"Em favor de um povo que não luta, que não consegue, um povo que se encontra inerte em seus pecados, ele morre e, na sua morte, ele faz mais que antes, atingindo coisas ainda maiores do que havia atingido em vida. Espera aí, de quem estamos falando mesmo? De Sansão ou de Jesus?"
Termino esse livro grato por mais uma leitura do pr. Emílio. Por vezes acredito que fazemos a leitura de personagens bíblicos sem as devidas nuances. Assim como nas tantas leituras ao longo da vida, vemos o que procuramos ver. Vemos o que ouvimos que veríamos. Mas a vida tem um cinza bem destacado entre o preto e o branco que o conforto busca encontrar.
Como bem apresenta o autor, "nossos heróis são feitos de barro". Sansão, por mais tentador que seja tentar dissociá-lo de nós, é a imagem de tudo o que podemos ser, e que por vezes nós somos. Vemos, desejamos, damos passos em direção ao que sabemos que não é para nós, tropeçamos sabendo que certas ações são para a glória da carne e não de Cristo.
A breve leitura desse livro, porém, não traz apenas que o homem é falho e que o pecado é destrutivo de muitas maneiras, mas como citado no início dessa resenha, há outro homem completamente digno de menção nessa obra: Jesus.
Diferente nós, Ele não cedeu ao pecado. Viu a maldade, mas amou a vontade do Pai acima de tudo. Enquanto nós, como Sansão, por vezes voltamos aos leões mortos e comemos do mel indevido, Jesus nos amou rejeitando os manjares que lhe foram oferecidos para nos garantir a vitória definitiva sobre a morte.
Quando as pancadas da vida nos deixarem com ematomas, e quando nossos tropeços tentaremos nos fazer ir para longe que possamos lembrar que a cruz de Cristo é um imã ao homem falho e pecador. A vitória Dele é a revelação de um amor INVENCÍVEL. Nem a humilhação, as dores, ou mesmo a morte pôde pará-Lo. E dessa maneira nos ensina que em Seu amor estaremos guardados de tudo isso, pois chegará o dia em que, tal como Sansão no dia da ressurreição, não precisaremos mais lutar contra nossos maus desejos, nem seremos feitos cegos pelo pecado, pois tudo isso será coberto para sempre.
Até lá, de glória em glória, façamos como testemunha Paulo: Estejamos crucificados com Cristo para não viver mais nós, mas Ele viver em nós.
Ótima leitura, sempre agradável e conectável. Valeu demais.