O que esconde e o que revela um velho lençol puído sobre a intimidade de uma mulher? Como se prova a inocência quando um álibi incrimina? O que significa a morte na vida de um carrasco, e o que significa a vida no dia da sua morte? Para onde rolam as bici
Sérgio Godinho é um poeta, compositor e intérprete português.
Como autor, compositor e cantor, personifica perfeitamente a sua música “O Homem dos 7 Instrumentos”. Multifacetado, representou já em filmes, séries televisivas e peças teatrais. A Dramaturgia surge com a assinatura de algumas peças de teatro assumindo-se também como realizador.
Eis um livro do qual eu esperava mais... Bem ou mal, esperava qualquer coisa que não se consubstanciou na leitura. O livro está bem escrito, tem um tom um pouco "psicológico" ao mesmo tempo que os enredo são traçados muito ao de leve, como se se tratasse de um quadro impressionista. O que fica dito não nos transmite uma imagem concreta, tudo flui e de alguma forma contribui para um filme interior intimista mas curiosamente cerebral, sem grande emoção. Alguns artifícios de escrita constituem o estilo do autor, ao mesmo tempo que as diversas "vidas duplas" se vão passeando diante de nós, conto após conto. Acho que o autor é criativo e escreve com domínio, apenas no meu caso não me transmitiu qualquer coisa que eu pudesse levar, que não o fluxo impressionista de imagens de um certo mau estar dos personagens, todos eles duplos porque desacertados do que os rodeia, todos eles procurando por dentro um rumo que os duplica.
Os jogos de palavras, lúdicos mas sempre plenos de significado, são uma das melhores armas de Sérgio Godinho na escrita para canções.
Na colectânea de contos "Vidadupla", estreia de Godinho na ficção para adultos - estranha expressão, mas quer dizer que não se trata de literatura infanto-juvenil -, o autor recorre ao mesmo artifício. Acontece que, na prosa, o excesso de trocadilhos acaba por cansar e prejudica a fluidez narrativa.
Ainda assim, a sensibilidade que se reconhece a Sérgio Godinho está sempre presente, o que faz da leitura deste volume um prazer. O génio também se passeia por algumas destas histórias, como é o caso de "Queria só falar da minha história de amor" e "O sem-abrigo, vida dupla", os dois contos que, realmente, me encheram as medidas.
Acabei de “ler” este Audiolivro do Sérgio Godinho hoje. É uma coleção de contos e o vocabulário é bastante fácil para um aluno do meu nível. Mas tinha uns problemas.
É que… A narradora tem uma voz hipnótica portanto (estou envergonhado por admitir) encontrei-me sempre a ficar distraído pelo ritmo da leitura e logo depois perdi o fio à meada. Reboninei a gravação várias vezes mas afinal não apreciei o livro tanto quanto merece. Ou talvez sou eu que não mereço livros bons.
Bem, de qualquer maneira, gostei do que ouvi. Nem sequer sabia que o Senhor Godinho tinha escrito livros. Já ouvi várias músicas dele. É óbvio que é um homem que sabe criar coisas bonitas.
(Curiosidade: tenho este livro há anos, já tinha pegado nele algumas vezes, mas ainda não me tinha apetecido lê-lo. Há uns dias tive essa vontade. Comecei-o numa noite, e no dia seguinte soube que está para sair o próximo livro do Sérgio Godinho! Que pontaria certeira! :-) )
Na minha opinião, o Sérgio Godinho é um excelente contador de histórias. Em poesia ou em prosa. A mestria, o domínio das palavras, os versos/as frases. É o terceiro romance que leio dele - na verdade, este é um livro de contos -, e as minhas impressões repetem-se: tanto na mestria da escrita das histórias, como na surpresa que sinto pelo seu lado negro.
Sou muito fã do Sérgio Godinho, nas suas várias formas de expressão de arte. Muito curiosa pelo novo romance que aí vem.