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A Harpa do Crente [Com notas e índice ativo]

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Coletânea de poesias de Alexandre Herculano, revelando, entre outras, as influências de Klopstock, Chateaubriand, Lamartine e Schiller, onde a temática sentimental é preterida em favor dos grandes temas políticos, morais, religiosos, explanados em motivos como o desterro e a solidão ("A vitória e a piedade"), a Natureza agreste e grandiosa ("A Arrábida", "A tempestade"), o contraste entre a pequenez do Homem e a grandeza de Deus ("A lamentação", "Deus", "A cruz mutilada"), as dores da guerra ("O soldado"), a liberdade e a morte ("A tempestade", "Mocidade e morte"), tratados com gravidade e grandiloquência. As composições, constantemente atravessadas por reflexões acerca da missão do poeta como voz imparcial e guia dos povos, refletem o ideal ético e estético professado pelo seu autor, num artigo do Jornal da Sociedade dos Amigos das "a mais nobre missão do poeta, na época presente, é ser útil ao Cristianismo e à Liberdade".

152 pages, Kindle Edition

First published January 1, 1838

23 people want to read

About the author

Alexandre Herculano

370 books61 followers
Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, a Portuguese novelist and historian. Born of humble stock, his grandfather was a foreman stonemason in the royal employ.

Privation made him a man, and in his works, he proves a poet of deep and considerable power of expression. The stirring incidents in the political emancipation of Portugal inspired his muse, and he describes the bitterness of exile, the adventurous expedition to Terceira, the heroic defense of Oporto, and the final combats of liberty.

In 1837 he founded the Panorama in imitation of the English Penny Magazine, and there and in Illustraco he published the historical tales which were afterwards collected into Lendas e Narratives; in the same year he became royal librarian at the Ajuda Palace, which enabled him to continue his studies of the past. The Panorama had a large circulation and influence, and Herculano's biographical sketches of great men and his articles of literary and historical criticism did much to educate the middle class by acquainting them with the story of their nation, and with the progress of knowledge and the state of letters in foreign countries.

Grave as most of his writings are, they include a short description of a crossing from Jersey to Granville, in which he satirizes English character and customs, and reveals an unexpected sense of humour. A rare capacity for tedious work, a dour Catonian rectitude, a passion for truth, pride, irritability at criticism and independence of character, are the marks of Herculano as a man. He could be broken but never bent, and his rude frankness accorded with his hard, sombre face, and alienated mens sympathiea though it did not lose him their respect. His lyrism is vigorous, feeling, austere and almost entirely subjective and personal, while his pamphlets are distinguished by energy of conviction, strength of affirmation, and contempt, for weaker and more ignorant opponents. His History of Portugal is a great but incomplete monument.

A lack of imagination and of the philosophic spirit prevented him from penetrating or drawing characters, but his analytical gift, joined to persevering toil and honesty of purpose enabled him to present a faithful account of ascertained facts and a satisfactory and lucid explanation of political and economic events. His remains lie in a majestic tomb in the Jerónimos Monastery at Belem, near Lisbon, which was raised by public subscription to the greatest modern historian of Portugal and of the Peninsula. His more important works have gone through many editions and his name is still one to conjure with.

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Displaying 1 - 3 of 3 reviews
Profile Image for Evandro.
88 reviews22 followers
June 22, 2015
Eis um lindíssimo livro de poesia religiosa, que celebra o cristianismo sem excessos de piedade hipócrita ou inverossímil. E ainda possui o mérito de apontar o desprezo do mundo moderno pela fé cristã. São belíssimos os poemas, de uma estética meio clássica e meio romântica, um misto perfeito de sentimento e filosofia.
Profile Image for Rosa Ramôa.
1,570 reviews85 followers
December 27, 2014
Com bloco de notas...
Um clássico português!
Fugir é ser cobarde...Boa!

Mocidade e Morte
Solevantado o corpo, os olhos fitos,
As magras mãos cruzadas sobre o peito,
Vede-o, tão moço, velador de angústias,
Pela alta noite em solitário leito.

Por essas faces pálidas, cavadas,
Olhai, em fio as lágrimas deslizam;
E com o pulso, que apressado bate,
Do coração os estos harmonizam.

Ë que nas veias lhe circula a febre:
É que a fronte lhe alaga o suor frio;
É que lá dentro à dor, que o vai roendo,
Responde horrível íntimo cicio.

Encostando na mão o rosto aceso,
Fitou os olhos húmidos de pranto
Na lâmpada mortal ali pendente,
E lá consigo modulou um canto.

É um hino de amor e de esperança?
É oração de angústia e de saudade?
Resignado na dor, saúda a morte,
Ou vibra aos céus blasfémia d'impiedade?

É isso tudo, tumultuando incerto
No delírio febril daquela mente,
Que, balouçada à borda do sepulcro,
Volve após si a vista longamente.
É a poesia a murmurar-lhe na alma
Última nota de quebrada lira;
É o gemido do tombar do cedro;
É triste adeus do trovador que expira.
Profile Image for Raquel.
394 reviews
June 28, 2019
Livro pequeno, beleza grande. O primeiro livro de Poesia que li. Sorrateiramente tirado da estante do meu pai, na infância não consegui compreendê-lo, mas teve o gosto das coisas belas. Reli muitos anos depois, recordei a sensação que tive, não estou certa de ter compreendido tudo ainda. Só aos anos dirão se a profecia desta mensagem se cumpriu.


Profético e delicado. Uma pena que esteja esquecido!

VI

"Imagem da existência! Enquanto passam
Os dias infantis, as paixões tuas,
Homem, qual então és, são débeis todas.
Cresceste: ei-las torrente, em cujo dorso
Sobrenadam a dor e o pranto e o longo
Gemido do remorso, a qual lançar-se
Vai com rouco estridor no antro da morte,
Lá, onde é tudo horror, silêncio, noite.
Da vida tua instantes florescentes
Foram dois, e não mais: as cãs e rugas,
Logo, rebate de teu fim te deram.
Tu foste apenas som, que, o ar ferindo,
Murmurou, esqueceu, passou no espaço."
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