Uma busca frenética em que prazer e morte servem como meios para um homem aparentemente comum restaurar as rédeas da sua própria vida. O romance é narrado por um homem que sequestra uma mulher e a leva para uma casa numa praia deserta. Ali, ele amarra-a a uma poltrona e diz que precisa de lhe contar uma longa história. Aos poucos, vamos sabendo que se trata de uma história de amor, medo e muitas surpresas, na qual a mulher sequestrada desempenha um importante, e inusitado, papel.
Flávio Carneiro nasceu em Goiânia, em 1962, e mudou-se para o Rio de Janeiro no início dos anos 80. Desde 2003, mora em Teresópolis, região serrana do estado. Escritor, crítico literário, roteirista e professor de literatura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), publicou 17 livros e escreveu 2 roteiros para cinema. Como ficcionista, é autor de romances, contos e crônicas, novelas para crianças e jovens e ensaios literários. Participou de várias antologias de contos, no Brasil e no exterior. Dentre elas, Rio Noir (New York: Akashic, 2015, org. Tony Belloto); Le football au Brésil: onze histories d'une passion (Paris: AnaCaona Editions, 2014, org. Paula Anacaona); Der schwarze Sohn Gottes: 16 Fußballgeschichten aus Brasilien (Berlim: Association A, 2013, org. Luiz Ruffato); Brazil: A Traveler's Literary Companion (Richmond: Whereabout Press, 2010, org. Alexis Levitin); O conto brasileiro contemporâneo (Santiago de Compostela: Edicións Laiovento, 2011, org. Carmen Villarino e Luiz Ruffato), Os cem menores contos brasileiros do século (São Paulo: Ateliê, 2004, org.: Marcelino Freire) e 22 contistas em campo (Rio de Janeiro: Ediouro, 2006, org. Flávio Moreira da Costa). É autor de diversos artigos em revistas especializadas e, de 2000 a 2007, foi colaborador regular dos suplementos literários do jornal O Globo (caderno Prosa & Verso) e Jornal do Brasil (caderno Idéias). Em 2007 e 2008, assinou a coluna “Passe de Letra”, com crônicas sobre futebol e literatura, no jornal Rascunho, de Curitiba.
São 230 páginas de monólogo, e a escrita é boa, você lê o livro bem rápido, até porque você não esquece que está lendo um diálogo de uma pessoa só...
O meu problema com esse livro é que teve partes da história do narrador que não me pareceram de toda importância. Então acho que mesmo sendo um livro curto, poderia ter sido um pouco mais curto e sucinto, e até talvez desse mais impacto para o fim.
Gostei de como o livro terminou e gostei da escrita, achei interessante um livro inteiramente de monólogo. Mas no momento em que terminei de ler fiquei lembrando de outras partes da história e pensando que na verdade não faziam diferença ou que não davam peso emocional para o final.
Conta a história de um rapaz que sequestra uma mulher e a leva para uma casa em uma praia e deserta e diz que precisa contar uma história pra ela. O livro todo é narrado por ele, enquanto ele conta a história para mulher. Toda vez que ele dorme com alguém, ele “pega” pra ele tudo dessa mulher, os conhecimentos e a história dela, e a pessoa morre. No fim descobrimos que ele se sente vazio, não tem mais motivação, e o motivo pra sequestrar a mulher é que ele quer tomar o medo dela para ele. Gostei bastante da proposta dele narrando a história como uma história pra ela, mas achei o livro muito cansativo e arrastado.
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Existe um tipo de marketeiro de internet que ganha dinheiro vendendo "cursos" em vídeo. A estratégia pra atrair os clientes começa com a criação de um texto ou vídeo onde ele declara ter o segredo pra resolver algum problema genérico (timidez, perder peso, etc.). Nesse texto, ele começa com a promessa do segredo e segue explicando porque ele é a pessoa certa pra lhe vender o mesmo. Depois volta a lembrar que vai revelar o segredo só pra voltar a falar de si mesmo novamente. Basicamente, é um texto de auto-promoção, salpicado de promessas de que se vai revelar segredo. No final, o segredo só pode ser obtido comprando-se o tal curso. Se o curso funciona, nunca vou ficar sabendo. A impressão ao ler este livro é a de que se está lendo um texto desses. A história é simples. O cara sequestra uma mulher e a leva pra uma casa isolada. Lá, ele quer justificar à vítima porque a escolheu, e vai contando suas aventuras com várias outras mulheres. No fim, fica claro que ele poderia ter escolhido qualquer outra mulher. O segredo era pura fumaça. Existe até uma revelação interessante no final, devido ao mau desenvolvimento da história, acho que perdeu o impacto.