Um almanaque típico do século XIX, com calendário, adágios, adivinhas, canções, pequenos contos e textos pseudocientíficos, mas cuja temática é inteiramente distinta... " (...) Por descargo de consciência, diremos, todavia, que o fim do Pauzinho não é perverter, mas divertir. Composto para ser lido por homens, não vimos inconveniente em chamar as coisas pelo seu próprio nome, porque, afinal, digam o que quiserem, a porra há de ser sempre porra, muito embora lhe inventem nomes mais ou menos sonoros. E se ele for parar às mãos de alguma menina que, por excesso de ingenuidade, se apegue a ele como as velhas ao seu Santo António? Não será culpa nossa. Nós escondemo-lo bem, elas que façam outro tanto: guardem-no onde puderem e... regalem-se com ele!"
He was a disciple of his father, the painter Manuel Maria Bordalo Pinheiro. His mother was D. Maria Augusta do Ó Carvalho Prostes and his brother the painter Columbano. He started publishing illustrations and caricatures in humoristic magazines such as A Berlinda and O Calcanhar de Aquiles, frequently demonstrating a sarcastic humour with a political or social message.
In 1875 he travelled to Brazil to work as an illustrator and cartoonist for the publication Mosquito (and later, another publication called O Besouro), which was also employing the Italian/Brazilian illustrator Angelo Agostini, until then the unrivaled cartooning authority of Brazil. Pinheiro eventually became editor of other humorous, politically critical magazines. His fame as a caricaturist led the Illustrated London News to become one of his collaborators.
He married Elvira Ferreira de Almeida in 1866 and the following year his son Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro was born.
He died on January 23, 1905 in Chiado, Lisbon. He had a Catholic funeral, which was attended by several dozen people, including prominent politicians.
A poesia "de gozo" (e de gozar, diriam os autores) neste livro, de vez em quando, ultrapassa em qualidade poemas de poetas "a sério". É impressionante como numa obra com intuito humorístico (sempre erótica, às vezes somente erótica) consegue ser tão bem escrita, com frases verdadeiramente deliciosas aos olhos pelo uso florido de adjetivos. Às vezes perdia o gosto pelo teor sexista e algumas piadas já eram batidas (têm literalmente um século, portanto está desculpado). É interessante que as ilustrações tenham sido feitas pelo Bordalo Pinheiro, dá mais pica às picas pintadas. No geral, deu para muitos risos e muita galhofa, de zero a nove merece um 6!