tal qual “o capa branca”, esse livro é genial e necessário pra que nunca nos esqueçamos da história da cidade. mesmo ambas as obras sendo sobre ex-funcionários do juquery e do mesmo autor, achei eles bem diferentes entre si. a construção — e os relatos — de “cinzas do juquery” me lembrou bastante a obra de “carandiru”, do drauzio, cada capítulo nos trouxe a história de um paciente diferente da memória de josé, me afeiçoei especialmente pelo último citado, o seu manoel, personagem muito curioso e interessante. também fiquei chocada em descobrir que o manicômio era basicamente um presídio, fato que eu desconhecia até então, mesmo tendo crescido ouvindo as histórias sobre o juquery, pra mim, ele havia sido apenas um hospital psiquiátrico. é um depoimento triste, assim como todos que existem sobre o local, sempre me impressiona ele ter estado em funcionamento até meados dos anos 2000.