Ao contrário do que o autor diz, bruxaria é sim um fenômeno europeu e isso não tem nada ver com uma tentativa racista de embranquecer a bruxaria. Bruxaria é feitiçaria européia, outros continentes tem suas formas de feitiçaria tbm - feiticaria africana, feitiçaria chinesa e japonesa na Ásia, etc - mas bruxaria é somente e por definição a de países da Europa, já que ela é toponímica e ligada à tradições regionais e folclore local de lá.
E ela é diferente da magia de ordens como AA, OTO, Golden Dawn e Cultus Sabbati.
Existe a bruxaria ancestral, a antiga, a medieval, a tradicional, a moderna e a contemporânea. O tipo de bruxaria defendida pelo Frisvold em seus livros cai na classe contemporânea, já que tem influências das ordens pelas quais passou, mistura a feitiçaria dos bruxos com a magia dos magos e também com a Gnose, já que em seus livros e blog dele e de sua esposa, como o Starry Cave, o Crux Sabbati e o Via Tortuosa, eles falam nos bruxos como pellars, astutos ou espertos descendentes do Sangue de Caim e cainitas, assim como setianos, tifonianos, ofitas, dracotifonianos e dracossetianos são gnósticos e é por isso que eles defendem que a bruxaria é uma heresia cristã, mas ao contrário do que eles dizem, essa não é uma visão tradicional.
Eles tb gostam de falar bastante nos cunning folks, mas esses são mais praticantes de folk magic, magia popular, estão mais próximos do que chamam de curandeiros na América Latina, não tem nada a ver com formas iniciaticas e secretas de ritos de escolas de misterios ou ordens simbólicas, metafísicas e filantrópicas.
Também membros de ordens como o Cultus Sabbati, do qual ele afirma fazer parte, falam em Tubal Caim por uma influência maçônica, assim como os membros do Clã que levam seu nome, pois Robert Cochrane, seu fundador, era maçom. Eles criam ainda uma triade de Samael e Azrael, anjos cabalísticos de Marte e Plutão, como se fossem anjos caídos - por uma influência da obra do Howard que era luciferiano - com Azazel.
Ou seja, seus livros estão cheio de misturas e equívocos e visões preconcebidas adquiridas em ordens de influências maçônicas, roscaruzes/protestantes, judaicocristãs, etc e as apresenta como único e verdadeiro - pois defendem uma verdade perene (conceito vindo da filosofia perene, fundada por um funcionário da biblioteca vaticana) - e correto caminho de bruxaria tradicional, se assemelhando bastante aos discursos de pastores que defendem suas fés como as únicas autênticas, quando são frutos de uma segunda e terceira ondas.