De Natura Florum foi publicado pela primeira vez em 3 de abril de 1971, no Jornal do Brasil (Rio de Janeiro). Já em 1984 foi incluído no volume "A Descoberta do Mundo". Hoje, é lançado no Brasil pela Global Editora, com projeto internacional desenvolvido por Elena Odriozola que Prêmio Nacional de Ilustração, e Alejandro G. Schnetzer. O texto, à maneira de um herbário em verso, é estruturado a partir de vinte e quatro verbetes. As cinco primeiras são definições botânicas gerais, as dezenove restantes são descrições de flores, com uma poética particular. O livro é uma espécie de introdução às obras e estilo literário de Clarice, com fácil entendimento e assimilação. Por ser uma obra que originou do artigo publicado no Jornal do Brasil e por ser de uma escritora muito querida nacionalmente, o lançamento pela Global, casa da literatura brasileira, é de suma importância.
Publicado originalmente no Jornal do Brasil, em 3 de abril de 1971.
O livro é uma espécie de dicionário floral ou um herbário em verbetes, no qual Clarice dá características de pessoas às flores. As ilustrações de Elena Odriozola deixam a experiência ainda mais rica e signigicativa.
Esta foi uma boa-primeira-vez lendo Clarice, mas não sei se foi o suficiente para conhecer a sua escrita. Quem sabe neste ano eu não me aventure lendo outro livro dela...
Dentre os poemas verbetes, os que eu mais gostei foram Dama-da-noite - minha flor favorita, não pela flor em si, mas por todo o imaginário, lendas e mistérios que a envolvem - e Edelvais - flor que não conhecia, mas que gostei imensamente da interpretação e analogia feitas por Clarice em conjunto com a ilustração de Elena.
Foi a primeira leitura do ano e uma agradável surpresa.
Partindo de verbetes que a Clarice encontrou num dicionário floral, a definição que me chamou mais atenção foi a da Flor de cactos: "A flor de cactos é suculenta, às vezes grande, cheirosa e de cor brilhante: vermelha, amarela e branca. É a vingança sumarenta que ela faz para a planta desértica: é o esplendor nascendo da esterilidade despótica."
Há outras mais curiosas cuja ilustração deu o tom descontraído da crônica, o cravo, a violeta, estrelícia, edelvais...