São mais de setecentas páginas, onde pela primeira vez se apresenta a obra literára completa de António Gedeão (pseudónimo literário de Rómulo de Carvalho), incluindo inéditos poemas e narrativas da infância e da juventude, e a correspondência com Jorge de Sena. Com uma nota introdutória da escritora Natália Nunes, viúva do poeta, a publicação continua com um ensaio de Jorge de Sena sobre a poesia de Gedeão, a que se seguem os seus primeiros quatro livros: Movimento Perpétuo, Teatro do Mundo, Máquina de Fogo e Linhas de Força. Depois temos Quatro Poemas de Gaveta, um Soneto, os livros Poemas Póstumos e Novos Poemas Póstumos, as cartas a Jorge de Sena, as narrativas A Poltrona e Outras Novelas, duas peças de teatro e seis ensaios literários. No final, os inéditos de poesia, narrativa e teatro, escritos na infância e juventude.
António Gedeão pseudónimo de Rómulo Vasco da Gama de Carvalho, nasceu em Lisboa a 24 de novembro de 1906 e faleceu na mesma cidade a 19 de Fevereiro de 1997. Além de poeta, foi professor de Ciências Físico-Químicas, aliando a ciência à literatura. O seu poema mais conhecido é “Pedra Filosofal”, publicado na obra Movimento Perpétuo (1956), musicado por Manuel Freire em 1969, e cujos primeiros versos são: «Eles não sabem que o sonho / é uma constante da vida».
Adoro a poesia de Gedeão. Como era cientista, conseguiu mesclar com mestria a literatura com a ciência. O seu vocabulário poético é assim compleyamente distinto da poesia mais tradicional.
Este livro é quase como uma Bíblia, dá vontade de abrir assim ao calhas e ler aqui, ler ali. Adoro António Gedeão, este foi sem dúvida um dos melhores livros que alguém me pode ter dado :)