Nunca ouvem, raramente obedecem e têm uma necessidade extrema de negociar tudo. Consegue identificar os seus filhos nesta descrição? Já perdeu a conta aos castigos e às ameaças a que tem de recorrer para se fazer ouvir? Então, este livro é para si e para todos os que, perante crianças «mandonas ou mimadas», se sentem desorientados e a falhar.
Educar não tem de ser um fardo e muito menos uma luta constante, mesmo quando estamos perante uma criança controladora e que não se deixa cuidar. Neste livro, a psicóloga clínica Laura Sanches desconstrói o mito dos miúdos com «mau feitio», a quem chama crianças alfa, e apresenta uma série de estratégias de empoderamento para que pais e cuidadores reclamem o papel de adultos responsáveis e capazes, em todas as fases da vida, desde a infância até à adolescência.
Aprender a gerir birras intermináveis, lidar com a frustração e encontrar a calma e a disponibilidade para acolher os sentimentos e as emoções das crianças são algumas das ferramentas que a autora se propõe partilhar. Acima de tudo, é preciso que os pais confiem que é no seu coração que encontram todas as respostas para a educação dos filhos… e que os filhos, por sua vez, sejam capazes de «descansar no amor dos pais».
Um livro indispensável para pais e cuidadores adquirirem ferramentas de compreensão, gestão e acolhimento das necessidades, sentimentos e emoções das crianças difíceis de educar.
De fácil leitura. Não é um guia de estratégias e soluções, mas antes um manual de interpretação de sinais e comportamentos, para quem queira compreender melhor as suas crianças (e até alguns adultos).
Bem, este é o primeiro livro que leio sobre este assunto. Para começar, não sou fã do “positive parenting” que é a essência deste livro. Percebo alguns pontos e concordo até certo ponto, mas depois o livro peca, na minha opinião, por não dar as ferramentas para, então, lidar com os desafios de parenting. Ou seja, é do género: nao se deve fazer isto e… acabou. As dicas para lidar com crianças ditas desafiantes são muito vagas, pior, assume-se apenas que são desafiantes sem ter em conta outras possibilidades tais como espectro do autismo ou défice de atenção. Mas como diz uma pessoa que admiro muito: mesmo em ideias contrárias às nossas, há espaço para aprender.