Este livro nasce de um grito de revolta: porque é que as mulheres hão-de ter o exclusivo das queixinhas sobre a vida doméstica? O que não falta por aí é literatura sobre a sacrificada mulher moderna e a forma heróica como ela conjuga o trabalho e a família. Nada contra. É tudo verdade. Mas e os homens? Alguém acha que o mundo está fácil para nós? Hoje em dia, qualquer homem digno desse nome tem de ganhar a vida, amar a esposa, tratar dos filhos, cuidar da casa, fazer o jantar, baixar a tampa da sanita, e, já agora, telefonar à sogra no seu dia de anos, com voz fofinha. E no entanto, quem fala de nós? Quem derrama uma única lágrima pelo nosso esforço? O sofrimento masculino anda há décadas a ser silenciado. Mas isso acabou. Não mais. Sou um jornalista de 37 anos com três filhos e uma certeza: o homem moderno precisa de mimo, como nunca precisou desde que o primeiro australopiteco pisou o planeta. Precisa de ajuda, de atenção, de carinho. E por isso precisa de um livro como este: orgulhosamente queixinhas, que ninguém é de ferro.
João Miguel Tavares nasceu em 1973. Licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa, foi jornalista e editor-executivo no Diário de Notícias, colunista no Correio da Manhã e director-adjunto da revista Time Out. É actualmente colunista do Público e comentador do programa da TVI24 e TSF Governo Sombra. Publicou o livro de crónicas Os Homens Precisam de Mimo e três livros infantis: A Crise Explicada às Crianças, Uma Baleia no Quarto e O Pai Mais Horrível do Mundo. É co-autor do blogue Pais de Quatro. Vive com a mulher e os quatro filhos em Lisboa.
Uma compilação de crónicas da coluna com o mesmo nome publicada na revista de Domingo do Correio da Manhã (ou edição de Domingo), de carácter tendencialmente humorístico.
O livro em si é aquilo que apregoa, mas fiquei algo decepcionado com o teor das crónicas. Acho que a vida familiar tem muito mais a explorar do que aquilo que o autor explorou, e muitas das croniquetas pareceram perfeitos textos de encher chouriços.
Por acaso foi oferta, mas eu bem me pareceu que não me chamaria a atenção se fosse eu a olhar para os escaparates.
Uma leitura agradável para quando temos apenas uns minutos e pouco sossego. Nunca li estas crónicas quando foram publicadas nos jornais mas penso que os comentários que foram acrescentados para a edição deste livro as tornaram mais interessantes e divertidas. Os assuntos abordados são, em geral, banais para quem tem filhos e é, na verdade, um pouco estranho que se consiga "espremer" desta forma aspetos tão quotidianos...
Livro hilariante sobre as vicissitudes de um pai de família. Altamente recomendado para se oferecer a maridos de famílias numerosas. Eu já rebolei a rir.