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Histórias do Fim da Rua
Mário Zambujal regressa com Histórias do Fim do Mundo, uma novela que decorre numa velha rua de Lisboa, condenada a desaparecer devido aos planos urbanísticos. O mesmo destino parece aguardar o casamento de Sérgio e Nídia, moradores recentes na casa nobre da artéria humilde. Os passos do romance ameaçado cruzam-se com os alvoroços e memórias dos habitantes de sempre, numa narrativa plena de sensibilidade e humor.
Depois da estreia com Crónica dos Bons Malandros, Mário Zambujal confirmou-se, neste seu segundo livro, como um autor de marcada originalidade, que conduz o leitor ao riso, ao sorriso e à reflexão.
"Depois ia para a janela fazer olhinhos à rua. Sim, é precisamente o que faz: olhinhos. Bem o vejo. Fita-a da mesma maneira vagarosa, quente, enlevada, o que fazia comigo antes de nos mudarmos para este rabo da cidade. Ora, ora, não se trata de ciúmes, nem faltava mais, ciúmes de uma rua como esta, a fealdade em pessoa. Faço apenas a constatação de um facto singular: Sérgio tomou-se de amores por esta enfiada de casas pequenotas e sem graça, traiu-me, mantém uma relação disfarçada mas notória, mira-a com o prazer e a sensualidade que me pertenciam antes. Há muito os olhos não lhe param em mim. Passam como transeuntes apressados".
AUTOR
Nasceu em Moura, Alentejo, em Março de 1936 e iniciou a sua actividade nos jornais, ainda adolescente, no semanário satírico Os Ridículos. Como jornalista profissional, foi redactor de A Bola e de O Jornal, chefe de redacção de O Século e do Diário de Notícias, director-adjunto do Record, director do Mundo Desportivo e Tal & Qual, director-fundador do Sete.
Da imprensa escrita passou para a RTP onde criou, dirigiu e apresentou programas diversos. Nos domínios da ficção, escreveu para rádio, teatro, televisão e publicações várias. Em 1980 lançou o seu primeiro livro Crónica dos Bons Malandros, também adaptado ao cinema, e desde então tem publicado inúmeras obras.
Depois da estreia com Crónica dos Bons Malandros, Mário Zambujal confirmou-se, neste seu segundo livro, como um autor de marcada originalidade, que conduz o leitor ao riso, ao sorriso e à reflexão.
"Depois ia para a janela fazer olhinhos à rua. Sim, é precisamente o que faz: olhinhos. Bem o vejo. Fita-a da mesma maneira vagarosa, quente, enlevada, o que fazia comigo antes de nos mudarmos para este rabo da cidade. Ora, ora, não se trata de ciúmes, nem faltava mais, ciúmes de uma rua como esta, a fealdade em pessoa. Faço apenas a constatação de um facto singular: Sérgio tomou-se de amores por esta enfiada de casas pequenotas e sem graça, traiu-me, mantém uma relação disfarçada mas notória, mira-a com o prazer e a sensualidade que me pertenciam antes. Há muito os olhos não lhe param em mim. Passam como transeuntes apressados".
AUTOR
Nasceu em Moura, Alentejo, em Março de 1936 e iniciou a sua actividade nos jornais, ainda adolescente, no semanário satírico Os Ridículos. Como jornalista profissional, foi redactor de A Bola e de O Jornal, chefe de redacção de O Século e do Diário de Notícias, director-adjunto do Record, director do Mundo Desportivo e Tal & Qual, director-fundador do Sete.
Da imprensa escrita passou para a RTP onde criou, dirigiu e apresentou programas diversos. Nos domínios da ficção, escreveu para rádio, teatro, televisão e publicações várias. Em 1980 lançou o seu primeiro livro Crónica dos Bons Malandros, também adaptado ao cinema, e desde então tem publicado inúmeras obras.
158 pages, Hardcover
First published January 1, 1983
About the author
Mário Zambujal
31 books106 followersJornalista e escritor português, nascido em 1936, trabalhou na televisão e em jornais como A Bola, Diário de Lisboa e Diário de Notícias, em especial na área do desporto. Publicou três livros de ficção: Crónica dos Bons Malandros, em 1980, que teve grande sucesso e deu origem a uma longa-metragem de Fernando Lopes; Histórias do Fim da Rua, em 1983; e À Noite Logo se Vê, em 1986.
Fonte: http://www.wook.pt/authors/detail/id/...
AUTOR
Nasceu em Moura, Alentejo, em Março de 1936 e iniciou a sua actividade nos jornais, ainda adolescente, no semanário satírico Os Ridículos. Como jornalista profissional, foi redactor de A Bola e de O Jornal, chefe de redacção de O Século e do Diário de Notícias, director-adjunto do Record, director do Mundo Desportivo e Tal & Qual, director-fundador do Sete.
Da imprensa escrita passou para a RTP onde criou, dirigiu e apresentou programas diversos. Nos domínios da ficção, escreveu para rádio, teatro, televisão e publicações várias. Em 1980 lançou o seu primeiro livro Crónica dos Bons Malandros, também adaptado ao cinema, e desde então tem publicado inúmeras obras.
Fonte: http://www.wook.pt/authors/detail/id/...
AUTOR
Nasceu em Moura, Alentejo, em Março de 1936 e iniciou a sua actividade nos jornais, ainda adolescente, no semanário satírico Os Ridículos. Como jornalista profissional, foi redactor de A Bola e de O Jornal, chefe de redacção de O Século e do Diário de Notícias, director-adjunto do Record, director do Mundo Desportivo e Tal & Qual, director-fundador do Sete.
Da imprensa escrita passou para a RTP onde criou, dirigiu e apresentou programas diversos. Nos domínios da ficção, escreveu para rádio, teatro, televisão e publicações várias. Em 1980 lançou o seu primeiro livro Crónica dos Bons Malandros, também adaptado ao cinema, e desde então tem publicado inúmeras obras.
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Community Reviews
Displaying 1 - 21 of 21 reviews
Did Not Finish
December 25, 2024Gostei muito da Crónica dos Bons Malandros, mas após a leitura de alguns capítulos não consegui perceber o enredo deste livro…
Como o tempo é curto para todos os livros que quero ler, não vou dedicar mais a este.
Como o tempo é curto para todos os livros que quero ler, não vou dedicar mais a este.
August 2, 2018
Confesso que fiquei pouco impressionada com este livro, depois de ler o meu primeiro livro escrito pelo autor, "Crónica dos Bons Malandros". A escrita continua deliciosa e rica em recursos estilísticos, criatividade, subterfúgios e entrelinhas que surpreendem os leitores, mas o enredo é pobre, pouco explorado e aborrecido. Dou quatro estrelas apenas por causa do benefício da dúvida. Senão, seriam 3.
May 26, 2021
2.5 Uma estória curta com capítulos curtos, é uma história simples que podia ser mais bem construida mas como é um livro pequeno não chega a ser chato.
April 19, 2019
Neste pequeno livrinho, acompanhamos o casamento de Sérgio e Nídia, mais concretamente do seu fim, como também da rua onde moram.
Continuo a gostar da escrita e do tom de Mário Zambujal mas, não achei esta história, tão divertida como as outras duas que já li.
Vejam a minha opinião mais detalhada em vídeo, AQUI.
Continuo a gostar da escrita e do tom de Mário Zambujal mas, não achei esta história, tão divertida como as outras duas que já li.
Vejam a minha opinião mais detalhada em vídeo, AQUI.
February 21, 2020
A parallel story of the end of an old street and the end of a relationship.
The author gets us to time travel to a time where people cherish the neighborhood and like to get out of their houses to get along (something very unusual nowadays).
Mário Zambujal feeds our natural desire for gossips in a very poetic way, putting in every chapter one of the householders to tell us a story bout other neighbors.
He made me live in that street while I was reading.
The author gets us to time travel to a time where people cherish the neighborhood and like to get out of their houses to get along (something very unusual nowadays).
Mário Zambujal feeds our natural desire for gossips in a very poetic way, putting in every chapter one of the householders to tell us a story bout other neighbors.
He made me live in that street while I was reading.
March 2, 2022
Uma leitura peculiar, mas tenho de admitir que não foi apreciada. Temos uma história de um casal que está às portas do divórcio, com memórias pouco risonhas do tempo que passaram juntos e, paralelamente, temos um relato de uma rua que já teve muitos nomes, e que agora está às portas da morte. O que é popular e tradicional para o típico cidadão, vai morrendo aos poucos, e os que ficam vivos para presenciar este desfecho tão infeliz só podem contar com as memórias do passado.
Read
June 15, 2023Adoro este tipo de livros que têm várias visões da msm história, e várias personagens a construir uma narrativa.
Nunca tinha lido nada de Mário Zambujal e gostei muito do tipo de escrita.
É necessário ter em atenção que a descrição da personagem feminina principal é machista, e há o uso de certos termos raciais que já (corretamente) caíram em desuso.
Nunca tinha lido nada de Mário Zambujal e gostei muito do tipo de escrita.
É necessário ter em atenção que a descrição da personagem feminina principal é machista, e há o uso de certos termos raciais que já (corretamente) caíram em desuso.
May 6, 2018
"Um livro curto que ao longo de capítulos igualmente curtos vai dando a conhecer alguns dos habitantes mais caricatos de uma rua em particular em Lisboa, onde o ambiente e interacções de aldeia ainda se mantêm, apesar de pertencer a cidade. Ainda que todos os capítulos sejam em primeira pessoa, o narrador vai-se alternando, passando por várias das personagens comentadas num e noutro capítulo, mas predominando sem dúvida as narrações de Sérgio e Nídia, o casal de um estatuto social acima dos demais, que em paralelo com a rua recontam a história do casamento falhado, agora prestes a findar-se com um jantar de divórcio. De enredo não tem muito, fica-se pelo já dito. (...)"
Opinião completa em: https://booktalesblog.wordpress.com/2...
Opinião completa em: https://booktalesblog.wordpress.com/2...
October 22, 2020
Gosto do estilo fluido de Mário Zambujal.
Esta é uma história de gente simples mas em quem somos capazes de identificar rostos da nossa Lisboa. Um toque de brejeiro, um toque de fado, um toque de desesperança, e todas as defesas, muitas delas inconscientes, algumas agidas, que mantêm activa a ligação à vida.
Curioso o capítulo a meio do livro em que o escritor se dirige ao leitor, fazendo um parênteses na narrativa, e explícita o seu pensamento relativo à obra que tem em curso.
Esta é uma história de gente simples mas em quem somos capazes de identificar rostos da nossa Lisboa. Um toque de brejeiro, um toque de fado, um toque de desesperança, e todas as defesas, muitas delas inconscientes, algumas agidas, que mantêm activa a ligação à vida.
Curioso o capítulo a meio do livro em que o escritor se dirige ao leitor, fazendo um parênteses na narrativa, e explícita o seu pensamento relativo à obra que tem em curso.
May 30, 2026
esta merda desta aplicação não me deixa postar uma foto com a review, mas pronto, acabei isto em praga com um tempo maravilhoso. É mid, mas tem os seus momentos. É curto o suficiente para valer a pena.
Roubei da biblioteca de casa da minha mãe, não sei se era dela ou do meu pai, mas tendo em conta o sarcasmo em relação à ideia do casamento e os dois divórcios do meu pai, aposto que era dele.
Roubei da biblioteca de casa da minha mãe, não sei se era dela ou do meu pai, mas tendo em conta o sarcasmo em relação à ideia do casamento e os dois divórcios do meu pai, aposto que era dele.
April 25, 2023
Antônio Zambujal e o seu jeito característico de ser sério e contar histórias das suas e nossas gentes mas ser igualmente engraçado. Um livro comigo, de leitura fácil , sobre as ruas e as pessoas que viu passar e morar perto de si.
May 6, 2018
It's a funny book but you need to get to the end of it to understand why.
Really easy to read but it not catched me.
Really easy to read but it not catched me.
August 29, 2020
Livro com a escrita agradável típica do autor. Uma história sem grande história, mas lê-se bem.
December 8, 2025
Histórias do Fim da Rua, de Mário Zambujal, é um livro cheio de vida e de humanidade. Zambujal tem o mérito de transformar cenas banais do quotidiano em pequenas narrativas cheias de humor e verdade, como se cada página fosse uma conversa à porta de casa.
O que mais conquista é a simplicidade inteligente da escrita. As personagens parecem pessoas que conhecemos, com as suas manias, sonhos modestos e contradições, e isso cria uma ligação imediata. Não há pretensões literárias excessivas, há antes um olhar atento sobre o lado mais comum da vida portuguesa.
Este livro é uma prova de que a boa literatura não precisa de ser complicada para ser profunda. Lê-se com prazer, com alguns sorrisos e no fim fica a sensação reconfortante de que as histórias ainda importam.
O que mais conquista é a simplicidade inteligente da escrita. As personagens parecem pessoas que conhecemos, com as suas manias, sonhos modestos e contradições, e isso cria uma ligação imediata. Não há pretensões literárias excessivas, há antes um olhar atento sobre o lado mais comum da vida portuguesa.
Este livro é uma prova de que a boa literatura não precisa de ser complicada para ser profunda. Lê-se com prazer, com alguns sorrisos e no fim fica a sensação reconfortante de que as histórias ainda importam.
September 24, 2014
No ha conseguido cautivarme la historia. Me esperaba una crónica social de los vecinos de una calle y más o menos así fue, pero de forma un poco liada en la que en cada capítulo hay un narrador diferente, aunque no siempre se identifique en las primeras líneas. A destacar el rico vocabulario y las expresiones idiomáticas.
February 21, 2011
Personagens imperdíveis, obrigatório ler!
September 11, 2011
Lindo!!!!!!!!!!!
May 24, 2012
It's a funny book, but you need to get to the end of it to understand why. Really easy to read.
April 23, 2015
Foi uma leitura peculiar, unica e caracteristica de uma Lisboa em vias de extincao.
A Rua é uma importante personagem e é muito bem retratada.
Adorei.
A Rua é uma importante personagem e é muito bem retratada.
Adorei.
Read
December 21, 2017Review em breve.
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