Ainda estou a digerir o livro...
A cadência da escrita é mais lenta que o da meia noite às 6, mas a partir de determinada altura não o consegui largar,....
Achei a que a Maria morria, ou que o Pedro não aparecia, ou que simplesmente voltavam para trás.
O confronto, o contracorpo que se transforma no corpo a corpo, a Mãe que não desiste, o filho que cresce, que observa, que sente.
O adolescente que acha que vos adultos, alguns não sabem nada, mas se calhar até sabem, os silêncios que complicam, os silêncios que criam mal entendidos, os silêncios que nos definem, os espaços que na realidade todos precisamos, o nosso espaço, a distância... A distância que não diminui a importância, a cedência e a atenção. Os momentos captados numa fotografia, o olhar que fica preso, que no momento não diz nada e que mais tarde diz tudo...
A ligação inquebrável de uma mãe e de um filho.
Um livro que mexeu, mais uma vez, comigo.