AS AVENTURAS E DESVENTURAS DE UM PEQUENO VELEIRO POR MARES MUITO NAVEGADOS
«Para ser franco, a frescura e o vigor das páginas seguintes valem sobretudo pelas agruras que atingiram estes intrépidos navegadores bissextos. Graças à lei natural implícita na célebre entrada de Tolstoi em Anna Karenina, foram os transtornos e os maus bocados a bordo, as noites quase em branco e os assaltos do mal de mer que transformaram o que seria um simpático livro de viagens para consumo gostoso de açorianos e açorianófilos num documento que se catapulta para patamares muito acima do mero jornalismo. É só entrar a bordo do Avanti pela mão do narrador e deixar que uma viagem de gozo vicário se desenrole diante de nós. Apreciemos a vantagem de entrar num universo real — nada aqui é ficção! — sem passar pelos males sofridos pelos tripulantes autênticos. Em vez de sustos e enjoos, encontraremos garantido deleite.»
JOSÉ PEDRO CASTANHEIRA nasceu em 1952. Jornalista profissional desde 1974. Estudou Economia e Jornalismo. Foi presidente do Sindicato dos Jornalistas. Foi chefe de redacção do vespertino A Luta e trabalhou durante dez anos no semanário O Jornal. Ingressou em 1989 no Expresso, onde é redactor principal. Tem-se dedicado ao jornalismo de investigação e é autor de uma dezena de livros. Ganhou alguns dos mais prestigiados galardões do jornalismo atribuídos em Portugal: o Prémio Nacional de Reportagem de Imprensa e o Prémio do Clube dos Jornalistas.
Vale por falar dos Açores e pelo excelente prefácio de Onésimo Teotónio Almeida. Uma escrita dita com humor, a que não achei piada. Às vezes demasiado esforçada.
Comprei o livro com a ideia de poder retirar deste alguma informação sobre a viagem de barco em si e uma descrição mais pormenorizada de velejar nos Açores. Infelizmente o livro tem pouca ou nenhuma informação sobre ventos e velocidade deste, bordos, combinação de velas, correntes, etc, etc. Em vez disso é uma espécie de diário de turista nos Açores onde se relatam as refeições tidas pela tripulação ou a marca dos supermercados onde foram feitas compras…
Parece-me um livro escrito para os amigos do autor, e que talvez se devesse ter mantido dessa forma, um documento pessoal e não um livro publicado.
Honestamente, não diz nada de jeito. Não é nenhuma aventura. É um relato chato cheio de marcas e de coisas que ninguém quer saber sobre uma suposta volta aos Açores que acabou por ser só um passeio de 5 homens com tempo livre.
(PT) Crónica de viagem de quatro séniores pelas águas do Atlântico, à volta de algumas das ilhas do Açores, na primavera de 2022.
Espécie de "Diário de Bordo", inicialmente escrito para os amigos e familiares do autor, a bola de neve tornou-se tao grande que acabou em livro, com mais algumas peripécias pelo meio, nomeadamente o "coiwid-19", do qual o autor apanhou o vírus e acabou isolado por cinco dias, e pelo qual acabou por acrescentar mais algumas paginas à aventura.
É algo despretensioso, mas pelo meio há elogios pela beleza do arquipélago, especialmente pelo grupo Central, onde estão o Pico, São Jorge e Faial, o cenário de "Mau Tempo no Canal", de Vitorino Nemésio, e também as peripécias da própria viagem, desde tempestades à perda de um velho telemóvel, agora no fundo do mar, a mais de dois mil metros de profundidade.
Em suma, diverte o leitor e fascina aquele que quer descobrir a maravilha daquele arquipélago no meio do Atlântico.