Em 28 de dezembro de 1895, Paris assistiu a primeira exibição pública do "cinematógrapho". Mas nem seus próprios criadores, os irmãos Lumière, acreditavam no sucesso daquele aparelho inicialmente projetado para pesquisas científicas de movimentos. Quase um século depois, o cinema se transformou no mais fantástico criador de ilusões, cuja "impressão de realidade" às vezes se presta à dominação ideológica e comercial.
Segundo livro da minha saga de preparação pro mestrado, e o primeiro que realmente me trouxe informações relevantes a respeito do tema (não que o outro, do professor Mocellin, não tenha incitado reflexões interessantes, mas esse foi o primeiro livro a realmente abordar temas técnicos e a falar de aspectos acadêmicos do cinema e da História do Cinema). Aqui, se tem uma boa noção dos principais movimentos cinematográficos existentes desde a primeira exibição lá nos últimos anos do século XIX até os cinemas mais recentes, que no caso vão até finais dos anos 1970 se não me engano (acho que a primeira edição desse livro data do ano 1980). Provavelmente, foram muitos os avanços nos estudos acadêmicos concernentes ao cinema e a História do Cinema, mas esse livro ainda continua sendo uma grande leitura, um grande apanhado onde o autor "recorreu a uma série de autores que desenvolvem discussões na área" pra tentar delimitar, em sua própria concepção, um resumo do que é o cinema enquanto disciplina e como ele se desenvolveu até a publicação do livro em questão.
encontrei "O que é cinema" (coleção que amo) de repente na estante de doações da ECA e achei meio absurdo estar ali dando sopa, principalmente quando vi quem era o autor. como que recebendo um sinal etéreo, de quem estava cogitando adentrar a bibliografia cinematográfica, peguei o livro pra mim. essa foi a minha primeira leitura sobre cinema 🙂 fluida e simples, exatamente a proposta da Brasiliense.
Jean-Claude Bernardet, professor da Universidade de São Paulo, procura abordar neste ensaio alguns momentos da história do cinema que foram relevantes, ou que marcaram por apresentar mudanças na produção cinematográfica – avanços, inovações de estilo, edição, enquadramento, etc. Contudo, é chegada ao fim a leitura e a pergunta “O que é cinema?” para o autor continua sem uma resposta, afirmando ele não ser possível responder a tão “pretensiosa” pergunta. Assim, o que ele propõe é que façamos um passeio por esses anos de vida de sua existência.
É um livro que se volta muito mais para entender um recorte do cinema dentro de contextos políticos-sociais e como apenas uma pequena parte de relações complexas de uma grande indústria que envolve espectadores, distribuidores e produtores. Leitura bem direta, rápida e honesta, já que nunca se propõe a se aprofundar muito (apesar do título).
livreto que li despretensiosamente, demorei bastante. bem legal e interessante se aprofundar na questão técnica e sociológica; gostaria que fosse um pouco mais profundo
Boa introdução a alguns aspectos do cinema. Eu só realmente (e pessoalmente) não me importo tanto com o âmbito sociológico da Arte, então não foi tão proveitoso assim.