Este não é um livro sobre corrida, embora se passe entre treinos e competições. É sobre gente. Na verdade, um tipo muito especial de gente. O esporte é o pano de fundo, mas o que está em jogo é muito mais do que isso. São histórias de competição, superação e camaradagem.
Em outubro de 2006, o empresário Amílcar Lopes Jr., o Portuga, realizou um feito memorável ao completar a Maratona de Chicago em 2 horas 43 minutos e 50 segundos. A marca, extraordinária para um amador, fez dele uma espécie de lenda no circuito dos corredores de rua de São Paulo. Desde aquele momento, Portuga se tornou o homem a ser batido. Marcelo Apovian (o Lelo), José Augusto Urquiza (o Guto) e Tomás Awad são os mais fortes candidatos a derrotar Amílcar no que ficou conhecido como o “Desafio do Portuga”.
Os três desafiantes treinam forte. Para alcançar o objetivo, eles, que são executivos ocupados, driblam suas agendas apertadas, desviam de compromissos sociais e deixam de lado muitas horas de descanso ou de convívio familiar. Também deixam para trás, como no caso do Lelo, as sequelas de um acidente que quase lhe custou a perna. A marca mítica não sai da cabeça deles, o Portuga precisa ser derrubado.
O circuito das maiores maratonas do mundo – Berlim, Boston, Chicago, Nova York e Paris – é o cenário ideal para a busca pelo recorde. Lelo, Guto e Tomás correm o mundo, literalmente, para derrubar o Portuga. A esse grupo junta-se mais tarde Felipe Wright e sua obsessão em terminar uma maratona abaixo de 3 horas. E ele chegou lá, com a ajuda de um amigo capaz de um gesto de pura e comovedora nobreza.
Decidi encarar o "Operação Portuga" como terceiro livro de uma trinca composta respectivamente pelos livros sobre corrida de Haruki Murakami e de Drauzio Varella. Os três serviram fortemente como motivação para manter a disciplina nos treinos.
Enquanto o "Operação Portuga" ganha no incentivo à melhoria de performance, perde feio na humildade que Murakami e Drauzio tanto valorizam.
Sergio Xavier Filho tem uma ótima escrita. Boa o suficiente para me segurar até o fim numa história composta por pessoas com quem eu dificilmente gostaria de conviver no dia-a-dia: homens brancos herdeiros e competitivos.
Para quem está buscando incentivos para melhorar a performance nos treinos, o livro cai muito bem.
O livro é uma leitura indispensável para qualquer admirador de esportes, o contexto do desafio abre portas para contar histórias de companheirismo, superação, disciplina, amizade e solidariedade. O capítulo final conta um pouco da motivação por trás do nascimento do livro, é de encher os olhos de lágrimas e alimenta o espírito de qualquer ser humano.
Leitura leve, fácil e rápida. Há livros melhores sobre corrida. Sensação de livro escrito por amigos para amigos do círculo social de assesorias de elite de sp.
Eu ia dar 3 estrelas, mas pela vontade absurda de performar, mesmo no amadorismo, que o livro desperta + uma linda homenagem que acontece em uma das narrativas as 4 estrelas estão aí.
Portuga é o típico chato que sabe que é chato e tem a alto estima do hétero top. Não tiro o mérito de seus feitos, mas pelas falas do livro pode-se perceber que sua falta de humildade beirava a inconveniência. Não a toa que o desafio do Portuga surge para desbancá-lo.
Ao longo do livro o autor narra os feitos de três amigos que treinam dia e noite com o objetivo de bater o tempo do Portuga em uma maratona. Tentativas, erros, acertos… tudo detalhado de uma forma que mostra não apenas competitividade, mas muito companheirismo. E isso eu achei sensacional. Todos querem vencer o desafio, mas todos estão ali devotos em suas relações de amizade/irmandade (a brotheragem do homem hétero, né? rsrs)
Percebo porém um padrão nos livros do Sérgio sobre corrida, os padrões. Todos homens, héteros, brancos, herdeiros, donos de muito dinheiro, donos de tanto dinheiro que fazer inscrições de mais de uma prova internacional para ter um plano A e um plano B é uma realidade. Estamos falando de pessoas que vivem uma realidade paralela à da maioria dos brasileiros.
O livro despertou um interesse reverso à isso… fiquei com vontade de saber histórias de pessoas “gente como a gente” no mundo da corrida. O famoso atleta CLT, ou ainda A atleta CLT, que concilia planilha de treinos, com trabalho, casa e família…
Livro sensacional. Histórias fantásticas de atletas amadores de corrida, com lições de amizade, superação e motivação. Foi uma grata surpresa, recomendo a todos entusiastas de corrida e de quem gosta de boas histórias com os ingredientes que citei acima. A busca para bater o tempo do Portuga, é só o gatilho para muitas histórias. Não consegui parar de ler.
Excelente! Livro curto que não fica enrolando o contexto da história, vai direto ao assunto porém sem deixar faltar com nenhum detalhe. A sutileza do autor na revelação do que foi o maior motivador para escrever o livro é de arrancar lágrimas. Parabéns a todos os envolvidos na criação desse livro e dessa história maravilhosa!
Amei esse livro. Super divertido, mostra a rivalidade "amiga" de um desafio a ser batido, e a história de cada um dos participantes, com histórias desafiadoras, de superaçao e algumas de tristeza. Além de tudo, tem muita emoção no livro. Recomendo a todos que curtem a corrida e a quem não curte também!
Operação Portuga conta a história de 4 corredores da MPR que foram designados para derrubar o recorde pessoal do Portuga, também aluno da MPR. São várias histórias de vida, algumas tristes, outras inspiradoras e emocionantes. É uma leitura curta, e para corredores e esportistas, traz inspiração para a superação. Gostei!
Por conhecer alguns dos nomes do livro e entender como é esse meio esportivo de assessorias, acabei lendo o livro em 12 horas. Baita desafio e baita resenha. Curti demais o livro
Livro imperdível para quem ama esportes, especialmente a corrida. Operação Portuga é um livro sobre desafio, superação, competitividade e amizade. O desafio é superar o incrível tempo do Portuga em uma maratona. E através do desafio, conhecemos a história e motivações dos personagens. Difícil parar de ler!
Se você gosta e se emociona com esportes, esse livro é pra você. Mais do que isso, no meu caso a identificação com a corrida faz o livro ser bem mais próximo do que outros. Me empolguei e dei boas risadas com as histórias. Chorei também, porque nem só de velocidade se fala aqui. A amizade é o ponto alto do livro. Não preciso nem falar o quanto gostei: terminei em 4 dias.