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O livro que mudou a minha vida

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Livros mudam a história, marcam sociedades, promovem guinadas culturais e reviravoltas políticas. Mas, para que isso aconteça, devem primeiro mudar vidas ― vidas individuais, de gente como nós, que bem conhecemos a sensação de se deixar absorver por uma grande ideia, por uma bela narrativa, pela beleza das palavras. Nestas páginas, nomes importantes do meio intelectual e artístico brasileiro revisitam as grandes obras de suas vidas para, nesta mistura de memória e emoção, prestar um tributo à força transformadora dos livros. Para tempos como os de hoje, em que a enxurrada de informações e de telas tem um poder de distração inédito, este é mais do que um gesto do intelecto: é sobretudo um ato de resistência e uma declaração de amor.

240 pages, Paperback

Published August 15, 2022

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José Roberto de Castro Neves

39 books14 followers

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Profile Image for Harvey Hênio.
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March 14, 2025
José Roberto de Castro Neves é Doutor em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre pela Universidade de Cambridge, Inglaterra, professor de Direito Civil da PUC-Rio e advogado militante. Publicou e organizou diversas obras sobre História, Direito e Literatura.
Neste livro muito interessante e bem organizado José Roberto de Castro Neves procura incentivar a leitura através de depoimentos de várias personalidades de diversas áreas acerca de livros que teriam mudado as suas vidas e como teria se dado essa mudança.
Vale a pena reproduzir um trecho da introdução, de autoria do organizador:

“Os brasileiros leem pouco. Uma pena. A reflexão, a cultura, a capacidade de se expressar e de interpretar, proporcionadas pela leitura, fazem falta para a construção de um país melhor. [...]
Queremos viver numa sociedade que lê. Precisamos viver numa sociedade que lê. Como atingir esse fim? Como reagir?
No final dos anos 1970, Rubem Braga, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, e Carlos Drummond de Andrade lançaram o projeto “Para gostar de ler”, com coletâneas de contos, poesias e crônicas, destinadas, em princípio, aos alunos de colégio. Muitos desenvolveram o hábito de ler com essas antologias. Antes deles, partir da década de trinta do século passado, Monteiro Lobato, com seus livros “infantis”, cheios de sabedoria e cultura, formou, no Brasil, outra geração de leitores.
Hoje, os livros, como fonte de entretenimento e cultura, tem sedutores (e agressivos) rivais: as telas de televisores e aparelhos celulares. Contra esses concorrentes, a necessidade de fomentar a leitura torna-se um ato de resistência.
Para alguém comece a ler, incorpore o hábito, é necessário um estímulo. Esse impulso pode ocorrer das mais diferentes formas, inclusive pelo conhecimento de relatos que dão conta da transformação positiva decorrente da leitura.
Neste livro, um grupo de brasileiros, de várias idades e com diversas formações, contou como determinado livro mudou a sua vida. Não se trata de resumir as obras, mas de falar como o livro o inspirou, narrando uma experiência pessoal, demonstrando esse poder extraordinário de educação moral e ética proveniente da leitura.
São exemplos concretos – e exemplos, como se sabe, servem de poderosos professores”.

Dessa forma o organizador escalou uma espécie de “dream team” composto de personalidades que dão depoimentos ricos e apaixonados acerca dos livros que mudaram as suas vidas.
Todos os textos tem seu charme e despertam interesse mas destaco “Romanceiro da Inconfidência” de Cecília Meireles que mudou a vida de Cármen Lúcia, ministra do STF, “Bouvard e Pécuchet” de Gustave Flaubert que mudou a vida de Fernanda Torres, atriz e escritora, “1984” de George Orwell que mudou a vida de Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, “O senhor dos anéis” de J.R.R Tokien que mudou a vida do organizador desse livro, “Amada” de Toni Morrison que mudou a vida de Lilia Schwarcz, historiadora, “O encontro marcado” de Fernando Sabino que mudou a vida de
Merval Pereira, jornalista e escritor, “Gabriela, cravo e canela” de Jorge Amado que mudou a vida de Nelson Mota, jornalista e escritor e “On the road” de Jack Kerouac que mudou a vida de Paulo Ricardo, cantor, músico e compositor.
Para encerrar destaco o comentário de Roberta Sudbrack, chef brasileira. O livro que mudou a vida dela eu não conhecia – “O livro de cozinha de Alice B. Toklas”, mas ela “arrasou” na conclusão de seu texto:

“Nesse sentido, os livros são uma revolução e tem esse poder transformador. A mágica acontece não importa o tamanho, o formato, o gênero. Ao abrirmos um livro, mergulhamos num universo de possibilidades, fantasias, viagens, conhecimentos e aventuras. O livro sempre vai contribuir com a relação do leitor com o mundo que ele habita. Talvez por isso os “istas” do passado e do presente, como os fascistas, os obscurantistas, negacionistas, sempre quiseram trancá-los, queimá-los e proibi-los. A história demonstra que eles fracassaram – pelo menos por ora. Mas sabemos que os defensores das trevas seguem tentando, portanto, nesse sentido, esse projeto tem um valor para além de desejar estimular mais e mais leituras, ele é também uma resistência à boçalidade, à estupidez e à incivilidade dos dias atuais”.

Sábias palavras.
E você caro (a) leitor (a) qual livro mudou a sua vida?
Ótima pedida!

Profile Image for Amanda.
180 reviews2 followers
May 19, 2024
Coletânea de depoimentos de conhecidos famosos e de famosos não tão conhecidos sobre os livros que supostamente mudaram suas vidas.
A missão, na largada, já não é fácil. Escolher um único livro com tamanho poder de mudar uma vida.
Obviamente, os livros escolhidos e as justificativas, na maior parte dos comentários, estão cheios de retórica, muito mais em termos de crítica literária do que propriamente em impacto nas vidas.

Seguindo a ideia do livro, e sendo, talvez, deveras simplória, eu elenco como livros que mudaram minha vida aqueles que me levaram querer mais, a ver o mundo no tamanho da sua grandeza, a querer conhecer novas culturas, povos, cidades, a ter novas experiências… e isso começa na adolescência, com os Sidney Sheldon e Agatha Christie da vida. A partir daí, o sonho de um café na França (aprofundado, quiçá pela leitura de Paris é uma festa), ou de um flanar em NY (alimentado pelas aventuras juvenis do apanhador do campo de centeio)…

E vamos amadurecendo na vida, de medida em medida. De copo em copo. De passo em passo.

De toda sorte, dentre os meus relatos preferidos estão o da Margareth Dalcomo, sobre A montanha mágica. Tocante, em contexto de pandemia e de desafios de busca de cura social. Gabriel Chalita e sua ode à professora, com Ética a Nicomaco, também vale a pena. Quanto mais pessoais, mais tocantes.
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