No século XVI, a cobiça e a luxúria europeia invadiam o continente africano. Portugueses, espanhóis e holandeses lutavam pela riqueza de África, traficando escravos para o Brasil. Filha de um guerrilheiro opositor da presença europeia, a rainha Ginga cedo revela aptidão e desejo de comandar as tribos chefiadas pelo seu pai. Mulher culta, de rara beleza de espírito, Ginga torna-se a mulher mais poderosa de África. Ginga, a Rainha de Angola é um intenso romance vivido no sertão africano onde lenda e realidade se confundem numa narrativa histórica sobre as relações entre Portugal e Angola, e sobretudo, sobre uma mulher indomável que enfrentou as grandes potencias para defender o seu o povo. Uma figura ímpar de Angola e inspiradora de gerações vindouras na defesa de ideias que pertencem a todos os tempos.
A estória, por si, não tem interesse nenhum. As personagens são superficiais, não transmitindo qualquer emoção, e nem sequer nenhum raciocínio que me levasse a perceber porque agem como agem. Algumas coisas passam demasiado depressa ou nem sequer são mencionadas, enquanto outras são repetidas várias vezes, como se para evitar que o leitor se esqueça (se o facto foi mencionado ainda duas páginas atrás, mais irritante isto se torna). A escrita não é boa, e pior que isso, parece não ter havido revisão gramatical, a julgar pelas incorreções sistemáticas. No entanto, a escrita não sendo boa é fluente e apesar de a estória ser um bocado desconchavada, com vários planos sem ligação uns com os outros ou com uma ligação muito forçada, fui-a lendo com prazer, sobretudo pelo interesse que os espaços históricos e culturais me despertaram. Não o considerando de maneira nenhuma um bom livro não dou o tempo por perdido porque adorei conhecer um pouco da história da rainha Ginga, pelo menos a nível dos factos históricos. Enquanto personagem, é tão oca como as outras.
O livro chegou às minhas mãos através de um empréstimo pelo BookCrossing. Estava à espera de uma pequena lição de história mas escrita de forma romanceada, algo que não encontrei. Adoro ler romances históricos mas tem que ser isso mesmo, romances não livros de história com uma tentativa em vão de romance-á-lo.
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Dessa forma acabei por desistir. Estava a ler praticamente por obrigação e não por gosto. E embora por vezes hajam livros que não engraço mas tenho curiosidade pelo fim, neste nem isso aconteceu. Não me despertou a atenção e a leitura estava a tornar-se uma obrigação demasiado chata. Um livro com uma boa premissa, mas com uma escrita que não é nada o meu género, o que visto que não costumo desistir de livros, é dizer muito.