Clara é uma adolescente que vive com o pai, André, que é escritor. Ela é apaixonada pelas histórias que lê nos livros e pelos números presentes em tudo o que a rodeia. A mãe foi vítima de um terrível acidente no dia em que Clara nasceu e o seu pai tornou-se tudo para ela. Clara, por vezes, mistura a realidade com as histórias presentes nos livros. Adora o mar e correr pelos trilhos sem destino, imaginando a sua vida futura e tentando perceber como escrever a sua história. Durante as várias fases do seu crescimento, descobre que todos os números presentes na sua vida têm um propósito. E, no fim … está tudo interligado.
55, 89, 144, 233, 377, 610, 987, 1597
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“Gosto de histórias que não terminem no momento em que o último parágrafo se esgota, que permaneçam na minha cabeça e que me inquietem o suficiente para ficar a pensar nelas durante algum tempo. E, neste momento, estou inquieto.” Luís Maia, autor e jornalista da SIC
Claramente é uma história emocionante e inesperada com personagens interessantes com os quais me consegui facilmente identificar. Difícil falar desta obra sem fazer spoilers que desde as primeiras páginas nos surpreende. Cheia de pequenos detalhes aqui e ali para os leitores atentos desvendarem o mistério neles escondido.
Um livro surpreendente. Gosto de narrativas que puxem por mim e acreditem que é o caso. Uma história de extremos, de amor, de dor, de princípios e fins, contada de uma forma intrincada e escrita apaixonante. Fez-me identificar com personagens e pela primeira vez ir às lágrimas a ler um livro.
Um livro para ler com atenção para não perder o fio à meada, e com um ou dois twists inesperados, surpreendentes, avassaladores. Dificilmente esquecerei Clara e André.
“Claramente” um livro muito bem escrito! Um livro cheio de personagens fortes, com histórias que nos prendem desde o início… e o fim?? O fim é completamente inesperado e comovente. Adorei e recomendo! Espero ansiosamente por novos lançamentos deste autor que está de parabéns por esta obra fantástica. ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️
Adoro ser surpreendida, levada ao sabor de uma maré inesperada, arrebatada por eventos que me levam a ler e reler as páginas passadas em busca da inexistente pista que me ajudaria a ter antevisto as reviravoltas com que me deparei. Claramente foi uma verdadeira caixinha de surpresas, que saboreei com sofreguidão…
Bruno Courinha estreia-se com um livro de uma inteligência e complexidade acima da média. São deliciosos os pormenores que pontuam a vida de Clara, dos seus amigos e da sua família, associados à literatura e à matemática, e presentes em cada momento. A numeração dos capítulos é especial. Os títulos dos mesmos cruzam-se de forma genial com grandes vultos da literatura mundial. E toda a narrativa se encontra envolta em mistério e candura, parecendo que cada uma das partes é totalmente independente das restantes, quando há, afinal, um fio condutor que tudo explica, arrebatando o leitor das suas pré concepções.
Clara é uma adolescente marcada por um início de vida invulgar. O seu nascimento ocorre no dia em que a mãe sofre um brutal acidente, e toda a sua existência é balizada por esse acontecimento. Mas Clara tem sonhos, desejos e esperança. É uma leitora devota e uma apaixonada por números. É em Clara, no seu pai e no seu avô que nos revemos. Por eles sofremos, por eles sorrimos. E é no meio de actos incompreensíveis e de uma tortura atroz que encontramos o verdadeiro sentido da vida.
Eis um livro Claramente a não perder. Por todos os motivos. Pelo hino à vida, ao amor, à esperança, à perseverança, ao sonho, ao altruísmo, à literatura e à língua portuguesa patente em cada página. Pelo murro no estômago sofrido junto ao Capítulo Final. Pela crueza de uma história tão ficcionada quanto real. Por Clara, e pela sua memorável existência.