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Ernst Junger: Between the Gods and the Titans

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Ernst Jünger (1895-1998) was a soldier, an adventurer, and one of the most prolific and celebrated European writers of the twentieth century. Jünger's most famous works are his First World War memoir Storm of Steel (1920), his treatise on technology and modernity The Worker (1932), and his dystopian novel On the Marble Cliffs (1939). Alain de Benoist has written an ideal introduction to Jünger's long life and vast body of work. Benoist illuminates the central figures in Jünger's the Soldier, the Worker, the Rebel, and the Anarch. Benoist devotes special attention to The Worker , as well as Jünger's debts to Nietzsche and Spengler, his relationship to the German Conservative Revolutionary movement, and his dialogues with Heidegger, Drieu la Rochelle, and his brother Friedrich Georg Jünger.
Benoist's volume is not just a scholarly survey of the history of ideas, for he also draws upon his friendship and correspondence with Jünger. This volume invites you to join their conversation.

186 pages, Paperback

First published November 1, 2020

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About the author

Alain de Benoist

190 books192 followers
Depuis plus de trente ans, Alain de Benoist poursuit méthodiquement un travail d'analyse et de réflexion dans le domaine des idées. Ecrivain, journaliste, essayiste, conférencier, philosophe, il a publié plus de 50 livres et plus de 3000 articles, aujourd'hui traduits dans une quinzaine de langues différentes.

Ses domaines de prédilection sont la philosophie politique et l'histoire des idées, mais il est aussi l'auteur de nombreux travaux portant notamment sur l'archéologie, les traditions populaires, l'histoire des religions ou les sciences de la vie.

Indifférent aux modes idéologiques, récusant toute forme d'intolérance et d'extrémisme, Alain de Benoist ne cultive pas non plus une quelconque nostalgie «restaurationniste». Lorsqu'il critique la modernité, ce n'est pas au nom d'un passé idéalisé, mais en se préoccupant avant tout des problématiques postmodernes. Les axes principaux de sa pensée sont au nombre de quatre : 1) la critique conjointe de l'individuo-universalisme et du nationalisme (ou de l'ethnocentrisme) en tant que catégories relevant l'une et l'autre de la métaphysique de la subjectivité ; 2) la déconstruction systématique de la raison marchande, de l'axiomatique de l'intérêt et des multiples emprises de la Forme-Capital, dont le déploiement planétaire constitue à ses yeux la menace principale qui pèse aujourd'hui sur le monde ; 3) la lutte en faveur des autonomies locales, liée à la défense des différences et des identités collectives ; 4) une nette prise de position en faveur d'un fédéralisme intégral, fondé sur le principe de subsidiarité et la généralisation à partir de la base des pratiques de la démocratie participative.

Alors que son oeuvre est connue et reconnue dans un nombre grandissant de pays, Alain de Benoist reste largement ostracisé en France, où l'on se borne trop souvent à associer son nom à celui de la « Nouvelle Droite », expression dans laquelle il ne s'est jamais véritablement reconnu.


Biography in English at Wikipedia: https://en.wikipedia.org/wiki/Alain_d...

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Profile Image for Duarte Branquinho.
Author 7 books14 followers
June 14, 2021
O centenário escritor alemão foi uma das figuras de referência da chamada Nova Direita francesa liderada por Alain de Benoist. O livro “Ernst Jünger entre les dieux et les titans” junta vários ensaios do pensador francês, bem como um testemunho e uma cuidada bibliografia, que nos permitem melhor compreender a relação entre este autor e a sua obra e uma corrente de pensamento inovadora.
No final dos anos 60 do século passado, o Groupement de recherche et d'études pour la civilisation européenne (GRECE), com Alain de Benoist como umas das figuras de proa, propunha-se a um combate cultural e metapolítico para um renascimento europeu. Através de publicações, conferências e diversas outras intervenções públicas, esta corrente de pensamento marcou profundamente a política francesa e europeia, sendo apelidada pelos ‘media’ de Nova Direita.
Uma das características do GRECE, que se mantém até aos nossos dias, era a escolha dos temas evitados ou inexplorados, bem como de autores desconhecidos ou das suas obras menos abordadas. Um destes casos foi o de Ernst Jünger (1895-1998).
Em meados dos anos 1970, apesar de o autor alemão estar bastante traduzido, ser muito lido e apreciado em França, era considerado como uma figura pertencente exclusivamente ao mundo literário e os seus escritos políticos de juventude eram desconhecidos pelo grande público. Ora, foi exactamente esse “outro” Jünger que cativou o interesse da Nova Direita.

Alain de Benoist começa por analisar as quatro grandes figuras que Jünger faz surgir na sua obra e que correspondem a períodos bem diferentes da sua vida. Cronologicamente, são o Soldado da Frente, o Trabalhador, o Rebelde (‘Waldgänger’ foi traduzido por Maria Filomena Molder, em “O Passo da Floresta”, como o Desterrado) e o Anarca. Para Jünger, são “formas superiores da visão”, pois “a concepção das Figuras confere um poder metafísico”. Benoist vê aqui também uma maneira subtil de recusar o individualismo, nomeadamente na afirmação de Jünger: “o único e o típico excluem-se.” Nestas quatro figuras, Benoist não vê contradição, antes continuação. Segundo ele, nesta progressão dá-se uma depuração que “conduziu Jünger, primeiro actor do seu tempo, depois juiz e crítico do seu tempo, a posicionar-se finalmente acima do tempo para testemunhar o que era antes do século que foi o seu e o que virá depois dele”.

O ensaio mais aprofundado deste livro é dedicado à figura do Trabalhador. O livro homónimo é considerado por Armin Mohler como, mais do que uma filosofia, “uma criação poética”. É este lado metafísico, que Benoist considera ir além do contexto histórico e sobretudo político em que apareceu. A “mobilização total” de “O Trabalhador” (1932) remete necessariamente para a técnica, apesar de Jünger considerar que o seu princípio é mais profundo. A obra, além de tentativas de aproveitamento político, chama a atenção de Heidegger, para quem o Trabalhador representa, de forma visionária, a realização da essência da metafísica ocidental na omnipotência da técnica mundial. É importante notar que para o seu irmão Friedrich Georg Jünger o mundo da técnica é o universo dos titãs. A estes, que representam a desmesura, opõem-se os deuses. Que esperar, então? O regresso dos deuses?...

O paralelo entre Ernst Jünger e Drieu La Rochelle é tentador e dessa comparação é notória a obra magistral de Julien Hervier, “Deux individus contre l’histoire”, de 1978. A Benoist também não escapou esse olhar cruzado, notando as várias referências a Drieu nos Diários de Jünger, em especial aquela em que revela terem trocado tiros num enfrentamento em Le Godat, durante a Primeira Guerra Mundial. Ambos escreveram sobre a guerra, de maneira e em tempos diferentes, ambos foram marcados pela leitura de Nietzsche e ambos sonharam com uma aventura africana durante a juventude. O seu envolvimento político foi, no entanto, diferente e as suas vidas, uma bem longa e outra deliberadamente encurtada pelo suicídio, distinguem-se. No entanto, vários autores viram em ambos representantes do dandysmo, o tipo de quem se “estiliza a si próprio”, ou que tem como elementos a distância, a beleza, a impassibilidade. Ao mesmo tempo, Jünger era francófilo e Drieu
germanófilo, exemplos de uma fraternidade europeia.

Benoist diz que descobriu o “outro” Jünger graças ao seu amigo Armin Mohler, que foi secretário do escritor alemão durante vários anos depois da guerra e autor de um importante trabalho sobre a Revolução Conservadora na Alemanha. Mas o encontro pessoal com o autor dar-se-ia em 1977, no Festival Internacional do Livro de Nice, em que Benoist estava no ‘stand’ das edições Copernic. Conta ele que ouviu alguém interpelá-lo pelo seu nome e, quando olhou para trás, viu um homem de estatura média e de cabelos brancos que não reconheceu. Este apresentou-se, dizendo: “Bom dia, sou Ernst Jünger.” Benoist ficou sem palavras. Seguiu-se uma longa conversa, houve registo fotográfico e uma posterior troca de correspondência. A partir daí, Benoist dedicou-se ao estudo sobre o período político do jovem Jünger e vários trabalhos foram publicados nas revistas do GRECE e alguns traduzidos noutros países. Neste testemunho precioso, conta também um episódio passado na Universidade Humbolt, em Berlim. Convidado para participar num debate, Benoist acabou por ser atacado por antifascistas que desconheciam que ele ia falar contra a xenofobia. Regressado a Paris, recebeu um telefonema de Armin Mohler que lhe disse que Jünger tinha sabido do incidente e queria saber como ele estava. Naturalmente, este foi um gesto pessoalmente tocante de uma figura tão representada pela Nova Direita.
Benoist escreve que a sua “admiração por Jünger, tanto pelo homem como pela sua obra, nunca esmoreceu. Mas talvez tenha mudado um pouco de eixo. Há trinta anos entusiasmei-me pelo ‘primeiro’ Jünger, o dos anos 1920 e 1930. Com o tempo, e com a idade, tornei-me mais sensível ao ‘segundo’ – ao Anarca mais que ao Rebelde, ao pensador ‘intemporal’ que, tendo subido mais alto, soube também ver mais longe”. É uma alteração comum aos jüngerianos que cedo se deixam seduzir por este mestre das letras alemãs.
Ernst Jünger dizia que “as revoluções silenciosas são as mais eficazes”. Alain de Benoist conclui: “É necessário lê-lo em silêncio.”
13 reviews
September 3, 2024
Benoist’s introduction comes at no better time, for Jünger’s predictions and warnings are more prescient today than ever before. There is a quip among those in tech that if you are not paying for the product, you are the product. We do not pay for Google or social media because our attention and our desire are being sold to advertisers. Many write that we are slaves to technology today. But while this may in fact be true, declaring it is unproductive. The path forward lies not in declarations of the status quo, but in exhortations about how to construct a future in which this is not the case.
Profile Image for Dave Franklin.
309 reviews1 follower
November 3, 2024
Alain de Benoist”s “Ernst Junger” is an excellent introduction to Ernst Junger’s writings and thinking.Benoist a French political philosopher argues that Junger’s work can be classified by four Figures that appear successively in the author’s work: They are the Front Soldier, the Worker, the Rebel, and the Anarch. Through this Gestalt the reader can discern how Junger, the entomologist, has always sought to classify the world of forms. Forms, for him, guide the ways sensible beings reflect on the world and express themselves.

Junger, a 14 time wounded soldier, viewed the Front Soldier of WWI as a witness to the end of chivalrous wars, i.e., wars organized with concern for glory and honor, where the demarcation between warriors and civilians, was clearly drawn. Junger believed that man was stronger than material. Indeed, on reflection Junger concluded that the advent of material warfare along with total mobilization hearkened the dominion of technology. Technology is subject to the laws of physics; chiefly, the second law of thermodynamics, thus impersonality and total war forever changed the battlespace.

The rise of Technic led Junger to the Worker- the Gestalt of the Worker explains how technology mobilizes the world. In 1932 Jünger published 'The Worker: Dominion and Form'. This study was meant to address the metaphysical consequences of 'total mobilization.’ Junger’s use of Forms,Types and Figures is often nebulous. Junger suggested that the Worker could somehow transcend the nihilism presented by Nietzschean thought- a position he later abandoned. Benoist's exposition of this period of Junger’s thought is balanced and edifying.

Benoist’s typology demonstrates how the Rebel and Anarch eclipsed the Figure of the Front Soldier; however, it did not end the role of technology or of the Worker. Junger generally used fiction to illustrate some of the changes in his thought in this period; consequently, his theoretical distinctions lack the precision of his earlier work. Still, he considers the Worker as a metaphysical Figure, and modern technology the essential force that transformed the world along with man’s view of nature.

Overall, Benoist has written an incisive book which contains many valuable insights. Junger has been a long neglected author. This is a valuable study, and one which should not be ignored by students interested in 20th century European history.
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