Este trabalho decorre da constatação de que não é fácil, para os alunos do Ensino Secundário, penetrar no magnífico, mas denso e nada simples, mundo de Camões, que a sua poesia lírica documenta. Trata-se de um mundo interior, no sentir e no pensar, que resulta, na sua dilaceração e perplexidade, de uma longa experiência de vida que Camões descobria em choque com aquilo que se habituara a acreditar e que informava o pensamento filosófico do seu tempo. De onde o seu carácter contraditório, profundo, angustiado, "maneirista" - e, por isso mesmo, um sentir e um pensar em que nos reconhecemos ainda. Possa ele tornar um pouco mais claro aquilo que o não é - e ajudar a entender melhor esse arquétipo daquilo que nos é o ser português e europeu pensante e dilacerado pela consciência do absurdo e da irracionalidade - numa língua que é pátria de Camões e nos é pátria comum - e que com Camões se fez, ela própria, pátria.
Luís Vaz de Camões (Portuguese pronunciation: [luˈiʃ vaʃ dɨ kaˈmõȷ̃ʃ]; sometimes rendered in English as Camoens; c. 1524 – June 10, 1580) is considered Portugal's, and the Portuguese language's, greatest poet. His mastery of verse has been compared to that of Shakespeare, Vondel, Homer, Virgil, and Dante. He wrote a considerable amount of lyrical poetry (in Portuguese and in Spanish) and drama but is best remembered for his epic work Os Lusíadas (The Lusiads). His recollection of poetry The Parnasum of Luís de Camões was lost in his lifetime.