Excellente brochure, simple et accessible à toutes et tous qui est une bonne introduction aux enjeux posés dès le titre. Un essentiel pour tout syndicaliste qui se demande: quel projet de société ? Évidemment, c'est une brochure, beaucoup de réponses sont laissées en suspend et des choses ne sont pas développées. Mais ce n'était pas le but de Krasucki. Son but était bien plus introductif et de rendre accessible, à celles et ceux qui s'interrogeaient, certaines réponses. De quoi vouloir chercher plus loin après
eu não sei porquê mas todos os agostos quando venho a casa leio isto… a posição em que o livro está na prateleira do meu quarto simplesmente chama por mim… penso muitas vezes neste parágrafo do livro: “Num dos maiores filmes de Charlie Chaplin, «Os Tempos Modernos», há um episódio que não me sai da cabeça. Charlot, operário metalúrgico vítima dos métodos capitalistas que transformam o homem em robot, depois de desempregado, encontra-se na rua desesperado. Passa lentamente um camião cuja carga é assinalada por um farrapo. Avistando o trapo vermelho que caíra e flutuava ao vento, Charlot agarra-o e sozinho, agita-o no meio da rua como se estivesse a manifestar. Rimos, mas de um riso amargo. Depois são dez, cem e mais, que se juntam a ele sem saber onde vão. Transforma-se numa verdadeira manifestação que acaba em tumulto. Repressão, detenções, prisão: o caso é liquidado sem consequências e eis Charlot de novo vagabundo. Com o amor, é certo, de uma intrépida rapariga que lhe dá esperança... Não farei dizer a Chaplin mais do que aquilo que ele mostrou: a destreza de um operário simples, só e triturado por uma sociedade desumana, pronto para todas as reacções de revolta, mas impotente e que, no entanto, quer viver. Como é frequente, o cómico de Chaplin é pungente e profundamente humano.”
“Falar em mudar a sociedade sem tocar na propriedade dos sectores-chave da economia e sem se ocupar do poder do Estado, qualquer que seja a fórmula empregada, é fazer sonhar os trabalhadores e manter o capitalismo. Trata-se de outras tantas variedades da colaboração de classes.”