Desde a edição do primeiro volume, há muito esgotado no mercado brasileiro [Perspectiva, 1972], a série Figuras, de Gérard Genette, tornou-se uma referência fundamental no campo da crítica literária francesa. As análises da literatura continuam aqui em duas direções principais, que se cruzam ou se encontram em algumas questões: na da teoria da narrativa e na da poética da linguagem. Alguns desses cruzamentos ou marcos se chamam Barroco, Balzac, Princesa de Clèves, Stendhal, Em busca do tempo perdido, entre outros; espaço do texto, narrativa e discurso, arbitrário e motivação, linguagem indireta. A crítica e a teoria literárias experimentam e manifestam assim seu necessário distanciamento e sua fecunda articulação: irredutíveis e complementares, em busca de uma nova poética. Genette se debruça, assim, em abordagens invariavelmente já bastante discutidas no âmbito da crítica literária, como a oposição entre prosa e poesia, além de se ater a estudos de caso mais específicos, como o “fetichismo de autor” no que se refere a Stendhal, ou a “linguagem indireta”, no que tange a Marcel Proust. Ambiciosa, a obra presente busca responder tanto quanto possível às necessidades e ao potencial da compreensão e do uso da literatura, configurando-se como leitura de validade atemporal e alcance universal para estudantes e estudiosos.
Genette was largely responsible for the reintroduction of a rhetorical vocabulary into literary criticism, for example such terms as trope and metonymy. Additionally his work on narrative, best known in English through the selection Narrative Discourse: An Essay in Method, has been of importance.[2] His major work is the multi-part Figures series, of which Narrative Discourse is a section. His trilogy on textual transcendence, which has also been quite influential, is composed of Introduction à l'architexte (1979), Palimpsests: Literature in the Second Degree (1982), and Paratexts. Thresholds of interpretation (1997).[3] His international influence is not as great as that of some others identified with structuralism, such as Roland Barthes and Claude Lévi-Strauss; his work is more often included in selections or discussed in secondary works than studied in its own right. Terms and techniques originating in his vocabulary and systems have, however, become widespread, such as the term paratext for prefaces, introductions, illustrations or other material accompanying the text, or hypotext for the sources of the text.
Altri saggi letterari del grande Gérard Genette. L’autore è noto soprattutto per la sua terza raccolta, Figure III, col suo studio sui meccanismi del racconto studiati “in vivo” nell’opera di Proust. Ma qua, se forse manca la sistematicità dell’analisi, abbondano in ogni caso le riflessioni stimolanti. In particolare segnalo Il giorno, la notte, in cui Genette conduce un’«esplorazione, in un certo senso preletteraria, delle risorse, delle occasioni, delle inflessioni, dei limiti, delle costrizioni che le lingue naturali sembrano offrire o imporre allo scrittore e in particolare al poeta che ne fa uso». In concreto: che cosa posso scrivere se, per designare il giorno e la notte, ho a disposizione le parole “jour” e “nuit”?