Conto primoroso (e pouco conhecido) do escritor portugues Eca de Queiroz, pela primeira vez publicado em livro, em edicao independente. 'Um dia de chuva' e uma pequena obra-prima na opiniao do critico Antonio Candido. Escrito perto de sua morte, o autor deixou o texto por terminar, e este aspecto de inacabado e um traco de modernidade que so faz enriquecer a leitura. Na historia, Jose Ernesto, um solteirao que mora em Lisboa, vai ate uma cidade do Norte de Portugal com o intuito de comprar uma quinta, para fugir da cidade grande. Ao chegar, sucedem-se varios dias de chuva incessante, em que o protagonista conversa com o padre e com o caseiro. A chuva permeia o conto e define seus limites, criando uma especie de cortina atraves da qual enxergamos, junto com Jose Ernesto, a casa com seus comodos, corredores e memorias da familia que ali habitava. As ilustracoes de Guazzelli, nas cores azul e marrom, fazem uma referencia a azulejaria portuguesa e acentuam a chuva, criando a atmosfera romantica que se forma, gradativamente, entre Jose Ernesto e a filha do proprietario.
José Maria Eça de Queirós was a novelist committed to social reform who introduced naturalism and realism to Portugal. He is often considered to be the greatest Portuguese novelist, certainly the leading 19th-century Portuguese novelist whose fame was international. The son of a prominent magistrate, Eça de Queiroz spent his early years with relatives and was sent to boarding school at the age of five. After receiving his degree in law in 1866 from the University of Coimbra, where he read widely French, he settled in Lisbon. There his father, who had since married Eça de Queiroz' mother, made up for past neglect by helping the young man make a start in the legal profession. Eça de Queiroz' real interest lay in literature, however, and soon his short stories - ironic, fantastic, macabre, and often gratuitously shocking - and essays on a wide variety of subjects began to appear in the "Gazeta de Portugal". By 1871 he had become closely associated with a group of rebellious Portuguese intellectuals committed to social and artistic reform and known as the Generation of '70. Eça de Queiroz gave one of a series of lectures sponsored by the group in which he denounced contemporary Portuguese literature as unoriginal and hypocritical. He served as consul, first in Havana (1872-74), then in England, UK - in Newcastle upon Tyne (1874-79) and in Bristol (1879-88). During this time he wrote the novels for which he is best remembered, attempting to bring about social reform in Portugal through literature by exposing what he held to be the evils and the absurdities of the traditional order. His first novel, "O crime do Padre Amaro" (1875; "The Sin of Father Amaro", 1962), describes the destructive effects of celibacy on a priest of weak character and the dangers of fanaticism in a provincial Portuguese town. A biting satire on the romantic ideal of passion and its tragic consequences appears in his next novel, "O Primo Basílio" (1878; "Cousin Bazilio", 1953). Caustic satire characterizes the novel that is generally considered Eça de Queiroz' masterpiece, "Os Maias (1888; "The Maias", 1965), a detailed depiction of upper middle-class and aristocratic Portuguese society. His last novels are sentimental, unlike his earlier work. "A Cidade e as Serras" (1901; "The City and the Mountains", 1955) extols the beauty of the Portuguese countryside and the joys of rural life. Eça de Queiroz was appointed consul in Paris in 1888, where he served until his death. Of his posthumously published works, "Contos" (1902) is a collection of short stories, and "Últimas Páginas" (1912) includes saints' legends. Translations of his works persisted into the second half of the 20th century.
Queria poder dar 2,5 estrelas, mas o GoodReads não colabora.
O conto é bem imersivo, realmente tu se sente num dia de chuva bem escuro e barulhento (mesmo estando num dia de sol e calmo, que foi quando eu li kk).
Fora isso eu posso dizer que dormi três vezes tentando ler (cada uma das vezes eu li 3 ou 4 páginas). No dia em que finalmente consegui terminar, quase dormi duas vezes... e o livro tem apenas 50 páginas, sendo 40% de ilustração.
Ou seja... que livro tedioso. O personagem principal é tedioso e acha o outro personagem tedioso, o que deixa toda a história com ar de tédio. O único personagem legal é o caseiro.
Fora isso gostei da personagem/par romântico do nosso tedioso personagem principal. Gostei que ela foi descrita como tendo “ideias singulares”, principalmente sobre política, se interessa por inteligência no lugar de status (quando o assunto é homem/casamento), gosta de ler e acredita que somos todos iguais. (Isso numa época de muita hierarquia e de “vossas excelências”.)
Zbierka piatich poviedok portugalského realistu Eçu de Queirósa. Čítajú sa hladko a príjemne, na rozdiel od vrcholných Queirósových diel nie sú také kritické a autor akoby sa niekedy len tešil z písania. V poviedkach sa ťažšie hľadajú jeho zámery, ale o to prepracovanejší a krajší je jazyk a štylistika.
Um conto de Eça de Queirós que tem um final feliz, coisa que normalmente não acontece nas suas estórias. Neste conto a personagem principal José Ernesto está hospedado no Paço de Loures que pertence ao Senhor D. Gaspar. Durante a sua estadia, chove torrencialmente e José Ernesto ouve a estória de vida do Senhor Gaspar e da sua família, em especial da filha mais nova, Joana por quem acaba por se interessar, embora não a conheça. No final do conto vai até à casa do Senhor Gaspar onde conhece Joana e seis meses mais tarde casa-se com ela também num dia de chuva. Gostei deste conto, mas achei que precisava de mais contacto com a família do Senhor Gaspar. Afinal ouvimos muito falar do Senhor Gaspar e da sua família, especialmente da sua filha Joana, mas não contactamos com nenhum deles. Gostava de ter visto pelo menos um diálogo entre José Ernesto e Joana. No geral gostei da estória. O conto é interessante e a escrita de Eça de Queirós é bonita. Quero ler mais obras do autor.
Um belo conto, um pouco prejudicado por uma edição preciosista do texto, colocando entre colchetes ou seguindo de interrogações entre parênteses palavras duvidosas no manuscrito consultado. Deviam ter seguido a convenção bíblica de colocá-las em itálico.