Paulo Freire #presente, pode-se dizer que faz parte de uma coleção de biografia de revolucionários, desenvolvida por Rogério Faria e publicada pela Editora Draco. O primeiro volume desta coleção foi Mariguella #livre. Contudo, acredito que o autor, ao lado dos sensacionais desenhistas Ricardo Sousa, Jefferson Costa e Ren Nolasco sairam-se melhor ao tratar da vida de Paulo Freire do que a de Mariguella. Enquanto que a HQ que conta excertos da vida do revolucionário negro é rodeada por violência e dureza, a de Paulo Freire é mais suave, mais bonita e mais esperançosa. Esta história em quadrinhos desmistifica as caveiras que o bolsonarismo plantou sobre Paulo Freire acusando-o de agente de globalismo e do marxismo cultural. Paulo Freire foi um revolucionário que não pegou em armas, mas em lápis e cadernos, que se importou em desenvolver uma educação inclusiva, para chegar naqueles que nunca tiveram acesso a ela. Isso incomoda aos donos do poder, como bem mostra a HQ, porque mexe com hierarquias estabelecidas no Brasil. Dessa forma, Freire acabou se tornando mais perigoso do que um revolucionário armado. Viva as pessoas perigosas! Viva Paulo Freire!