nossa, desculpa… eu simplesmente tinha gostado muito da história e das duas personagens até 70% pra autora me enfiar que a sofia nunca nem existiu e que foi tudo invenção da cabeça da escritora. acho que ficou um pouco óbvio em alguns sentidos, ainda mais com aquilo do porteiro, o acontecimento com a atendente daquele café, mas… pra quê colocar tudo isso e terminar com aquilo de “não passou de um sonho?”
sei lá, achei sem nexo em vários momentos e sinceramente, achei meio absurdo (?) até a cena que envolvia a atendente que a escritora a apontou como homofóbica por causa da sofia quando a garota nem existia… e a mesma coisa também do porteiro, dele simplesmente não conseguindo compreender de quem diabos ela estava falando quando saiu do apartamento com a “sofia” porque ela nunca nem chegou a existir, apenas fazendo-me acreditar, com esse final, que ela não passava de uma maluca.
e essa personagem principal tinha 17 anos ou 30? sério, pra mim as vezes ela não passava de uma adolescente, porque sinceramente ter trinta anos e ser desse jeito não é muito normal… ou saudável. enfim, gostei dela no começo mas acabou que perdi meu interesse depois de alguns capítulos de narrações repetitivas sobre o mesmo assunto.
e outra, ela se interessar, do nada, por essa mulher nova da cafeteria e ainda acabar narrando que não era a resposta errada porque ela era real e as pessoas respondiam-na e enxergavam-na porque ela não era uma invenção da cabeça da escritora me deixou: 😐.
é… tinha tudo pra ser ótimo, até porque, de todos que eu li que eram contos nacionais, esse foi o que mais me prendeu em geral, tanto pela escrita, quanto pela própria história, mas não gostei desse final e de como a história foi desenvolvida em torno de uma ficção só pra que ela pudesse escrever o maldito livro, partindo pra um lado que eu simplesmente odeio, que é colocar que tudo não passou de um sonho.
2.5!