de hoje percebemos que não. Na verdade, a natureza não mudou, o vínculo mãe-filho e pai-filho é muito mais antigo que um par de milénios, ou mesmo uma dezena, pela simples razão de que ele é o sustentáculo da espécie. Ou seja, se a natureza não forçasse a dependência emocional dos pais face aos filhos, os filhos não morreriam em taxas de 50%, mas antes se aproximariam dos 100%, já que enquanto bebés e crianças somos completamente dependentes dos nossos cuidadores.

[gráficos]

Por outro lado, apesar das taxas de mortalidade infantil terem baixado drasticamente, a perda de um filho é algo muito mais comum do que temos noção, ou gostaríamos de admitir. Repare-se nesta pequena lista de pessoas conhecidas que perdeu filhos, ainda jovens — Eric Clapton, Prince, John Travolta, Keanu Reeves, Marlon Brando, Robert Plant, Roald Dahl, Roy Orbinson, Shakespeare, Victor Hugo, Abraham Lincoln (sobre o qual escreveu George Saunders recentemente). Contudo, se passarmos a uma análise macro, o cenário agrava-se e impacta fortemente já que nos dias de hoje morrem ainda, todos os dias, 15 mil de crianças antes dos 5 anos (ver gráfico). Um número que se traduz, no final de cada ano, em quase 6 milhões de filhos e filhas mortas, algo que enquanto sociedade tendemos a ignorar, apesar de ser um número apenas superado por aqueles que morrem com mais de 75 anos.

[gráficos]

E assim, mais uma vez me dou conta do facto de que não é relevante existirem ao lado pessoas que também perderam os filhos, isso não torna as pessoas imunes à dor, alivia, mas apenas superficialmente. Torna mais suportável, mas continua a não oferecer sentido. O facto de os outros sentirem o mesmo, cria novos laços pela relação de proximidade na igualdade de circunstâncias, nomeadamente pela mútua compreensão que produz afinidade, mas o significado continua ausente. Mas talvez por isso, mais do que saber que existem outros, seja preciso ouvir esses outros, conhecer aquilo que sentem, seja num livro, filme ou relato, porque se está sedento de sentido, restando a esperança de que esses outros possam ter-se aproximado, de algum modo, desse sentido, podendo oferecer parte da sua luz. E é aqui que reside parte da enorme relevância de livros como "O Filho" (2011) de Michel Rostain, que ao discutir abertamente o assunto, sem pudores, gera um efeito balsâmico, quase terapêutico, a quem ainda busca por sentido.

No campo da forma, a escrita de Rostain é ligeiramente poética, com uma estrutura dotada de bom fluxo, mas é um primeiro romance. O relato não é totalmente ficcional, nem totalmente documental (desde logo impossível por termos um narrador que está morto), Rostain pegou no seu próprio trauma e resolveu escrever sobre ele, ficcionar a sua dor. Mas mais importante do que tudo isso, ao fazê-lo, ao criar sobre algo que não compreendia e carregava dentro de si, conseguiu produzir novos significados sobre aquilo que não tinha sentido e isso inevitavelmente trouxe-lhe alguma paz interior. Não é por acaso que as práticas terapêuticas tendem a sugerir atos de criação para aliviar o luto. Do mesmo modo não é por acaso que Rostain termina o livro com a seguinte frase: "Consegue-se viver com isto".

Publicado no VI, com gráficos: https://virtual-illusion.blogspot.com...
Profile Image for Trevor.
515 reviews77 followers
January 2, 2016
I loved this book from the first to the last page.

The story of a father coming to terms with the death of his son, told from the perspective of his dead son, is both moving and uplifting at the same time. Though it sounds a morbid story, and it is sad, there is a feeling of the celebration of life through out the story.

On occasions it does feel as if the translation misses something, how good would it be if I could read it in the original French?

I would recommend this to anyone who is looking for a positive story about how good we are as people at over coming tragedy and carrying on to live full lives despite what has happened.
Profile Image for Stephen.
2,179 reviews464 followers
February 17, 2014
interesting book part memoirs and part novel of a son who passes away and how the family reacts and what the son sees afterwards. written in a humorous and humane way of looking at death
Profile Image for Jonath666.
395 reviews25 followers
January 28, 2018
Un livre qui m'aura fait beaucoup pleurer.

Cette histoire de deuil du père raconté par son fils décédé m'a profondément touché. Le style est un peu déconcertant mais profondément poignant. On navigue entre souvenirs, anecdotes, recherche de sens autour du deuil. Tout ce qui pourrait apparaître comme simples détails ne fait que rendre l'histoire plus personnelle et réaliste.

J'ai trouvé ça tellement juste, tellement touchant. C'est un récit intimiste qui permet de ressentir pleinement l'amour de Michel Rostain pour son fils mais aussi la douleur que sa perte a provoqué.

Le livre est court (170 pages) mais par moments (notamment au début du livre), j'ai vraiment dû faire des pauses tellement je pleurais et tellement j'étais touché.

Tous ceux qui ont connu un deuil se retrouveront dans ce récit. Les questionnements intérieurs, la recherche de sens, les souvenirs partagés qui tournent en boucle.

Bouleversant.


Profile Image for Sandra Dias.
836 reviews
August 11, 2023
Relato emotivo e muito realista de todo o processo do luto de um pai.

"Um pai herdeiro do filho, encadeamento incompreensível de palavras. Desordens do tempo."
Página 23

"A morte é uma máquina de arrependimentos."
Página 51

Chegada ao fim do livro eis que me deparo com a última página, de "Agradecimentos", e é aqui que tudo o que li faz sentido.

Se une. Se liga.

Compreendo por fim porque está tudo escrito de uma forma tão realista.
E sim, aí a tristeza invade-me.

"Procurar ainda palavras
Que dizem alguma coisa
No sítio onde se procuram pessoas
Que já não dizem nada(...)
página 7
Profile Image for Zéro Janvier.
1,712 reviews126 followers
January 3, 2017
Le Fils est le premier roman de Michel Rostain, un metteur en scènes d'opéra qui a dirigé la Scène Nationale de Quimper de 1995 à 2008. C'est pendant cette période qu'il a perdu son fils âgé d'une vingtaine d'années, expérience à l'origine de ce roman sur le deuil des parents face à la disparition de leur enfant adulte.

Le onzième jour après ma mort, Papa est allé porter ma couette à la teinturerie. Monter la rue du Couédic, les bras chargés de ma literie, le nez dedans. Il se dit qu'il renifle mon odeur. En fait, ça pue, je ne les avais jamais fait laver ces draps ni cette couette. Ça ne le choque plus. Au contraire : subsiste encore quelque chose de moi dans les replis blancs qu'il porte à la teinturerie comme on porterait le saint sacrement. Papa pleure le nez dans le coton. Il profite. Il sniffe encore un coup la couette, et il pousse enfin la porte du magasin.

Papa ne peut plus traîner. Condoléances, etc. Le teinturier – re-condoléances, etc. – débarrasse papa de la couette. Papa aurait voulu que ça dure, une file d'attente, une livraison, une tempête, juste que ça dure le temps de respirer encore un peu plus des bribes de mon odeur. Papa se dépouille, il perd, il perd.


Cet extrait, en quatrième de couverture, résume bien le style et le ton de l'ensemble du roman : c'est tendre, émouvant et plein de détails du quotidien qui apportent du « réel » au récit et montrent à quel point ce roman est auto-biographique. Auto-biographique pour l'auteur, car le narrateur a la particularité d'être mort : Michel Rostain a en effet fait le choix – dangereux mais réussi ici – de faire parler le fils décédé. C'est le même procédé que celui qu'avait utilisé Philippe Besson dans Un garçon d'Italie, mais l'effet ici m'a beaucoup plus convaincu.

Au fil des cent soixante-dix pages du roman, Michel Rostain nous raconte les derniers jours du fils, ses dernières heures, et les mois de deuil qui ont suivi l'événement tragique. Difficile de ne pas être touché par ce récit simple et plein de tendresse. La vraie réussite de ce roman, c'est son sens de la nuance : le texte est en effet réaliste et poignant sans être oppressant. Il finit même sur une note optimiste, presque d'enthousiasme, comme pour donner raison aux paroles maintes répétées par le père : « Vive la vie ! ».

« Vive la vie ! » résume d'ailleurs parfaitement ce roman, qui constitue un très beau témoignage sur la vie de deux parents frappés par le drame et qui continuent à vivre, car « on peut vivre avec ça ».
Profile Image for Lemurkat.
Author 13 books51 followers
June 30, 2015
This is a poignant and moving read that deals with the very difficult subject of grief, the grief of parents suddenly and tragically deprived of their only child. Yet this book is not heavy going, nor a hard and sorrow-filled slog - it is, in some ways, a celebration of life and a memoir of hope and remembrance: the narrator's 21 year old son tragically contracts a virulent strain of meningitis. Within a few hours of hospitalization, he has died and his parents are left to deal with the hole he has left in their lives. This story is the personal journey of Michel and Martine through their initial shock and grief. Through painful bouts of regret - at not spending more time with him in that final week, and cherishing the moments that they did enjoy. Through the recollections of bittersweet memories at his very touching funeral. And the final step of their journey, as they fulfil their Lion's final dream, and "let him go" in a very moving conclusion.

This book is part memoir, part fiction; heart-breaking and beautiful. The father's grief and love shine through in every word. However, the story is enriched not by merely following Michel through his experiences, but in the fact that we follow Michel through the eyes of Lion, watching him from the other side of death. In this manner, we are shown the wretched grief - the clinging to the last vestiges of Lion's life: his scent upon the bedclothes, the little box of ashes. It adds an additional layer of complexity and beauty.

There is also a dash of humour, a light sprinkling to the mood.

Overall, a beautifully written, deeply affective read that, at less than 200 pages, was devoured within a day of receiving it. It makes one think of mortality and loss and leaves you with the feeling that, although losing a child is terrible, it is something that you can live with, even if you never lose the hurt.

Read-to-Review copy provided by Hachette, via Booksellers, NZ.
Profile Image for Beth (bibliobeth).
1,945 reviews57 followers
June 20, 2013
The Son is the June selection from the Waterstones Eleven debut authors. It is a highly emotional and moving read that blends memoir and fiction seamlessly, exploring grief and loss through the son’s eyes after his death as he watches his parents (specifically his father Michel) come to terms with their loss. Lion dies quite suddenly and unexpectedly after succumbing to the horror that is meningitis, and the story is told by flipping backwards and forwards from just before his death, to his actual death, the funeral, and the time afterwards which can only be described as heart breaking.

I read somewhere that there are no words to describe parents who have lost a child. When we think of the word “orphan,” we automatically picture a child who has lost their parents, but do we use the same word to describe parents who have lost their child? Especially since it is usually expected that parents will die before their children, so to have the tables turned so as to speak, must be a horror that is indescribable. I found the section describing Lion’s illness, especially when it worsened, particularly hard to read and it must have been incredibly difficult to write. The quote below was particularly poignant:

“We don’t yet know when we’ll die, but the unknown is only ever two numerals away.”

Throughout it all, despite the immense grief and suffering, Michel comes across as a strong, talented and admirable individual – the sub-title of the book being: This is not a book about death. It’s a book about life.”

I respect the author for the strength it must have taken to write this book, and enjoyed the moments of humour and the richness of the writing. I highly recommend it as a truly thought provoking novel which offers hope and positivity for the future ahead.

Please see my full review at http://www.bibliobeth.wordpress.com
Profile Image for Chrissi.
1,193 reviews
June 8, 2013
I pre-ordered all of the Waterstones 11 books for 2013 from debut authors, without reading what they were about. I wanted to go into reading them with open eyes.

The Son is an incredibly emotional read. It’s a short story, but not one that is enjoyable or comfortable to read. It’s about a subject that no parent wants to experience. The death of their child. It is such a well written book and I would say that it’s an important book for those dealing with a bereavement.

By telling it from Lion’s (Michel’s son) voice it doesn’t come across as too sentimental. The grief is clearly expressed, but Michel uses his son’s voice to express the regrets he had as Lion was dying. Michel documents the death and the preparations for the funeral. I found myself feeling very moved by the writing. It just felt so raw and honest. I really respect Michel Rostain for documenting the journey of grief in this way. I’m sure he’s helped many individuals suffering from the loss of a loved one.

I thoroughly recommend this book. It’s not an easy to read or a light read full of fluff. It’s a true, raw, beautiful read.
Profile Image for Marta Marzietta.
18 reviews2 followers
August 6, 2014
Lion ha ventun’anni, e viene stroncato all’improvviso da una meningite fulminante. È una mattina d’autunno come le altre: la mamma a casa che lo cura, pensando sia una semplice influenza, il papà in giro a fare spese. Poi la febbre che si alza, il corpo che si riempie di strane macchie, la corsa in ospedale, un ultimo straziante sguardo. Michel Rostain, con una prosa delicata e solerte, ci accompagna nello spazio del dolore assoluto e senza scampo, nel deserto del distacco più brutale e inaccettabile, quello del padre dal figlio. E scardinando i canoni del genere del compianto funebre classico, lo fa dando voce al figlio defunto. Da un luogo non identificato Lion intesse un dialogo dolce e impossibile col padre, dal linguaggio leggero e dal piglio informale dell’adolescenza. Ripercorre gli eventi anteriori alla malattia, quelli terribili della morte, e descrive il tentativo sofferto e vano di dare una giustificazione e un senso a una tragedia che non può averne. Vincitore del premio Goncourt 2011.
Profile Image for Liz.
Author 1 book7 followers
December 9, 2013
This is a very powerful book that is a blending of both fiction and non-fiction. Written by a bereaved father who uses his dead son’s voice to narrate it is both insightful, tender but gives enough distance that it is not distressing. The book illustrates beautifully the pull to life after the devastating and sudden loss of a much loved child. Both parents are artists – working in theatre and opera and the book describes their use of both music and prose to articulate their loss and also as an expression of grief. Ultimately it is a tale of trying to find meaning and a means to go on despite their loss. I thought it was inclusive of every aspect of grief and felt it would be a great book for other bereaved parents as well as anyone who works in grief and loss as a way of learning more. Would highly recommend as a general great read as well!
Profile Image for Becky.
1,368 reviews57 followers
May 2, 2013
This is not a book to be read in public; following the unexpected death of their only son, this follows the grieving process in heartbreaking detail. I can see why this was a best seller in France, anyone who has experienced loss will be able to relate to this, and even if you have not it would take a very hard hearted individual to fail to find this moving. A very raw and emotional read.
Profile Image for Sarah Price.
26 reviews1 follower
August 3, 2013
This was a Waterstones recommended read and, for once, I felt a little let down. It deals with a father's search for explanations after his son dies unexpectedly. It is written from the son's point of view which is interesting but I don't think it worked completely. It's a translated work so maybe some of the emotional punch was lost in translation.
Profile Image for Ania.
531 reviews10 followers
May 1, 2019
Mam problem z tą książką. Na pewno poleciłabym ją rodzicom, którzy opłakują śmierć własnego dziecka, bo myślę, że pomogłaby im zmniejszyć ból po stracie. Z drugiej strony ten ogrom bólu i cierpienia jaki wyłania się z każdej kolejnej strony w ogóle do mnie nie przemówił....Nie wiem czy to dlatego, że nie mam takich doświadczeń, czy dlatego, że żalu i cierpienia było tu tak wiele, że w końcu spowszedniało? Chyba nie powinno się pisać w ten sposób, o tego rodzaju historii, ale dla mnie ona właśnie taka jest powszechna, jak miliony innych. Nic mnie w niej nie poruszyło, nie było odkrywcze i warte zapamiętania. To smutna konstatacja, ale zapamiętam tylko tyle z tej opowieści, że dobrze się to czytało. Jestem pewna, że za kilka tygodni nic nie będę z niej pamiętać, oprócz niespotykanej formy narracji.
Profile Image for Lika Beradze.
22 reviews1 follower
August 2, 2021
მშობლისათვის შვილის დაკარგვით გამოწვეული სევდა და ტკივილი უსაზღვროა. ამასთანავე, წიგნში ტკივილთან ერთად სიცოცხლის აზრსაც ვეცნობით, იმ მოკლულ გრძნობებს და ამავდროულად სასიცოცხლო იმპულსებს, რასაც შვილის გარდაცვალება უტოვებს მშობელს. რა მოსდით მშობლებს რომლებიც გარდაცვლილ შვილებს გლოვობენ ან ახერხებენ თუ არა ისინი სიცოცხლის ხალისის დაბრუნებას ამ ტრაგედიის შენდეგ? ეს წიგნი თავად გარდაცვლილი შვილის პირით გვცემს პასუხს ყველა მსგავს კითხვაზე და გვანახებს როგორ გარდაიქმნება ენით აღუწერელი ტკივილი ენით აღუწერელ შვებად.
82 reviews
August 9, 2022
What a beautiful way of dealing with the grief of pain and loss. I can't imagine losing a child, but this book allowed me to experience it vicariously through the author's loss. He details the experience, narrating the story from his son's eyes, but his own perspective. It gave me a lump in the throat and it made me feel a profound gratitude for life and living. It made me realize that life is short and it is only through living in the moment that we truly experience life's gift. What a tribute and a worthwhile read!
Profile Image for Judith Paterson.
420 reviews3 followers
November 3, 2017
I did not want to read this book once I read the cover blurb. I did not want to hear about someone's son getting meningitis etc - don't want to spoil too much.
It was my book club read so I felt I had to read it. I was pleasantly surprised.
It wasn't all doom and gloom and often quite life affirming.
188 reviews
March 4, 2019
A story of honest emotions and the little details of coming to terms with the death of a loved one. The perfunctory decisions to be made that you couldn't care less about, told in a comprehensive way. The moral to this experience is as heart wrenching and immobilising death is "You can live with it".
Profile Image for Book Grocer.
1,181 reviews39 followers
August 25, 2020
Purchase The Son here for just $8!

In his award-winning debut, Rostain writes in the space between memory and fiction about a man, Michel, whose son has died. Sharp, intelligent and insightful prose on a subject that will touch everyone's hearts.

Elisa - The Book Grocer
Profile Image for Agoaye Martin.
629 reviews8 followers
March 17, 2018
Un roman poignant sur la perte d'un enfant. Le récit du chemin du père raconté par le fils...
C'est une lecture extrêmement émouvante et personnelle sans faire étalage de la douleur... On y pleure, on y sourit, on y respire !
Profile Image for Denise Ștefănescu.
20 reviews1 follower
October 18, 2020
I liked it a lot. It's a very emotional book. The way the father is grieving his son Leon is breath-taking. The book is written as a speech of the dead son who is watching their parents dealing with his death.
Profile Image for Clara.
158 reviews8 followers
June 23, 2020
No tengo palabras para este libro. Qué barbaridad.
Displaying 1 - 30 of 70 reviews

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