A mediatização do caso da ovelha "Dolly" veio colocar o problema da clonagem ao nível dos indivíduos comuns. Mas já havia muito tempo que vários cientistas trabalhavam neste domínio. Um deles era Clara Pinto Correia, que desde o início dos anos 90 integrava uma equipa em Massachusettes, que se dedicava ao estudo da clonagem de mamíferos. Para ela, a ovelha "Dolly" não constituiu propriamente uma surpresa. E porque, também como escritora que é, Clara Pinto Correia se tem preocupado em divulgar a ciência ao grande público, surge este livro, "Clones Humanos", que explica, desmistifica e interroga todas as ideias à volta da clonagem.
«Não lhe direi se a clonagem é boa ou má. As escolhas fundamentais com que as sociedades humanas se deparam nunca são assim tão simples. Espero que este pequeno manual seja uma resposta aos receios básicos da maioria das pessoas sobre este assunto. Mas não me espantaria nada que grande parte dos leitores considerasse o meu relato bastante assustador. Para além disso, escrevi-o também a fim de isolar os verdadeiros aspectos da clonagem do delírio de cenários incoerentes e pessimistas com que os media nos bombardearam. Mas não posso de modo nenhum declarar que aquilo que vou explicar não é controverso.» (Clara Pinto Correia, na introdução)
CLARA PINTO CORREIA nasceu em Lisboa, a 30 de Janeiro de 1960. Licenciada em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorada em Biologia do Desenvolvimento pela Universidade de Buffalo (EUA). Foi jornalista no semanário O Jornal e coordenadora da secção de ciência do JL. Estreou-se com Agrião! (1983), seguindo-se entre outras Adeus, Princesa (1985), O Sapo Francisquinho (Prémio “O Ambiente na Literatura Infantil”, 1986), Anda Uma Mãe a Criar Filhos para Isto e Não Podemos Obrigá-los a Amarem-se, E Se Me Tivesse a Bondade de Dizer Porquê? (1986), crónicas de parceria com Mário de Carvalho, Campos de Morangos para sempre (1987), Portugal Animal (1991), Ponto Pé de Flor (Prémio Máxima de Literatura, 1990), Domingo de Ramos (1994), Mais Marés Que Marinheiros (1996), Mais que Perfeito (1997), Mensageiros Secundários (2000), A Arma dos Juízes (2002), A Primeira Luz da Madrugada (2006) e Não Podemos Ver o Vento (2011). Morreu a 9 de Dezembro de 2025, em Estremoz.
Um óptimo livro que explica os essenciais da clonagem na altura da sua explosão mediática (após o caso da ovelha Dolly) e trata algumas das discussões mais comuns e controversas no que toca à clonagem. Inclui ainda um olhar interessante sobre a vida e pesquisa da bióloga.