Londres, 1969. Ana Cristina Cesar tinha dezessete anos quando viajou para a Inglaterra, onde passou o ano letivo como intercambista. Num período marcado pela efervescente contracultura, a futura autora de A teus pés manteve uma arrebatadora correspondência com seu namorado, Luiz Ramalho, que por sua vez havia partido para Aachen, na Alemanha, como exilado político.As cartas de Ana jogam luz sobre as expectativas e os anseios de um jovem casal cheio de planos e ao mesmo tempo sem pistas do que o futuro lhe reservaria. Tendo como pano de fundo discos de Beatles, Caetano Veloso, Chico Buarque e Elizeth Cardoso e livros de Clarice Lispector, George Orwell, Albert Camus, Vinicius de Moraes e Carlos Drummond de Andrade, a correspondência traz declarações de amor rasgadas ao mesmo tempo em que revela a mente inquieta, questionadora e extremamente culta de uma poeta que marcaria para sempre as gerações seguintes.Estabelecimento de texto por Rachel Valença, do Instituto Moreira Salles.
Ana Cristina César was a poet and translator from Rio de Janeiro. She came from a middle-class Protestant background and was usually known as "Ana C." She had written since childhood and developed a strong interest in English literature. She spent some time in England in 1968 and, on returning to Brazil, she became a published author of note. The 1970s and early 1980s were the peak of her poetic career. She returned to England in 1983. One of the authors she admired was Sylvia Plath. She shared some commonalities with her in temperament and fate. She died in 1983 by jumping out of a window at her parents´ apartment, in Rio de Janeiro
ana c me faz me apaixonar várias vezes e de novo, por tudo. é lindo de ler as trivialidades que ela tinha pra falar pra luiz de uma forma tão inconstante e esperta, me senti completamente intimidada pela mente adolescente dela. ana c eterna
Que coisa mais linda esse livro, ler sobre esse amor. Depois de ler o poemas da Ana, ler essas cartas te faz entender mais a mente dela. “Eu também espero pelo dia quando nós vamos parar de escrever cartas um para o outro, porque a gente não vai mais precisar, a gente vai nos ter inteiros”.
Nossa, que livro lindo! Comprei ele por acaso, porque gosto da Ana Cristina. Ele ficou parado na prateleira porque a história tocava em feridas minhas muito recentes, mas, agora, sinto que li no momento certo. Mesmo sendo cartas de verdade, é um livro muito literário que te prende na história. Não precisamos das respostas de Luiz para entender o que tá acontecendo, sentir as idas e vindas. A irreverência juvenil de Ana é refrescante, sinto que ela é uma grande amiga. É a mesma voz de seus poemas, e aí dá pra ver que sua habilidade foi conseguir colocar no papel o que havia de mais profundo nela.
Precisei ler esse aos poucos. Levá-lo e alongá-lo nos meus dias. É especial ver a voz poética de Ana despontar prematuramente nessas cartas. Brilhante desde tão cedo e que se foi cedo demais.