Deve-se ler esta história às noites de quinta-feira, somente às noites de quinta-feira, de preferência jantando. Mas se for outro dia, e mesmo se for pela manhã ou pela tarde, e se for horário de almoço, café ou faltar comida, a leitura também pode ser feita. Não tem problema, não.
A história invisível não é a de Sofia, que por coincidência também se torna invisível como a história, nem é a de a, ou de b, ou de bisnaguinha. Nem é a minha. A história invisível não é vista, óbvio, mas ouvida na ópera das onomatopeias, que são mesmo onomatopeias ou então são nomes chineses que constroem montanhas. Ponha aí a orelha contra o espelho, que um ouvido contará ao outro de quem é a história invisível.
Se, de repente, você se encontrar em um palco colorido, com câmeras filmando seu constrangimento, e o apresentador do programa televisivo lhe perguntar: quem, na literatura brasileira, fez trocadilho com pão em abertura de livro? Valendo!, você poderá responder Guimarães Rosa, que acertará, e poderá responder Sofia Nestrovski, que também acertará. Ambos, aliás, são como poucos são: engraçados. Tristes, porém engraçados.