Voici, enfin traduit en français, le texte essentiel du grand penseur de la civilisation japonaise. Qu'y a-t-il de commun entre les premiers écrits nippons et le métro de Tokyo ? Entre la légendaire réactivité des Japonais et leur sens aigu du détail ? Entre leur alliance actuelle avec les Etats-Unis et ce que signifie " croire " pour un habitant de l'archipel ? Dans ce livre, son dernier, qui traite du rapport au temps et à l'espace des Japonais, le grand spécialiste de la littérature répond à ces questions et à bien d'autres encore. Le Japon, rappelle Katô Shûichi, c'est le pays de l'oubli du passé, en particulier du passé qui dérange, mais aussi celui de la cérémonie du thé, du " timbre " dans la musique, des instantanés dans le théâtre... Un voyage surprenant, parfois amusant et toujours passionnant, au Pays du Soleil Levant, dévoilé à travers les paradoxes qui font la richesse de cette grande civilisation.
Shūichi Katō (加藤 周一) was a Japanese critic and author best known for his works on literature and culture. Born in Tokyo, Katō trained as a medical doctor at the University of Tokyo during World War II, specializing in haematology. The experience of living in Japan during the war and American bombing of Tokyo would shape a lifelong opposition to war, especially nuclear arms, and imperialism. It was also in this period that began to write. In the immediate postwar period, Katō joined a Japanese-American research team to assess the effects of the atomic bombing of Hiroshima. He subsequently travelled to Paris for a research fellowship at the Pasteur Institute. When he returned to Japan, he turned to writing full time. After participating in a 1958 conference of writers from Asia and Africa, he gave up practicing medicine entirely. Fluent in French, German, and English, while being deeply focused on Japanese culture and classical Chinese literature, Katō gained a reputation for examining Japan through both domestic and foreign perspectives. He served as lecturer at Yale University, professor at the Free University of Berlin and the University of British Columbia, guest professor at Ritsumeikan University (Dept. of International Relations), and curator of the Kyoto Museum for World Peace. From 1980 until his death, he wrote a widely-read column in the evening culture pages of the Asahi Shimbun in which he discussed society, culture, and international relations from a literate and resolutely leftist perspective. In 2004, he formed a group with philosopher Shunsuke Tsurumi and novelist Kenzaburō Ōe to defend the war-renouncing Article 9 of the Constitution of Japan.
Livro extremamente interessante (mas também complicado) que fala sobre história, filosofia, arquitetura, arte, política, cultura levando em consideração a definição japonesa de tempo e espaço.
Uma bronca que tive foi que algumas notas de tradução e de rodapé as vezes ocupam mais espaço na página que o próprio texto do livro.
Então além de estar lendo um livro cheio de termos japoneses, chineses, etc, você precisa pular entre o texto e as notas.
É uma leitura pesada, cheia de referências não só japonesas, mas chinesas e de outras culturas. Muita comparação com outros povos é feita para dar embasamento à ideia principal do livro: aqui=agora. De maneira geral, até onde compreendi, significa uma compreensão espaço-temporal que se volta ao momento e local do viver atual, o que para mim lembrou muito a meditação (perceber o tempo e espaço ao redor etc.). Mas o conceito sempre remete à história japonesa, pautando-se, por exemplo, na valorização das estações do ano que gera uma ideia de tempo cíclico, que se repete; além da condição arquipelágica do Japão e suas comunidades que por muito tempo se estruturam em diversos grupos, chamados de Mura (aldeia), o que definiria uma noção de espaço fechado, com limites bem estabelecidos entre dentro e fora. Como de costume, termino o livro com uma dúvida recorrente nas minhas leituras sobre Japão: quanto isso é intrinsicamente japonês e quanto tem algo de nacionalista. Sugiro ler assistindo as aulas do canal do youtube da USP.
Este livro me decepcionou um pouco. Adquiri porque achei interessante a proposta de entender as noções de tempo e de espaço através da cultura japonesa, uma vez que estudo também as ideias de tempo e espaço no Ocidente principalmente pensando através da mídia das histórias em quadrinhos. Então, quem sabe, esse livro não me ajudasse a entender como tempo e espaço são tratados nos mangás? Bom, até entendi que tanto tempo e espaço tem três acepções na cultura japonesa e não duas como na nossa, mas muita coisa se perdeu porque tenho bastante dificuldade em entender o funcionamento e as lógicas da cultura japonesa. Acredito que o autor não soube explicar muito bem, de forma mais direta como funcionam esses pensamentos. Inclusive em cada capítulo sobre tempo e espaço ele complica ainda mais a explicação incluindo linguagem e arquitetura na direção de tentar explicar essas dimensões. Pensei que poderia utilizar mais dos conceitos desse livro.