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Caravelas

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O século de ouro dos navegadores portugueses. As caravelas... eram apenas cascas de noz. No entanto, enquanto o resto da Europa se dilacerava entre a Guerra dos Cem Anos e as guerras religiosas, foi a bordo delas que, durante um século e meio, os marinheiros portugueses, tão audaciosos quanto obstinados, navegaram ao longo do litoral africano, dobraram o Cabo da Boa Esperança, atracaram nas costas brasileiras, impuseram-se em Calecute, no grande mercado mundial das especiarias. Poderiam ter parado por ali e regressado a casa com fortuna feita... Mas não! As caravelas prosseguiram o seu caminho em direcção ao Japão, à China e a Macau. Contudo, a grande epopeia das caravelas desapareceu um dia nas chamas das fogueiras da Inquisição.

Os portugueses conservam ainda a alegre e orgulhosa saudade de terem sido os descobridores e os mestres dos oceanos, porque apesar de todas as tormentas que a História os fez atravessar, Portugal nunca foi um «país pequeno». Olivier Ikor deu a palavra, mas também carne e alma, aos actores dos Descobrimentos, sejam eles príncipe de sangue ou proscrito; capitão ou grumete; cristão, judeu ou muçulmano; mercador ou cientista. Cada uma destas navegações, que revolucionou o mundo, lê-se como um romance, ou melhor, como mil e um esboços de mil e um romances.

512 pages, Paperback

First published January 1, 2011

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Olivier Ikor

10 books2 followers

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Profile Image for Ricardo.
28 reviews
August 6, 2018
Para a minha ducentésima análise esperava ter o prazer de encontrar mais um bom livro. A coisa prometia, um tema que muito me agrada, uma capa bonita (já se sabe, não julgar o livro pela capa mesmo que seja a favor) mas a realidade foi outra. O monsieur Ikor revelou-se um tremendo embuste. Todo o livro é impregnado -para além de uma linguagem banal- de um tom fanfarrão, deselegante, sarcástico e irónico sobre aquilo que os Portugueses fizeram nesta época específica. Monsieur Ikor, que nas primeiras páginas se refere a uma alegada informação documental escassa sobre a época, e descredibiliza os cronistas, (classificando-os de exagerados) nas páginas seguintes faz demasiadas afirmações para quem diz ter tamanha falta de informação contrastada.

Este amigo francês, residente em Portugal há vários anos, faz lembrar aquele tipo de convidado que vai lá a casa, senta-se no sofá, coloca os pés em cima mesa e começa a dizer mal da decoração, da comida e dos anfitriões em geral. Nota-se que o Sr. tem ali um problema qualquer com a história, desagrada-lhe, preferia que tivesse sido de outra forma. Fica a dica, escreva uma fantasia qualquer. Nessa dita fantasia já conseguiria por e dispor das personagens como bem entendesse. Era desnecessário vir, por exemplo, insinuar que o Infante D. Henrique "não era navegador e que mal colocou os pés num barco". Ou que Vasco da Gama era um "arruaceiro". Ou que Colombo era um "trafulha". Ou que Fernão Mendes Pinto "exagerou a sua peregrinação que na volta nem aconteceu".

Pensava eu que este tipo de autores só escrevia para aquelas publicações de 2.ª linha ou para aqueles "documentários" sobre os mistérios da história em que praticamente tudo foi feito por extraterrestres ou seres mágicos. Vou ter de fazer mais cuidado quando pegar em livros de história no futuro.
Profile Image for João Teixeira.
2,319 reviews45 followers
March 12, 2018
Desengane-se aquele que pensa que irá encontrar um romance histórico neste livro. Ainda que a sinopse do livro não nos elucide exactamente sobre aquilo que ele contém, deparamo-nos nestas pouco menos de 500 páginas com uma série de personagens e acontecimentos históricos de que estamos habituados a ouvir falar desde sempre, mas de uma forma bastante interessante e organizada. Claro que a linguagem utilizada ao longo do livro é um pouco prolixa e não irá prender todos os leitores que pegarem por curiosidade nele. De facto, creio que apenas aqueles que se interessam por estes assuntos é que terão paciência para levar a leitura deste livro até ao fim. Mas uma coisa é certa: aqueles que o fizerem, não se sentirão defraudados com a quantidade e qualidade da informação histórica que aqui encontrarão. Trata-se de um livro muito bem escrito e estruturado, com as personagens históricas surgindo a negrito ao longo do texto, quase como que se de uma enciclopédia sobre os Descobrimentos Portugueses se tratasse. Enfim, resumindo e concluindo, este é um excelente livro para quem quiser saber mais sobre o período áureo dos Descobrimentos Portugueses e, claro, para quem precise de fazer um trabalho académico sobre o assunto.

Devo ainda acrescentar que o que mais gostei neste livro foi o facto de não ter sido escrito por um português. De facto, a possibilidade de vermos retratado um período tão importante da História de Portugal, mas, sob a perspectiva de um autor estrangeiro, faz-nos tomar consciência da importância que o período dos Descobrimentos teve efectivamente para a História universal, ainda que nos apercebamos de que Olivier Ikor, residindo em Portugal há já tanto tempo, demonstre uma certa preferência pelos descobridores portugueses, em detrimento dos castelhanos, por exemplo. Em todo o caso, isso não faz o livro perder o seu valor e enche-nos a nós, portugueses, de um certo orgulho, por vermos os nossos antepassados tão bem retratados.
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