Lidia Maksymowicz, de 82 anos, é uma das sobreviventes do campo de extermínio nazi de Auschwitz-Birkenau, e das experiências do médico Josef Mengele, que ficou conhecido como “o Anjo da Morte”
Lidia esteve detida durante 13 meses no campo, para onde foi levada com a mãe, aos três anos, em dezembro de 1943 e separadas de imediato , ficando a mercê das atrocidades dos Nazis.
"Talvez seja por isso que ainda hoje, quando me perguntam
se é correto levar as crianças a visitar Birkenau e aos outros
campos de extermínio e de concentração, respondo que sim.
Sei que muitos pais preferem levá-las só quando
crescidas, e respeito esta escolha. Mas, ao mesmo tempo, não
creio que faça mal aos mais novos ver o que aconteceu. Antes
pelo contrário, pode ajudá-los a compreender o abismo a que
o homem é capaz de chegar. O nivel de crueldade que é capaz
de atingir. Lá dentro, viveram crianças como eles. Viram o
mal de frente, tiveram de lidar com ele. Hoje, eles não têm
nada a temer, mas o dever de recordar vale para todos. Saber,
conhecer, pode ser decisivo para as gerações futuras.O antisemitismo não me parece ser uma praga extinta. Ainda
hoje os seus germes estão vivos na nossa Europa. Para que
aquele horror não se repita, são necessárias mulheres e homens que tenham amadurecido uma consciência critica, que
saibam revoltar-se contra quem fomenta o ódio e a divisão.
Que saibam dizer sim à aceitação de todas as diferenças, que
saibam ser pessoas do amor e da vida. "
Este livro pode ser igual a tantos outros que já lemos , mas são as memórias de uma criança que sobreviveu ao terror do Holocausto e que conta na primeira pessoa a sua história .
Fez agora 78 anos, que Auschwitz - Brikenau foram libertados , cada vez serão menos os sobreviventes, chegará o dia em que não haverá um único para falar na primeira pessoa como foi o extermínio de um povo, cabe-nos a nós lembrar e ensinar aos jovens as atrocidades que o homem é capaz, e como ela diz na citação em cima, O antisemitismo não é uma praga extinta , bem pelo contrário
cresce a cada dia que passa .
Lembrar , recordar e condenar quando alguém se aproxima destes ideais é uma obrigação que temos .