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O Evangelho do novo mundo , mais novo livro de Maryse Condé, ganhadora do Nobel alternativo e autora de Eu, bruxa negra de Salem, recebe a tradução da premiada escritora Natalia Borges Polesso.
Na noite de Páscoa, um recém-nascido, batizadao de Pascal, é deixado no jardim dos Ballandra, um casal apaixonado que cultiva as flores mais bonitas do mundo. De onde vem o bebê? Há o boato de que é filho de um deus. E o que se deve fazer se for realmente filho de um deus? Quando cresce, Pascal parte em busca de suas origens, para compreender o sentido de sua missão na Terra, e acaba por revelar a natureza dos seres humanos e o lugar dos deuses.
O Evangelho do novo mundo é a oportunidade certa para conhecer o universo mágico e politicamente questionador de Maryse Condé. A religião é um tema atemporal e esse romance refresca a tradição do evangelho pela lente do realismo maravilhoso, gênero muito relevante nas literaturas latino-americana e caribenha.
Como nos demais livros de Maryse Condé, este reflete seu ativismo, tecido com beleza, vivacidade, humor e potência. Como estava doente, a autora ditou e depois corrigiu o texto oralmente, construindo este livro como seu último apelo à consciência de nosso destino. Sua lucidez é tão impiedosa quanto sua convicçã a fraternidade e o amor continuam sendo forças extraordinárias e salvadoras.
O Evangelho do novo mundo, que chega ao Brasil com exclusividade, é leitura indispensável a todos e todas que desejam experimentar um novo mundo.
297 pages, Kindle Edition
First published January 1, 2021

¿A santo de qué esas reverencias? Soy vuestro hermano, no vuestro maestro ni vuestro mesías. Solo soy vuestro hermano.Cuando Pascal en el libro respondía estas palabras a sus discípulos, por un lado resuenan muchísimo con cómo habría actuado Jesucristo, insistiendo mucho en ser un igual. Pero Pascal lo decía realmente: él no se sentía un enviado especial de Dios. Como si, cuando Jesucristo respondía del mismo modo, estuviera hablando puramente desde su humanidad, que es igual de digna que el resto.
¿Así que eres el hijo de Dios? No me sorprende. Eso es lo que se creen todos los hombres: que son dioses a quienes las mujeres debemos servir.
Pascal se sentía sin fuerzas, impotente. No había sabido curar a su amigo de la peligrosa quimera europea. ¿Qué diantres iba a hacer en Italia o en Francia? ¿Vaciar voluntariamente, como canta Pierre Perret, los cubos de basura de París? La torre Eiffel... ¡Menuda tontería! Pascal nunca había estado en la capital, pero albergaba una profunda antipatía por la dichosa torre Eiffel, aquella mole gigantesca y deforme que enterraba sus pezuñas de paquidermo en los senderos del Campo de Marte.Las lecturas coloniales considero que tienen mayor presencia e interés en la segunda parte del libro. Por ejemplo en el paralelismo Amin-Aylan, el niño varado en la playa...