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Snobissimo

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Qu'est-ce qu'un snob? Pour la plupart des dictionnaires et des analystes, ce mot, dont l'origine demeure discutée, du moins dans son sens actuel, définit quelqu'un qui adopte un comportement, un costume, une opinion, non par penchant naturel mais par obéissance à la mode ou peur de ne pas participer aux engouements de l'intelligentsia. Pour Valéry, c'est celui qui craint d'avouer qu'il s'ennuie quand il s'ennuie et qu'il s'amuse quand il s'amuse. Pour Thackeray, auteur du Livre des Snobs (1848), le snob « n'est pas plus définissable que l'humour ». Pour Pierre Daninos, le snob est partout, et il ne se rencontre nulle part : le monde est peuplé de snobs qui n'avouent pas qu'ils le sont, réservant cette étiquette à d'autres. On trouve toujours plus snob que soi - et l'on est toujours le snob de quelqu'un. Ce qui est démontré ici, c'est que, du milliardaire au mendiant en passant par le petit bourgeois, l'aristocrate nécessiteux, l'académicien et le domestique, il y a des snobs partout - même chez les chiens. Le lecteur apprendra en fin de volume pourquoi l'auteur des Carnets du Major Thompson, snob à sa façon, a pris pour titre un mot étranger, non plus étrange, du reste, que bravissimo ou pianissimo. S'y ajoute une raison toute personnelle…

282 pages, Paperback

First published October 1, 1964

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About the author

Pierre Daninos

138 books5 followers
Pierre Daninos (26 May 1913, Paris – 7 January 2005, Paris) was a French writer and humorist.

Daninos wrote Les carnets du Major Thompson, which was published in 1954, and was followed by many sequels. The books in the series pretended to be the observations of a retired British officer living in France, and were witty collections of comparisons between French and British society. Daninos is also the author of Un Certain Monsieur Blot, a critique of French middle class taste and habits.

Some of these books were translated into English and published as Major Thompson Lives in France and Discovers the French, Major Thompson and I and Major Thompson Goes French.

Les carnets du Major Thompson was filmed by Preston Sturges in 1955. The film was released in the U.S. under the title The French, They Are a Funny Race.

These works were not praised by everyone, the Guardian's obituary considered that this sort of thing had been done before and sometimes done better, and that Daninos had uncritically repeated instead of critically examining national stereotypes.

Daninos was the brother of the industrialist Jean Daninos, who produced the Facel Vega luxury cars.

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Profile Image for Sérgio.
111 reviews31 followers
April 30, 2021
Foi numa manhã de Inverno de Fevereiro – uma daquelas manhãs quentes e solarengas, a pressagiar a Primavera, que só este mês consegue conceber – de 2010, no segundo semestre do primeiro ano da licenciatura, que tomei conhecimento do Snobíssimo, de Pierre Daninos. Seguindo à risca a célebre tradição da prima non datur, ultima non recipitur (a primeira não se dá, a última não se recebe) – alegremente apresentada, no semestre anterior, pelo professor Brochado de Almeida, ao conjunto de neófitos que éramos – o professor José Augusto de Sotto Mayor Pizarro decidiu abdicar da aula inicial da cadeira de História Política na Época Medieval, de que ainda é regente, em detrimento de uma palestra de recepção e boas-vindas. Entre vários conselhos e sugestões de leitura, o professor Pizarro não resistiu a justificar o seu manifesto e, de resto, assumido, snobismo aristocrático-académico com a constatação, ainda durante os seus anos de juventude, da vacuidade da sociedade e da comum artificialidade do Homem. E o que iluminou o jovem Pizarro, levando-o a afastar os escrúpulos que ainda lhe restavam na defesa pública do seu snobismo? A leitura do Snobíssimo, recomendada pelo pai.

*

Posto esta marcante recordação, de um Eu mais jovem e facilmente impressionável, de lado, podemos resumir o Snobíssimo de Daninos (1964) como uma leitura transversal da sociedade francesa de meados do século XX à luz de uma enfatuação omnipresente. Solidamente ancorado no seu predecessor britânico, William Makepeace Thackeray, autor do célebre O Livro dos Snobs (1848), Daninos assume como mote a afirmação do mestre: “creio que se pode encontrar uma enorme percentagem de snobs em todos os escalões deste mundo transitório” (DANINOS, p. 74).

Para Daninos, o snobismo pode ser definido como um desejo de parecer, inserindo, aliás, esta definição no próprio título da obra, Snobíssimo ou O Desejo de Parecer. Tal desejo resulta, portanto, de um sentimento de insegurança, uma certa fraqueza de carácter, relacionada com dado tema ou área, que se tenta colmatar com um artifício de circunspecção e domínio de si mesmo, naturalmente deslocado ou anacrónico. Não é, pois, de estranhar a inclusão da seguinte citação de Russell Lynes na epígrafe do livro:

“O snob sente-se, por natureza, pouco firme nas suas relações sociais. Por isso, recorre ao snobismo como a uma massagem do seu eu. Como ninguém tem bastante confiança em si mesmo para que o seu eu nunca precise de qualquer manipulação externa, não há ninguém que não seja snob duma maneira ou doutra. (…) E não há maior snob do que um snob que julga poder definir um snob” (DANINOS, p. 5).

Partindo desta concepção, o autor não poupa nenhum estrato ou grupo social do seu enfoque mordaz, recheado de um humor cosmopolita e culto, ao qual está subjacente um carácter levemente moralizante. Desde a Paris das galas e estreias, tanto do ponto de vista dos participantes como dos espectadores; à classe burguesa que recebe “das 6 às 9” (DANINOS, p. 18), e aos seus filhos, burgueses revolucionários, alternativos e anti-snobs, nada lhe escapa. Dedica um capítulo curioso aos possuidores de Rolls-Royce, baseado num estudo sobre Os antecedentes psicopatológicos do radiador Rolls-Royce, do historiador de arte E. Panofsky, e outro tanto aos donos de iates e de grandes mansões e castelos, com as costumeiras coutadas de caça. As tendências de plebeização da nobreza e de enobrecimento dos plebeus, em particular da alta burguesia, merecem-lhe dois capítulos, com uma muito pertinente análise da loucura popular em torno da família real britânica, do furor que rodeia os seus casamentos com a plebe e da necessidade do público de uma “Princesa Triste”. Motoristas, criados e funcionários e outras diversas profissões, nacionalismo e regionalismos e a linguagem corrente são também escrutinados. Segue-se um capítulo muito divertido sobre o snobismo em literatura e na linguagem dos intelectuais. Por fim, depois de tratar das honrarias e condecorações, Daninos fala em pormenor de um snobismo incontornável, o seu.

No fundo, a leitura da obra de Pierre Daninos é um exercício de humildade introspectiva, pois, perante tamanho leque de vaidades, inseguranças e artifícios, somos forçados a constatar o óbvio de que “quem tem telhados de vidro não atira pedras ao do vizinho”. E quanto à conclusão da pequena narrativa inicial, muitos anos após aquela aula, encontrei a tão proverbial obra de Daninos, apresentada pelo professor Pizarro, na Feira do Livro do Porto de 2018, meio escondida na banca da livraria Candelabro, a um preço irrecusável. A presente leitura é o resultado final desta longa viagem.

Referências

DANINOS, Pierre (1973) – Snobíssimo ou O Desejo de Parecer. Lisboa: Círculo de Leitores.
Profile Image for SirBilly.
70 reviews
September 10, 2023
Sine Obolo

Spassosissimo, cinico, marxista (nel senso di Fratelli Marx). Chirurgico nel far sembrare elegia ció che in realtà è uno sbeffeggiare arguto l’ansia da ricchezza.
Vi troverete un Rothschild idraulico, le guerre per il tappo del radiatore delle Rolls Royce, la stizza (e il prezzo) per inserire il titolo nobiliare nei documenti, il tonnellaggio dei panfili.
‘Snobissimo’ data 1964 - e si sente - ma è cambiato poco, cafonaggine a parte.

“Si trovano snob dappertutto. Persino tra i cani” (Pierre Daninos)

“Snob significa esattamente: calzolaio, ciabattino. Questo nome fu dato per derisione a coloro che vogliono criticare tutto senza intendersi di nulla. Altri vedono nella parola snob una contrazione di sine obolo, «senza un soldo»; altri l'abbreviazione di sine nobilitate «senza nobiltà»; altri infine fanno notare che i figli dei lord venivano iscritti nei registri del loro collegio con la menzione fil. nob. (filius nobilis); donde l'appellativo di nob, mentre quelli che cercavano di imitare i nob venivano chiamati quasi nob e, per abbreviazione, snob.
Non è stato, come si crede generalmente, il libro di Thackeray a introdurre il termine nel linguaggio comune. Prima di pubblicare quell'opera, l'autore di ‘Vanity Fair’ aveva collaborato a una piccola rivista umoristica e satirica intitolata The Snob.”
(Larousse)
Profile Image for Luis Santiana.
148 reviews1 follower
February 12, 2022
Lindo libro, bueno releerlo. El autor analiza los comportamientos "snob" que hace la gente en varios ámbitos: automóviles, yates, viajes, música, etc, es realmente divertido. Recomiendo la lectura de este libro.
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