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La montée de l'insignifiance

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La montée de l’insignifiance La montée de l’insignifiance, c’est l’entrée dans une société qui n’a plus d’image d’elle-même, à laquelle les individus ne peuvent plus s’identifier, où les mécanismes de direction se décomposent. Mais une société qui refuse l’autolimitation et la mortalité est vouée à l’échec. Des deux grandes significations constitutives du monde moderne, celle qui avait fini par s’imposer sans partage – l’expansion illimitée – est aujourd’hui en crise. L’éclipse de l’autre – l’autonomie individuelle et collective – sera-t-elle durable ? Saurons-nous créer de nouvelles façons d’être ensemble? Les questions soulevées dans ces textes de 1982-1995 se posent à nous de façon toujours plus pressante. Cornelius Castoriadis (1922-1997) Co-fondateur du groupe et de la revue Socialisme ou Barbarie , ses écrits de cette période sont réédités depuis 2012 au Éditions du Sandre. Il a été économiste à l'OCDE (1948-1970), psychanalyste (1973-1997), directeur d'étude à l'EHESS (1980-1995). Ses séminaires font l'objet d'une publication posthume au Seuil, où ont aussi été publiés L'Institution imagaire de la société (1975) et cinq autres volumes des Carrefours du labyrinthe .

304 pages, Mass Market Paperback

First published January 1, 1996

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About the author

Cornelius Castoriadis

173 books170 followers
Cornelius Castoriadis (Greek: Κορνήλιος Καστοριάδης) was a Greek philosopher, social critic, economist, psychoanalyst, author of The Imaginary Institution of Society, and co-founder of the Socialisme ou Barbarie group.

Edgar Morin proposed that Castoriadis' work will be remembered for its remarkable continuity and coherence as well as for its extraordinary breadth which was "encyclopaedic" in the original Greek sense, for it offered us a "paideia," or education, that brought full circle our cycle of otherwise compartmentalized knowledge in the arts and sciences. Castoriadis wrote essays on mathematics, physics, biology, anthropology, psychoanalysis, linguistics, society, economics, politics, philosophy, and art.

One of Castoriadis' many important contributions to social theory was the idea that social change involves radical discontinuities that cannot be understood in terms of any determinate causes or presented as a sequence of events. Change emerges through the social imaginary without determinations, but in order to be socially recognized must be instituted as revolution. Any knowledge of society and social change “can exist only by referring to, or by positing, singular entities…which figure and presentify social imaginary significations.”

Castoriadis used traditional terms as much as possible, though consistently redefining them. Further, some of his terminology changed throughout the later part of his career, with the terms gaining greater consistency but breaking from their traditional meaning (neologisms). When reading Castoriadis, it is helpful to understand what he means by the terms he uses, since he does not redefine the terms in every piece where he employs them.

Castoriadis has influenced European (especially continental) thought in important ways. His interventions in sociological and political theory have resulted in some of the most well-known writing to emerge from the continent (especially in the figure of Jürgen Habermas, who often can be seen to be writing against Castoriadis). Hans Joas published a number of articles in American journals in order to highlight the importance of Castoriadis' work to a North American sociological audience, and the enduring importance of Johann P. Arnason, both for his critical engagement with Castoriadis' thought, but also for his sustained efforts to introduce Castoriadis' thought to the English speaking public (especially during his editorship of the journal Thesis Eleven) must also be noted. In the last few years, there has been growing interest in Castoriadis’s thought, including the publication of two monographs authored by Arnason's former students: Jeff Klooger's Castoriadis: Psyche, Society, Autonomy (Brill), and Suzi Adams's Castoriadis's Ontology: Being and Creation (Fordham University Press).

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1 (<1%)
Displaying 1 - 10 of 10 reviews
Profile Image for Andromachi Matsouliadi.
47 reviews1 follower
March 29, 2021
Πρόκειται για ένα δύσκολο ανάγνωσμα. Η δυσκολία δεν έγκειται στη καθ΄αυτή γλώσσα όσο στο επίπεδο ιστορικών γνώσεων που πρέπει να έχει ο αναγνώστης. Ιστορικά γεγονότα, πρόσωπα και καταστάσεις θεωρούνται γνωστά και ως τέτοια αντιμετωπίζονται από τον γράφοντα. Αυτό βέβαια, δεν στερεί τίποτα από τη βαθιά και διεισδυτική του θέαση των πραγμάτων. Αναρωτιέμαι τι θα έγραφε, αν όντως προλάβαινε όλες τις μετέπειτα εξελίξεις του κόσμου. Τέλος, η έννοια του αυτοπεριορισμού φαντάζει πιο επίκαιρη από ποτέ.
Profile Image for Bernardo Moreira.
103 reviews18 followers
March 16, 2022
Bem decepcionante.
Castoriadis cai em uma série de problemas que me incomodam profundamente, tanto em algumas correntes do marxismo quanto fora dele.
Em primeiro lugar, as péssimas análises de conjuntura. Se Castoriadis tem razão ao apontar um certo descompasso entre o estruturalismo e o maio de 68 (baseado no famoso bordão "as estruturas não descem às ruas), ele não é bem sucedido como Debord em sua crítica. Acaba fazendo apelo a um humanismo pobre e um chamado à ação bastante ingênuo.
A narrativa Ocidente x Oriente chega a ser ridícula, enunciando algo como o que Huntington faz e fearmongering a "reação religiosa" do "Oriente".
Aqui o problema é mais profundo, e bate em minha principal crítica a Castoriadis: a péssima concepção de "democracia" que elege a Grécia Antiga como referencial teórico e político (o livro é infestado de debates sobre os gregos, o que me torra a paciência) e de dois momentos históricos onde houve um projeto de autonomia e autocrítica (a Grécia Antiga e a Europa moderna). Sério? O resto todo do mundo e da História fica relegado a uma aceitação passiva a uma tirania totalitária. É realmente fraco. Além de que as denúncias a atual pseudo-"democracia" ocidental se tornam supérfluas quando a Europa moderna é considerada "o lugar menos pior a se estar" politicamente. Se tem algo que é orientalista, é essa concepção.
Se o recurso a democracia ateniense já incomoda, as críticas ao niilismo contemporâneo e ao "pós-modernismo" são mais rasas ainda, complementadas por choros sobre o problema das identificações e do imaginário social. Outro ponto péssimo é a associação inelutável de Marx e do marxismo ao "totalitarismo comunista soviético stalinista do terror tirânico". Comunismo e Marx ficam reduzidos a isso ao longo de todo o livro. Além do paralelismo horroroso entre a URSS e o nazismo em seus "totalitarismos". Castoriadis larga a mão do marxismo, e tece críticas a Marx que nunca são bem fundadas (que Marx seria um progressista, que Marx teria uma concepção ruim de poder no comunismo, e outras acusações sem as devidas explicações).
Há pouco de bom no livro. Toda a discussão sobre o imaginário social é maçante e repetitiva. Acho que a única coisa que salva é o texto sobre Freud. De resto, o livro é um terço análises de conjuntura ruins, um terço formulações teóricas pobres e o outro terço incursões desinteressantes sobre como a democracia ateniense "não é um modelo", mas toda vez que falamos de democracia, autonomia ou liberdade temos que falar dela. Castoriadis parece não perceber que a toma como modelo, mesmo dizendo que não. Cai portanto no mesmo "retorno" insuportável de Arendt.
Sou obrigado então a fazer a piadinha: se houve alguma insignificância em ascendência, foi a escrita desse livro.
Profile Image for Asimenia Phantasmagoria.
80 reviews3 followers
November 18, 2019
The main idea is the Autonomy of the Community. As the years go by, people don't care about the public sphere, they prefer privacy. Κastoriadis attributes this to the fact that people don't take an active role to the legislative procedure. People don't participate because this particular governance system does not allow them to do. He refers to the Athenian Democracy and compares it to the Representative Democracy of our days.
Profile Image for Alexander Theofanidis.
2,265 reviews132 followers
June 16, 2025
L’Insignifiance comme Nouvelle Normalité – une lecture de Castoriadis à l’Ère des Likes, des fessiers et des « ajoute-moi » sur les réseaux sociaux

La Montée de l’insignifiance constitue une œuvre tardive mais cruciale de Cornelius Castoriadis, dans laquelle se condense – avec moins d’investissement théorique mais une intensité politique accrue – le parcours intellectuel qu’il a tracé depuis le milieu du XXe siècle. Il s’agit d’un recueil d’essais et de conférences où Castoriadis observe avec acuité le déclin de la participation politique, la domination de l’individualisme consumériste et l’idéalisation de l’insignifiance comme nouvelle « valeur » sociale. Étonnamment, malgré son caractère fragmentaire, l’ouvrage évite l’agacement propre à d’autres compilations posthumes reliées à la hâte.

Le livre se lit essentiellement comme un condensé de sa théorie fondamentale de l’institution imaginaire de la société, formulée dans l’ouvrage éponyme de 1975. Castoriadis y analyse la société comme un champ où les êtres humains créent (et recréent) des significations qui instituent leur réalité. La liberté, la démocratie, la justice ne sont pas des états naturels, mais des créations historiques, produits de l’imaginaire social. À l’inverse, dans La Montée de l’insignifiance, on assiste à l’effondrement de cette capacité créatrice : la société cesse d’imaginer ; elle reproduit, consomme, abdique, s’anesthésie.

Avant d’aller plus loin, je tiens à dire combien j’ai apprécié les critiques acerbes adressées à Lacan, Lévi-Strauss, au structuralisme et… au fasciste et antidémocrate Platon (j’ai aimé encore plus Castoriadis après cela). Poursuivons.

Castoriadis, dans un esprit proche de penseurs tels que Hannah Arendt (La Condition de l’homme moderne), Guy Debord (La Société du spectacle) et Jean Baudrillard (La Transparence du mal), reconnaît la désintégration de l’espace public, l’évaporation de l’action, et la dérive de la politique vers la gestion des images, des chiffres et des simulacres. Tous ces penseurs dévoilent à leur manière un même symptôme : la perte de sens dans la modernité tardive, la disparition du dèmos dans la démocratie.

Ce qui rend l’ouvrage durablement pertinent – et particulièrement révélateur pour la décennie 2020 (nous sommes en 2025 au moment où j’écris ceci, et j’ignore si la situation s’est encore aggravée lorsque vous lirez cette critique) – c’est la précision avec laquelle il décrit des phénomènes qui se sont aujourd’hui exacerbés : la passivité des citoyens, l’omnipotence de la technocratie, la domination des algorithmes et des réseaux sociaux comme formes de « vie sociale ». L’insignifiance n’est plus invisible – elle est désormais presque acceptée comme une condition naturelle. Les choix politiques sont présentés comme des questions techniques, la sphère publique est fragmentée en fils d’actualité et en tendances, et la logique autoritaire se dissimule souvent sous les oripeaux de « l’efficacité ». Rappelons que lorsque Castoriadis écrivait ces lignes, les ordinateurs communiquaient encore par disquette (ou, pire, par cassette), et que les réseaux sociaux n’existaient même pas comme... imaginaire non institué. Le meilleur équivalent à l’époque était le commérage au bas de l’immeuble, le balcon, ou le café du coin. Mais je digresse.

Le langage de Castoriadis conserve son noyau philosophique : il est exigeant, sans être hermétique. Derrière chaque formulation se devine une passion – non seulement pour la compréhension, mais pour le changement. L’œuvre s’adresse au lecteur qui cherche à comprendre, non à se rassurer.

« La démocratie n’est jamais acquise. Si les hommes ne la désirent plus, s’ils ne sont pas disposés à payer le prix de la liberté – la responsabilité, l’effort, le risque –, alors elle disparaît ; sans bruit, sans drame, elle s’éteint. »

Et tout cela avant l’abrutissement collectif du « voici le crew » sur Facebook, des culottes semi-inexistantes dévoilant les fesses sur Instagram, ou de la « sagesse des 280 caractères » sur Twitter.

Points positifs :

Profondeur réflexive et clarté politique Actualité frappante malgré le recul historique Point de départ fécond pour une réflexion critique
Points négatifs :

Niveau d’abstraction élevé à certains moments Nécessite une familiarité philosophique pour une compréhension complète
Oui, La Montée de l’insignifiance n’offre pas de solutions immédiates ni de réponses faciles. C’est un appel – souvent sombre, mais sincère – à la renaissance de la pensée et de la volonté politique. Castoriadis ne nous demande pas d’être d’accord. Il nous demande de nous réveiller. Et depuis, des décennies de léthargie ont passé...
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June 16, 2025
L’Insignifiance comme Nouvelle Normalité – une lecture de Castoriadis à l’Ère des Likes, des fessiers et des « ajoute-moi » sur les réseaux sociaux

La Montée de l’insignifiance constitue une œuvre tardive mais cruciale de Cornelius Castoriadis, dans laquelle se condense – avec moins d’investissement théorique mais une intensité politique accrue – le parcours intellectuel qu’il a tracé depuis le milieu du XXe siècle. Il s’agit d’un recueil d’essais et de conférences où Castoriadis observe avec acuité le déclin de la participation politique, la domination de l’individualisme consumériste et l’idéalisation de l’insignifiance comme nouvelle « valeur » sociale. Étonnamment, malgré son caractère fragmentaire, l’ouvrage évite l’agacement propre à d’autres compilations posthumes reliées à la hâte.

Le livre se lit essentiellement comme un condensé de sa théorie fondamentale de l’institution imaginaire de la société, formulée dans l’ouvrage éponyme de 1975. Castoriadis y analyse la société comme un champ où les êtres humains créent (et recréent) des significations qui instituent leur réalité. La liberté, la démocratie, la justice ne sont pas des états naturels, mais des créations historiques, produits de l’imaginaire social. À l’inverse, dans La Montée de l’insignifiance, on assiste à l’effondrement de cette capacité créatrice : la société cesse d’imaginer ; elle reproduit, consomme, abdique, s’anesthésie.

Avant d’aller plus loin, je tiens à dire combien j’ai apprécié les critiques acerbes adressées à Lacan, Lévi-Strauss, au structuralisme et… au fasciste et antidémocrate Platon (j’ai aimé encore plus Castoriadis après cela). Poursuivons.

Castoriadis, dans un esprit proche de penseurs tels que Hannah Arendt (La Condition de l’homme moderne), Guy Debord (La Société du spectacle) et Jean Baudrillard (La Transparence du mal), reconnaît la désintégration de l’espace public, l’évaporation de l’action, et la dérive de la politique vers la gestion des images, des chiffres et des simulacres. Tous ces penseurs dévoilent à leur manière un même symptôme : la perte de sens dans la modernité tardive, la disparition du dèmos dans la démocratie.

Ce qui rend l’ouvrage durablement pertinent – et particulièrement révélateur pour la décennie 2020 (nous sommes en 2025 au moment où j’écris ceci, et j’ignore si la situation s’est encore aggravée lorsque vous lirez cette critique) – c’est la précision avec laquelle il décrit des phénomènes qui se sont aujourd’hui exacerbés : la passivité des citoyens, l’omnipotence de la technocratie, la domination des algorithmes et des réseaux sociaux comme formes de « vie sociale ». L’insignifiance n’est plus invisible – elle est désormais presque acceptée comme une condition naturelle. Les choix politiques sont présentés comme des questions techniques, la sphère publique est fragmentée en fils d’actualité et en tendances, et la logique autoritaire se dissimule souvent sous les oripeaux de « l’efficacité ». Rappelons que lorsque Castoriadis écrivait ces lignes, les ordinateurs communiquaient encore par disquette (ou, pire, par cassette), et que les réseaux sociaux n’existaient même pas comme... imaginaire non institué. Le meilleur équivalent à l’époque était le commérage au bas de l’immeuble, le balcon, ou le café du coin. Mais je digresse.

Le langage de Castoriadis conserve son noyau philosophique : il est exigeant, sans être hermétique. Derrière chaque formulation se devine une passion – non seulement pour la compréhension, mais pour le changement. L’œuvre s’adresse au lecteur qui cherche à comprendre, non à se rassurer.

« La démocratie n’est jamais acquise. Si les hommes ne la désirent plus, s’ils ne sont pas disposés à payer le prix de la liberté – la responsabilité, l’effort, le risque –, alors elle disparaît ; sans bruit, sans drame, elle s’éteint. »

Et tout cela avant l’abrutissement collectif du « voici le crew » sur Facebook, des culottes semi-inexistantes dévoilant les fesses sur Instagram, ou de la « sagesse des 280 caractères » sur Twitter.

Points positifs :

Profondeur réflexive et clarté politique Actualité frappante malgré le recul historique Point de départ fécond pour une réflexion critique
Points négatifs :

Niveau d’abstraction élevé à certains moments Nécessite une familiarité philosophique pour une compréhension complète
Oui, La Montée de l’insignifiance n’offre pas de solutions immédiates ni de réponses faciles. C’est un appel – souvent sombre, mais sincère – à la renaissance de la pensée et de la volonté politique. Castoriadis ne nous demande pas d’être d’accord. Il nous demande de nous réveiller. Et depuis, des décennies de léthargie ont passé...
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L’Insignifiance comme Nouvelle Normalité – une lecture de Castoriadis à l’Ère des Likes, des fessiers et des « ajoute-moi » sur les réseaux sociaux

La Montée de l’insignifiance constitue une œuvre tardive mais cruciale de Cornelius Castoriadis, dans laquelle se condense – avec moins d’investissement théorique mais une intensité politique accrue – le parcours intellectuel qu’il a tracé depuis le milieu du XXe siècle. Il s’agit d’un recueil d’essais et de conférences où Castoriadis observe avec acuité le déclin de la participation politique, la domination de l’individualisme consumériste et l’idéalisation de l’insignifiance comme nouvelle « valeur » sociale. Étonnamment, malgré son caractère fragmentaire, l’ouvrage évite l’agacement propre à d’autres compilations posthumes reliées à la hâte.

Le livre se lit essentiellement comme un condensé de sa théorie fondamentale de l’institution imaginaire de la société, formulée dans l’ouvrage éponyme de 1975. Castoriadis y analyse la société comme un champ où les êtres humains créent (et recréent) des significations qui instituent leur réalité. La liberté, la démocratie, la justice ne sont pas des états naturels, mais des créations historiques, produits de l’imaginaire social. À l’inverse, dans La Montée de l’insignifiance, on assiste à l’effondrement de cette capacité créatrice : la société cesse d’imaginer ; elle reproduit, consomme, abdique, s’anesthésie.

Avant d’aller plus loin, je tiens à dire combien j’ai apprécié les critiques acerbes adressées à Lacan, Lévi-Strauss, au structuralisme et… au fasciste et antidémocrate Platon (j’ai aimé encore plus Castoriadis après cela). Poursuivons.

Castoriadis, dans un esprit proche de penseurs tels que Hannah Arendt (La Condition de l’homme moderne), Guy Debord (La Société du spectacle) et Jean Baudrillard (La Transparence du mal), reconnaît la désintégration de l’espace public, l’évaporation de l’action, et la dérive de la politique vers la gestion des images, des chiffres et des simulacres. Tous ces penseurs dévoilent à leur manière un même symptôme : la perte de sens dans la modernité tardive, la disparition du dèmos dans la démocratie.

Ce qui rend l’ouvrage durablement pertinent – et particulièrement révélateur pour la décennie 2020 (nous sommes en 2025 au moment où j’écris ceci, et j’ignore si la situation s’est encore aggravée lorsque vous lirez cette critique) – c’est la précision avec laquelle il décrit des phénomènes qui se sont aujourd’hui exacerbés : la passivité des citoyens, l’omnipotence de la technocratie, la domination des algorithmes et des réseaux sociaux comme formes de « vie sociale ». L’insignifiance n’est plus invisible – elle est désormais presque acceptée comme une condition naturelle. Les choix politiques sont présentés comme des questions techniques, la sphère publique est fragmentée en fils d’actualité et en tendances, et la logique autoritaire se dissimule souvent sous les oripeaux de « l’efficacité ». Rappelons que lorsque Castoriadis écrivait ces lignes, les ordinateurs communiquaient encore par disquette (ou, pire, par cassette), et que les réseaux sociaux n’existaient même pas comme... imaginaire non institué. Le meilleur équivalent à l’époque était le commérage au bas de l’immeuble, le balcon, ou le café du coin. Mais je digresse.

Le langage de Castoriadis conserve son noyau philosophique : il est exigeant, sans être hermétique. Derrière chaque formulation se devine une passion – non seulement pour la compréhension, mais pour le changement. L’œuvre s’adresse au lecteur qui cherche à comprendre, non à se rassurer.

« La démocratie n’est jamais acquise. Si les hommes ne la désirent plus, s’ils ne sont pas disposés à payer le prix de la liberté – la responsabilité, l’effort, le risque –, alors elle disparaît ; sans bruit, sans drame, elle s’éteint. »

Et tout cela avant l’abrutissement collectif du « voici le crew » sur Facebook, des culottes semi-inexistantes dévoilant les fesses sur Instagram, ou de la « sagesse des 280 caractères » sur Twitter.

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Profondeur réflexive et clarté politique Actualité frappante malgré le recul historique Point de départ fécond pour une réflexion critique
Points négatifs :

Niveau d’abstraction élevé à certains moments Nécessite une familiarité philosophique pour une compréhension complète
Oui, La Montée de l’insignifiance n’offre pas de solutions immédiates ni de réponses faciles. C’est un appel – souvent sombre, mais sincère – à la renaissance de la pensée et de la volonté politique. Castoriadis ne nous demande pas d’être d’accord. Il nous demande de nous réveiller. Et depuis, des décennies de léthargie ont passé...
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June 14, 2025
Η Ασημαντότητα ως Νέα Κανονικότητα – μια ανάγνωση του Καστοριάδη στον Αιώνα των Likes, των κώλων και των «κάνε με αδδ» στα social.

Η Άνοδος της Ασημαντότητας αποτελεί ένα όψιμο αλλά κρίσιμο έργο του Κορνήλιου Καστοριάδη, στο οποίο συνοψίζεται – με λιγότερη θεωρητική επένδυση αλλά μεγαλύτερη πολιτική ένταση – η στοχαστική διαδρομή που ο ίδιος χάραξε από τα μέσα του 20ού αιώνα. Πρόκειται για μια συλλογή δοκιμίων και ομιλιών, όπου ο Καστοριάδης καταγράφει με οξύτητα την παρακμή της πολιτικής συμμετοχής, την κυριαρχία του καταναλωτικού ατομικισμού και την εξιδανίκευση της ασημαντότητας ως νέας κοινωνικής «αξίας». Περιέργως, καταφέρνει παρά το αποσπασματικό του έργου να μην είναι εκνευριστική όσο άλλα συμπιλήμματα που εκδόθηκαν σε βιβλίο με ράχη.

Το βιβλίο διαβάζεται ουσιαστικά ως απόσταγμα της θεμελιακής του θεωρίας για τη φαντασιακή θέσμιση της κοινωνίας, όπως διατυπώθηκε στο ομώνυμο έργο του 1975. Εκεί, ο Καστοριάδης ανέλυσε την κοινωνία ως πεδίο όπου οι άνθρωποι δημιουργούν (και αναδημιουργούν) σημασίες που θεσμίζουν την πραγματικότητά τους. Η ελευθερία, η δημοκρατία, η δικαιοσύνη δεν είναι φυσικές καταστάσεις, αλλά ιστορικές δημιουργίες, προϊόντα του κοινωνικού φαντασιακού. Αντίθετα, στην Άνοδο της Ασημαντότητας, βλέπουμε την κατάρρευση αυτής της δημιουργικής δυνατότητας: η κοινωνία παύει να φαντάζεται· αναπαράγει, καταναλώνει, παραιτείται, αποχαυνώνεται .

Πριν προχωρήσουμε, να πω πόσο απολαυστικό είναι το ξέχεσμα σε Λακάν, Λεβί Στρος, δομισμό και… τον φασίστα, αντιδημοκράτη Πλάτωνα (αγάπησα ακόμη περισσότερο Καστοριάδη μετά από αυτά). Συνεχίζουμε.

Ο Καστοριάδης, στο ίδιο πνεύμα με στοχαστές όπως η Χάνα Άρεντ (Η Ανθρώπινη Κατάσταση), ο Γκυ Ντεμπόρ (Η Κοινωνία του Θεάματος) και ο Ζαν Μποντριγιάρ (Η Διαφάνεια του Κακού), αναγνωρίζει την αποσύνθεση του δημόσιου χώρου, την εξάχνωση της πράξης και την εκτροπή της πολιτικής σε διαχείριση εικόνων, αριθμών και προσχημάτων. Όλοι τους καταδεικνύουν με διαφορετικούς τρόπους το ίδιο σύμπτωμα: την απώλεια νοήματος στον ύστερο μοντερνισμό, την έκλειψη του δήμου από τη δημοκρατία.

Αυτό που κάνει το βιβλίο διαχρονικά επίκαιρο – και ιδιαίτερα αποκαλυπτικό για τη δεκαετία του 2020 (2025 σήμερα, δεν ξέρω αν όταν διαβάζετε αυτή την κριτική τα πράγματα είναι χειρότερα) είναι η ακρίβεια με την οποία περιγράφει φαινόμενα που σήμερα έχουν διογκωθεί: η παθητικότητα των πολιτών, η παντοδυναμία της τεχνοκρατίας, η κυριαρχία των αλγορίθμων και των κοινωνικών δικτύων ως μέσων «κοινωνικής» ζωής. Η ασημαντότητα δεν είναι πια αόρατη – είναι σχεδόν αποδεκτή ως φυσική κατάσταση. Οι πολιτικές επιλογές παρουσιάζονται ως τεχνικά ζητήματα, η δημόσια σφαίρα έχει θρυμματιστεί σε timeline και trends, και η αυταρχική λογική συχνά καμουφλάρεται ως «αποτελεσματικότητα». Και να θυμίσω πως όταν έγραφε ο Καστοριάδης, οι υπολογιστές δεν επικοινωνιούσαν μεταξύ τους παρά μόνο με δισκέτες (ή, ακόμα χειρότερα κασέτες), ενώ τα social media δεν υπήρχαν ούτε ως… μη θεσμισμένο φαντασιακό. Το καλύτερο ανάλογο που είχε κανείς ήταν κουτσομπολιό στην είσοδο της πολυκατοικίας, το μπαλκόνι, ή το καφενείο. Ξεφεύγω όμως.

Η γλώσσα του Καστοριάδη διατηρεί τον φιλοσοφικό του πυρήνα: είναι απαιτητική, όχι όμως δυσπρόσιτη. Πίσω από κάθε διατύπωση υπάρχει πάθος, όχι μόνο για κατανόηση, αλλά και για αλλαγή. Το έργο απευθύνεται στον αναγνώστη που επιθυμεί να κατανοήσει, όχι να καθησυχαστεί.

«Η δημοκρατία δεν είναι ποτέ κατοχυρωμένη. Αν οι άνθρωποι δεν την επιθυμούν πια, αν δεν είναι διατεθειμένοι να πληρώσουν το τίμημα της ελευθερίας – την ευθύνη, τον κόπο, το ρίσκο –, τότε αυτή εξαφανίζεται· χωρίς θόρυβο, χωρίς δράματα, απλώς σβήνει.»
Και όλα αυτά πριν την αποχαύνωση του «να εδώ με το παρεάκι» στο Facebook, των ημιανύπαρκτων βρακιών μετά κώλου και των υπερφιλτραρισμένων σέλφι στο instagram και της «σοφίας των 280 χαρακτήρων» του twitter.

Θετικά:
Στοχαστικό βάθος και πολιτική διαύγεια
Επίκαιρο όσο ποτέ, παρά την απόσταση δεκαετιών
Προσφέρει αφετηρία για ουσιαστικό προβληματισμό

Αρνητικά:
Υψηλό επίπεδο αφαίρεσης σε ορισμένα σημεία
Απαιτεί φιλοσοφική εξοικείωση για πλήρη κατανόηση

Ναι, Η Άνοδος της Ασημαντότητας δεν προσφέρει άμεσες λύσεις ή απαντήσεις. Είναι ένα κάλεσμα – συχνά σκοτεινό, αλλά ειλικρινές – προς την αναγέννηση της σκέψης και της πολιτικής βούλησης. Ο Καστοριάδης δεν μας ζητά να συμφωνήσουμε. Μας ζητά να ξυπνήσουμε. Και έχουν περάσει δεκαετίες λήθαργου από τότε…
Profile Image for Γιώργος-Νεκτάριος Παναγιωτίδης.
Author 10 books7 followers
August 22, 2025
Ο Κορνήλιος Καστοριάδης είναι ένας από τους μεγαλύτερους Έλληνες φιλοσόφους, κοινωνιολόγους και διανοούμενους. Αυτό το συμπέρασμα επιβεβαιώθηκε διαβάζοντας και αυτό του το βιβλίο.
Εξαιρετικές προσεγγίσεις που περιγράφουν την άνοδο της ασημαντότητας -όταν το μόνο που μετράει είναι "πόσ�� χρήματα έχω στην τσέπη"- στην πρώιμη προς ύστερη μεταπολίτευση.
Μόνο μου παράπονο είναι ότι δεν κατέχει από ορθόδοξη θεολογία/διδασκαλία, επομένως οι θέσεις που παίρνει, στο μέτρο που αναφέρονται σε αυτήν, είναι απογοητευτικές.
Κατά τα άλλα, ένα βιβλίο αριστουργηματικό που αξίζει ο καθένας να αναμετρηθεί μαζί του!!!
59 reviews1 follower
July 13, 2022
Un recueil de conférences par un penseur de gauche... visionnaire.
Il faut bien lire les dates des articles et se pincer pour y croire...Parler de perte de sens des sociétés occidentales, de la montée de l'intégrisme religieux en 1991, du chaos qui allait résulter de la guerre du Golfe avant que celle-ci ne débute...le tout parsemé de réflexions profondes sur la démocratie, notamment dans sa dimension "sociale historique"...et la mise en perspective du caractère exceptionnel de son avènement.
Un auteur à découvrir ou redécouvrir !
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