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Obra Completa de António Gedeão

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São mais de setecentas páginas, onde pela primeira vez se apresenta a obra literára completa de António Gedeão (pseudónimo literário de Rómulo de Carvalho), incluindo inéditos poemas e narrativas da infância e da juventude, e a correspondência com Jorge de Sena. Com uma nota introdutória da escritora Natália Nunes, viúva do poeta, a publicação continua com um ensaio de Jorge de Sena sobre a poesia de Gedeão, a que se seguem os seus primeiros quatro livros: Movimento Perpétuo, Teatro do Mundo, Máquina de Fogo e Linhas de Força. Depois temos Quatro Poemas de Gaveta, um Soneto, os livros Poemas Póstumos e Novos Poemas Póstumos, as cartas a Jorge de Sena, as narrativas A Poltrona e Outras Novelas, duas peças de teatro e seis ensaios literários. No final, os inéditos de poesia, narrativa e teatro, escritos na infância e juventude.

736 pages, Paperback

First published January 1, 2004

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About the author

António Gedeão

17 books10 followers
António Gedeão pseudónimo de Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, nasceu em Lisboa a 24 de novembro de 1906 e faleceu na mesma cidade a 19 de Fevereiro de 1997. Além de poeta, foi professor de Ciências Físico-Químicas, aliando a ciência à literatura. O seu poema mais conhecido é “Pedra Filosofal”, publicado na obra Movimento Perpétuo (1956), musicado por Manuel Freire em 1969, e cujos primeiros versos são: «Eles não sabem que o sonho / é uma constante da vida».

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews86 followers
May 26, 2014
Eles não sabem que o sonho

é uma constante da vida

tão concreta e definida

como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta

em que me sento e descanso,

como este ribeiro manso

em serenos sobressaltos,

como estes pinheiros altos

que em verde e oiro se agitam,

como estas aves que gritam

em bebedeiras de azul.


eles não sabem que o sonho

é vinho, é espuma, é fermento,

bichinho álacre e sedento,

de focinho pontiagudo,

que fossa através de tudo

num perpétuo movimento.


Eles não sabem que o sonho

é tela, é cor, é pincel,

base, fuste, capitel,

arco em ogiva, vitral,

pináculo de catedral,

contraponto, sinfonia,

máscara grega, magia,

que é retorta de alquimista,

mapa do mundo distante,

rosa-dos-ventos, Infante,

caravela quinhentista,

que é cabo da Boa Esperança,

ouro, canela, marfim,

florete de espadachim,

bastidor, passo de dança,

Colombina e Arlequim,

passarola voadora,

pára-raios, locomotiva,

barco de proa festiva,

alto-forno, geradora,

cisão do átomo, radar,

ultra-som, televisão,

desembarque em foguetão

na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.

In Movimento Perpétuo, 1956



http://youtu.be/9r6FqT7F1s0
Profile Image for Jacqueline Lima.
Author 3 books22 followers
July 16, 2018
Adoro a poesia de Gedeão. Como era cientista, conseguiu mesclar com mestria a literatura com a ciência. O seu vocabulário poético é assim compleyamente distinto da poesia mais tradicional.
Profile Image for Sónia.
75 reviews17 followers
September 1, 2012
Este livro é quase como uma Bíblia, dá vontade de abrir assim ao calhas e ler aqui, ler ali. Adoro António Gedeão, este foi sem dúvida um dos melhores livros que alguém me pode ter dado :)
Displaying 1 - 3 of 3 reviews

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