Romance escrito pela autora portuguesa Helena Marques e publicado em 1994. Depois da morte dos pais, Laura e a prima, Matilde, partem para Malta, à procura das suas raízes familiares. O regresso às origens, implicando um processo de catarse, que passa pela reflexão sobre o contexto geracional e histórico que agiu sobre os seus destinos, com uma incursão amarga sobre o fracasso da utopia da geração de sessenta e sobre um 25 de abril que chegou tarde de mais para as vítimas da revolução adiada, confinará com o reencontro de uma harmonia perdida, propiciada pelo espaço fascinante de Malta. Por isso, "mais do que a divindade pré-histórica de Hagar Quim, é Malta, ela própria, pela soberana resistência a invasões e ocupações, pela sólida, sábia preservação da sua cultura e da sua identidade, que dá o nome ao livro"
De famílias madeirenses, Helena Marques nasceu em Carcavelos, em 1935. Jornalista durante trinta e seis anos, iniciou a sua carreira no Diário de Notícias do Funchal e terminou-a no Diário de Notícias de Lisboa, onde foi directora-adjunta (1968- 1992). Entretanto, foi redactora de vários outros diários, nomeadamente A Capital, República e A Luta. Publicou o seu primeiro livro, O Último Cais, em 1992. Muito aclamado, recebeu o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, o Prémio Revista Ler/Círculo de Leitores, o Prémio Máxima de Revelação, o Prémio Procópio de Literatura e o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa. Seguiram-se os romances A Deusa Sentada (1994), Terceiras Pessoas (1998) e Os Íbis Vermelhos da Guiana (2002), e o livro de contos Ilhas Contadas (2007). A sua obra encontra-se traduzida em alemão, italiano, castelhano, grego, romeno e búlgaro. O Bazar Alemão (2010) foi o seu último livro.
As with all the books by Helena Marques, this one filled my soul. I wanted more. I wish the book was longer because I want more, much more. I wanted more about Bi and Matthew, Tess, Ian and Matilde, Laura and Lourenço, and war times in Madeira. Helena Marques always says so much in a succinct way, but I wish her books were lengthy family sagas. The connection to her previous book "O Último Cais" was helpful to understand some of the family history. There were a couple of negatives, the trip to Malta is not very clear, and the conversation on the farewell dinner at the end of the book seems out of place. Perhaps the author just wanted to make a philosophical point. But why wait until the end. I wish the author would have published more because she is an amazing storyteller.
Amei a história, embora já a tenha lido há demasiado tempo para me conseguir lembrar dos pormenores, por isso deixo aqui uma descrição que encontrei.
Romance escrito pela autora portuguesa Helena Marques e publicado em 1994. Depois da morte dos pais, Laura e a prima, Matilde, partem para Malta, à procura das suas raízes familiares. O regresso às origens, implicando um processo de catarse, que passa pela reflexão sobre o contexto geracional e histórico que agiu sobre os seus destinos, com uma incursão amarga sobre o fracasso da utopia da geração de sessenta e sobre um 25 de abril que chegou tarde de mais para as vítimas da revolução adiada, confinará com o reencontro de uma harmonia perdida, propiciada pelo espaço fascinante de Malta. Por isso, "mais do que a divindade pré-histórica de Hagar Quim, é Malta, ela própria, pela soberana resistência a invasões e ocupações, pela sólida, sábia preservação da sua cultura e da sua identidade, que dá o nome ao livro" (da contracapa).
Quando li, há perto de 30 anos, este segundo romance de Helena Marques (1935-2020) achei-o muito inferior ao de estreia, O Último Cais, que reli recentemente. Esta nova leitura acentuou essa ideia original, também porque este A Deusa Sentada é, de algum modo, a continuação do anterior ou, pelo menos tem algumas “pontas” que os unem. Não deixa, porém, de ser um romance interessante, até pelos acontecimentos que rememora ou que descreve e que, 29 anos depois, se constituem igualmente em memórias. De qualquer modo, o que fica verdadeiramente dele, é o completíssimo “postal ilustrado” da ilha de Malta que parece ser MESMO um destino irresistível.