Paul Durand-Ruel (1831-1922) is widely credited as the dealer who "made" the professional careers of Renoir, Degas, Manet, Monet, Sisley, Pissarro, Puvis de Chavannes, and other painters of fin-de-siècle Paris. Driven by the conviction that the work of the Impressionists was an artistic revelation, he led the fight against critical opinion and brought these artists to the public. His event-filled life is the subject of this absorbing biography.
Durand-Ruel risked his name, his fortune, and his family's future to become the outspoken champion of Impressionism, an art form that in France provoked only insults. By 1900 his gallery dominated the international market for Impressionism, and he had inspired a new generation of collectors, from merchant princes of Moscow to steel barons of Pittsburgh. This volume, deftly crafted from unpublished documents and letters, and illustrated with 40 black-and-white images, is an important addition to our understanding of Impressionism and collecting, as well as a dazzling tour of French and American art and cultural politics in the years before World War I. AUTHOR Pierre Assouline is one of France's leading historians and biographers. His many books include An Artful A Biography of D. H. Kahnweiler .
Esta biografia de Paul Durand-Ruel, comerciante de arte que a posteridade distingue como o principal financiador e apoiante dos impressionistas, descreve uma pessoa dotada de ideias firmes, persistência, visão, e também daquele quanto-baste de manha e até má-fé que talvez seja condição necessária para singrar no mundo dos negócios, então como agora. Assouline, que para além de biógrafo é romancista, cronista, jornalista e sabe Deus que mais, insiste muito na contradição que é indissociável da carreira de Durand-Ruel: um homem profundamente católico, conservador e legitimista, que devotou um ódio vitalício à democracia e à Revolução de 1789, e que, no entanto, defendeu a heterodoxia na pintura de forma convicta e foi decisivo para que revolucionários como Monet, Pissarro e Renoir sobrevivessem e pudessem continuar a pintar. Talvez a contradição não seja mais do que aparente: na França do século XIX, a burguesia e os círculos oficiais da tão odiada 3ª República estavam do lado da arte convencional e académica, ao passo que defender o impressionismo resultava num gesto elitista e contra a corrente. (Acrescente-se que os impressionistas ocupavam todo o leque das opiniões políticas, do anarquismo de Pissarro até ao extremo antissemitismo nauseabundo de um Degas.) Um biógrafo vê-se eternamente face ao dilema de encontrar a distância justa entre uma lista enciclopédica de acontecimentos da vida do biografado e um ensaio que dilua este numa maré de considerações subjectivas. Sente-se, aqui e acolá, um excesso de presença do autor, sob a forma de minúsculas digressões ou formulações demasiado desenvoltas. A vida extraordinária de Durand-Ruel possui a vivacidade dramática suficiente para falar por si. Ainda assim, li esta biografia com agrado e cheguei ao fim do livro com a certeza de ter aprendido muito sobre a influência das condições políticas, sociais e económicas na eclosão e evolução de um movimento artístico - e, sobretudo, com a impressão reforçada de que um só indivíduo no lugar e altura certos, com convicções robustas e coragem, pode dar um impulso decisivo à história, ao arrepio ou ao sabor das tais condições políticas, etc.
Bijzonder informatief over de lijdensweg van de impressionisten om hun plaats op de kunstscène te veroveren en de rol die D-R daarbij speelde. Fascinerend hoe een reactionair bourgeois in staat was om die uitermate innoverende strekking te appreciëren. Meteen een goed inzicht in de wereld van de (Parijse) kunsthandel einde 19de eeuw.