Foi Freud quem definiu o conceito de Eros e Tanathos, o instinto de vida e o instinto de morte – duas forças que, segundo o «pai da psicanálise», dirigiam os comportamentos humanos, levando Tanathos à entropia e Eros à organização. Manuel, um homem realizado e de sucesso, com uma vida tranquila, uma namorada que ama e rodeado de música e de livros, encontra num deles, o 1934, de Alberto Moravia, uma carta de amor pungente e dramática escrita por um tal Pedro a uma tal Ana Maria. A sua vida fica perturbada. Quem são estas pessoas? Qual a razão daquela carta? Pode o amor vencer a morte ou é um combate perdido? Podemos ser donos do nosso destino ou ele está pré-definido? A vida de Manuel altera-se e a procura das respostas torna-se uma espiral obsessiva, tocando em tudo e em todos, modificando a sua maneira de estar, numa voragem sobre a qual não tem, ou parece não ter, qualquer controlo. Todavia, Manuel parece gostar desse jogo de sombras, em que tudo pode ser o que não é… até o fim.
Mário Cordeiro, pediatra, professor aposentado de pediatria e de saúde pública da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa. Foi presidente da Secção de Pediatria Social e Comunitária e da European Society for Social Paediatrics, fundador e presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil e de muitas outras organizações relacionadas com a promoção da saúde e dos direitos das crianças e adolescentes. Membro das Comissões Nacionais de Saúde da Mulher e da Criança, Direitos da Criança e Boas Práticas em Lares. Dirigiu o Observatório Nacional de Saúde. É membro da Academia das Letras e das Artes e autor de vários bestsellers como O Grande Livro do Bebé, O Livro da Criança ou O Grande Livro do Adolescente.