"Adília Lopes da Silva and Maria José de Oliveira Viana Fidalgo are one and the same person. They are me. As poppy is a poppy. And many other names that I don’t know. Adília Lopes is water in gaseous state, Maria José is the same water in solid form. I'm a woman, I'm Portuguese, I’m from Lisbon, I’m a poet, I'm a linguist (we all are), I'm a physicist, I'm a librarian, I'm an archivist, I'm shortsighted, I was born on 20 April 1960, I'm single, I have no children, I'm catholic, I have brown eyes, I measure 1.56 m, now I weight 80 kg, I use the short hair since 1981, the hair is dark brown with many white hairs. (...) it's clear that the poet is always the idiot of the family, the crazy one".
Primeiro contato que tive com Adília Lopes e pelo fato de ser nulamente editada no Brasil, foi como um furacão poético pairando na minha cabeça. Não creio que exista um só poema sequer nesta antologia de que eu tenha gostado medianamente, apenas o máximo do êxtase lírico.
A Adília Lopes é sempre excelente; poemas mais sintéticos ou mais extensos ela sempre acerta a medida do seu dizer. Essa antologia possui alguns poemas contidos em uma outra, Aqui deixo as minhas contas e O poeta de Pondichéry na íntegra. Adília ainda é uma poetisa (ela assim se denomina, quem sou eu para contrariar - mas não gosto do termo) ativa e suas obras ainda são muito caras aqui no Brasil. Espero ter mais e mais oportunidades de encontrar poemas novos.
Lerdei e não escrevi as mini resenhas dos livros de poesia que li nesses tempos sem consegui terminar prosa. Vamo ver o que lembro: Gosto muito dessa edição, gostosa demais de ter em mãos. Mas ter começado a ler logo depois de Um jogo perigoso me fez ter noção do quão irregulares podem ser antologias, essas amostrinhas da obra de um/a escritora/a. Quase nenhum dos poemas que mais gostei no outro livro foi selecionado pela curadoria e, não sei foi a proximidade da outra leitura, mas pelo que foi escolhido eu não sei se teria vontade de ir atrás do livro inteiro, sei lá. Fiquei com vontade de ler alguns, cuja curadoria me fez pensar bem do livro, outros só li en passant e já deu. O posfácio me entediou e abandonei, preferia Adelaide escrevendo sobre Adília.