Miłość szczęśliwa to pierwszy w Polsce wybór wierszy miłosnych Wisławy Szymborskiej. Ten niejako podskórny, ale jakże istotny wątek w twórczości Poetki, oparty jest na uważnej obserwacji, nierzadko gorzkiej czy ironicznej refleksji, ale też wierze w potęgę uczucia. Miłość szczęśliwa pokazuje różne oblicza miłości: codziennej, przelotnej, wiecznej, radosnej, cierpkiej i wymagającej, tej przeżywanej i tej podglądanej, ale za każdym razem opowiedzianej z mistrzowską precyzją.
Ta kolekcja wierszy miłosnych jest w istocie kolekcją wierszy metafizycznych, więcej nawet: tło miłosne, też tło miłości cielesnej – bo i takie – mocne w ich powściągliwości i na odwrót – są tu utwory – metafizyczność uwyraźnia.
Jakby autor układu i wydawca Ryszard Krynicki skomponował np. wybór metafizycznych wierszy noblistki, rzecz mogłaby nie wyjść aż tak wyraziście; też z tego powodu, że „wybór” taki zawierać by musiał praktycznie wszystko, co Szymborska napisała. Tymczasem Miłość szczęśliwa to jest książka esencjonalna, pełna najwyższego wewnętrznego napięcia, z wiersza na wiersz, ze strony na stronę ciemniejąca – arcyważna.(...) wiersze miłosne Szymborskiej rządzą się tymi samymi prawami co jej inne wiersze. To samo zdumienie, zachwyt, zwątpienie, ten sam dystans i refleksja tej samej próby.
Wisława Szymborska (Polish pronunciation: [vʲisˈwava ʂɨmˈbɔrska], born July 2, 1923 in Kórnik, Poland) is a Polish poet, essayist, and translator. She was awarded the 1996 Nobel Prize in Literature. In Poland, her books reach sales rivaling prominent prose authors—although she once remarked in a poem entitled "Some like poetry" [Niektórzy lubią poezję] that no more than two out of a thousand people care for the art.
Szymborska frequently employs literary devices such as irony, paradox, contradiction, and understatement, to illuminate philosophical themes and obsessions. Szymborska's compact poems often conjure large existential puzzles, touching on issues of ethical import, and reflecting on the condition of people both as individuals and as members of human society. Szymborska's style is succinct and marked by introspection and wit.
Szymborska's reputation rests on a relatively small body of work: she has not published more than 250 poems to date. She is often described as modest to the point of shyness[citation needed]. She has long been cherished by Polish literary contemporaries (including Czesław Miłosz) and her poetry has been set to music by Zbigniew Preisner. Szymborska became better known internationally after she was awarded the 1996 Nobel Prize. Szymborska's work has been translated into many European languages, as well as into Arabic, Hebrew, Japanese and Chinese.
In 1931, Szymborska's family moved to Kraków. She has been linked with this city, where she studied, worked.
When World War II broke out in 1939, she continued her education in underground lessons. From 1943, she worked as a railroad employee and managed to avoid being deported to Germany as a forced labourer. It was during this time that her career as an artist began with illustrations for an English-language textbook. She also began writing stories and occasional poems.
Beginning in 1945, Szymborska took up studies of Polish language and literature before switching to sociology at the Jagiellonian University in Kraków. There she soon became involved in the local writing scene, and met and was influenced by Czesław Miłosz. In March 1945, she published her first poem Szukam słowa ("I seek the word") in the daily paper Dziennik Polski; her poems continued to be published in various newspapers and periodicals for a number of years. In 1948 she quit her studies without a degree, due to her poor financial circumstances; the same year, she married poet Adam Włodek, whom she divorced in 1954. At that time, she was working as a secretary for an educational biweekly magazine as well as an illustrator.
During Stalinism in Poland in 1953 she participated in the defamation of Catholic priests from Kraków who were groundlessly condemned by the ruling Communists to death.[1] Her first book was to be published in 1949, but did not pass censorship as it "did not meet socialist requirements." Like many other intellectuals in post-war Poland, however, Szymborska remained loyal to the PRL official ideology early in her career, signing political petitions and praising Stalin, Lenin and the realities of socialism. This attitude is seen in her debut collection Dlatego żyjemy ("That is what we are living for"), containing the poems Lenin and Młodzieży budującej Nową Hutę ("For the Youth that Builds Nowa Huta"), about the construction of a Stalinist industrial town near Kraków. She also became a member of the ruling Polish United Workers' Party.
Like many Polish intellectuals initially close to the official party line, Szymborska gradually grew estranged from socialist ideology and renounced her earlier political work. Although she did not officially leave the party until 1966, she began to establish contacts with dissidents. As early as 1957, she befriended Jerzy Giedroyc, the editor of the influential Paris-based emigré journal Kultura, to which she also contributed. In 1964 s
minha poeta favorita de 2020, digo com certeza, mesmo sem seu fim. um deleite do microuniverso, para nunca esquecemos que o grande mora no ínfimo, nas entrelinhas, "entre-vistas", no invisível. aula de como olhar para nossa ignorância e pequenez como dádiva inspirativa.
Jamais vou descobrir o que A. pensava de mim. Se B. até o fim não meperdoou. Porque C. fingia que estava tudo bem. Que papel teve D. no silêncio de E. O que F. esperava, se é que esperava. Porque G. fingia, já que sabia muito bem. O que H. tinha a esconder. O que I. queria acrescentar. Se o fato de eu estar ali ao lado teve qualquer importância para J., para K. e para o resto do alfabeto.
um autor de que gosto muito disse, em uma de suas obras, que a primeira leitura é decodificação. a segunda leitura, por outro lado, é responsável pela profundidade. mas ele também disse que não se lê poesia pensando em outra coisa e, por isso, os poemas de Wislawa me atacaram já nessa leitura primeira. a autora opta por narrar em seus poemas esse mundo externo, as coisas, as pessoas, o mar e os animais. porém, Wislawa coloca um pouco de sua subjetividade nos versos, a exemplo do belíssimo "Adolescente".
"A inspiração, seja o que ela for, nasce de um incessante 'não sei' [...] Por isso valorizo tanto estas duas pequenas palavras. Pequenas, mas de asas poderosas que expandem nossa vida por espaços contidos em nós mesmos e espaços nos quais está suspensa nossa minúscula Terra." - O poeta e o mundo, discurso do Nobel de 1996.
Cheguei aos poemas de Wislawa sabe Deus como, mas que bom que os encontrei. Nesta segunda coletânea de seus poemas - que conta com os poemas em polonês e sua tradução - tive ainda mais certeza que Szymborska é uma das minhas poetisas favoritas, precisamente por um motivo: ela escreve para todos. Em palavras simples, carregadas de sentimentos do dia a dia. Uma xícara de café, a espera na sala do dentista, uma foto de família viram pontos de partida para uma reflexão profunda. É quase como pular numa poça d'água na rua e cair num abismo profundo de sentimentos e ideias que nem imaginávamos poder residir ali - inclusive, ela tem um poema parecido com essa metáfora haha -, escondidos na rotina.
Hoje enquanto tomava banho me peguei pensando sobre inspiração e criatividade (e a falta delas); esse ano decidi que voltaria a ler mais filosofia e poesia, peguei esse na estante, lido algumas vezes ao acaso, pedaços aqui e ali e como ela falou comigo sobre essas coisas. A Szymborska (que nome difícil de pronunciar, aliás) tem pra mim a melhor qualidade que alguém pode ter: a capacidade de se admirar com as coisas e é disso que é feita a boa poesia e a boa filosofia “e embora nada de grandioso aconteça, o mundo não fica mais pobre em detalhes por isso”.
Bastou um poema para esse livro para me ganhar. Em 5 min já tinha colocado as três coletâneas disponíveis em português no carrinho sem nem ler as amostras primeiro (claramente o auge da ousadia). Zero arrependimentos. Ainda não terminei, mas já é de longe minha melhor experiência com poesia.
Estava com saudades de ler poesias e esse livro foi uma delícia de leitura!
Gostei bastante de: "Riso", "Pode ser sem título", "O ódio", "Cálculo elegíaco", "O primeiro amor", "Divórcio" "Exemplo" e "para o meu próprio poema" ❤️
Wisława pinta quadros com os versos dela, as palavras são suas amigas em momentos sensíveis e, principalmente, nos mais dolorosos. esse é o segundo livro que leio da autora e agora posso dizer que desenvolvi um carinho que vai me fazer ler toda sua obra.
[um amor feliz] de Wislawa Szymborska é meu segundo livro da autora, [poemas] entrou para minha lista de favoritos da vida e foi a primeira coletânea em que todos os poemas me agradaram.
O prefácio “O número Pi e a poesia” foi escrito por Regina Przybycien introduz brevemente a origem da autora, fala sobre a forma como Szymborska se interessava pelo mundo de forma ampla e não apenas antropocêntrica, a escolha dos poemas que estão no livro, a experiência de tradução e dificuldade com o jogo de palavras de expressões típicas polonesas.
A leitura me acompanhou por alguns meses, o tempo todo lutei com a ânsia de querer devorar suas palavras e a necessidade de ler com calma para degustar as poesias por mais tempo.
No final há o discurso que a poeta proferiu ao receber o Prêmio Nobel em 1996. “E todo conhecimento que não gera em si novas perguntas logo se torna morto, perde a temperatura que sustém a vida.”
A experiência de leitura de [um amor feliz] foi maravilhosa, mas [poemas] é meu preferido.
Ainda não estou pronta para me distanciar desse livro, preciso reler mais algumas vezes meus poemas preferidos antes de colocá-lo na estante.
Merecem destaque: Riso, Monólogo para Cassandra, Decapitação, Um amor feliz, Sorrisos, O ódio (meu preferido), Poça d`água, A cortesia dos cegos, Pensamentos que me visitam nas ruas movimentadas, Divórcio, Correntes e Para meu próprio poema.
Um Amor Feliz me foi recomendado por uma amiga que, pouco antes, ainda em 2017, decidiu iniciar-me na poesia. Wislawa Szymborska, poeta ucraniana, diz-se poeta mesmo aos formulários que lhe perguntam a profissão; tem a sorte, como diz em seu discurso de aceitação do Prêmio Nobel de Literatura (ao final do livro), de viver de sua inspiração e curiosidade. "Também o poeta, se é um poeta de verdade, deve repetir constantemente para si mesmo: não sei. Cada poema seu é uma tentativa de resposta, mas assim que ele coloca o ponto final, já o espreita a dúvida (...)" Szymborska é íntima; sua poesia é como uma conversa, uma divagação distraída entre amigos - amigas - em um banco de praça ou parque, que, observando uma borboleta, percebe que "diante de tal vista sempre me abandona a certeza de que o importante é mais importante do que o desimportante" ("Pode ser sem título"). Fala do Ódio, "pronto para novas tarefas a cada instante. Se tem que esperar, espera." (e hoje, olhando os retrocessos que tem provocado por toda a parte no mundo, nada mais atual do que a constatação de que o ódio é paciente). Fala do tempo, da jovenzinha que foi e na qual não se reconhece mais ("Adolescente"), da memória que insiste em ser invasiva e e inoportuna ("Vida Difícil"), fala até mesmo de micróbios. Que fale mais, fale sobre tudo, fale sempre. Eu, por aqui, irei lendo.
Eu acho que é um dos livros mais tocantes e lindos que já li. Cada um dos poemas é de uma sensibilidade e beleza incríveis. É uma leitura simples e reflexiva e os poemas vêm, de modo geral inocentes e indefesos até nos surpreender com alguma reviravolta genial e emocionalmente impossível de se preparar.
É literalmente o primeiro livro de poesia que li na minha vida. Não sei sequer como analisar. Li um poema por dia quando acordava e a experiência mais comum era que o poema não ensejasse sentimentos ou lampejos sobre a existência. Eu não compreendia e ia "cuidar da vida", não mobilizado em meu coração frio.
Mas nem sempre foi assim. Alguns poemas me tocaram bastante. O poema que leva o nome da coletânea, "Um amor feliz", é certamente bom. Mas a parte que mais me tocou foi as referências clássicas: o poema sobre Heródoto, o poema inspirado em Eclesiastes. Fiquei contente, inclusive, que no final do livro - com a transcrição do seu discurso de aceitação do prêmio Nobel - Wislawa tenha citado justamente a vontade de debater com Eclesiastes.
Como a coletânea foi organizada em termos de maturidade - poemas de juventude, vida adulta e velhice - os poemas sobre passagem do tempo realmente atuam em dois níveis: vemos como a autora enxerga a passagem do tempo em partes diferentes da vida. Talvez justamente por isso ficou marcado pra mim as ponderações líricas da autora sobre o velho debate: não há nada de novo sob o sol ou se o homem não pode se banhar duas vezes no mesmo rio.
Mais uma Szymborska meses depois, agora com os Poemas na estante, comprados de um sebo. Um amor feliz traz uma seleção mais generosa do que a coletânea anterior, pouco menos que o dobro, mas menos charmosa. Aqui e ali ainda volto a Poemas e, com certeza, o tempo somado a outras circunstâncias fizeram crescer em mim um carinho especial por eles. Mesmo considerando tudo isso, para mim Um amor feliz fica um pouco atrás. Com poemas primorosos? Sem dúvida, cito "No rio de Heráclito", "Salmo", "Fotografia de 11 de setembro" e "Vida difícil com a memória", além de muitos outros no estilo que me cativou da última vez. Bom, um pouco atrás — Szymborska mesmo assim. Acompanha também o discurso lindo de 1996. Os poetas realmente tem muito o que fazer.
• Nic dwa razy • Na wieży Babel • Wszelki wypadek • Miłość szczęśliwa • *** (Nicość przenicowała się także i dla mnie...) • Podziękowanie • Miłość od pierwszego wejrzenia
Do you like poetry, mythology, philosophy, and a bit of nostalgia? Yes, this book has it all! Um Amor Feliz, by Wislawa Szymborska is a deep and meaningful poetry book. This version specifically, in Portuguese, has both the original, Polish writing, as well as the Portuguese version. It has short poems, that hook you in the first few sentences and leaves you with a deep reflection in the end. This book addresses themes like humanity's hope, the past and nostalgia, and doubtfulness. Wislawa also brings to light, in a very subtle way, the feeling of immigrating to another country. For Portuguese speakers, I would recommend this book if you have ever read and liked Clarice Lispector, especially Felicidade Clandestina (I have also written a review for this book). Wislawa's books are also translated into English since she is a huge writer and a Nobel Prize winner. So, for those who want to read her works in English, I would totally recommend it, especially if you already like poetry, and to interpret the meaning of what you're reading. I would not recommend this if you don't like poetry and if you don't like to analyze poetry and the meaning behind written works. As I mentioned, this book is very deep and meaningful, and without a close and thoughtful look, you might lose the whole point of the poems. However, do not panic! I also don't think is possible to understand exactly what Wislawa tried to say in all her poems, but it is worth it to give it a try, with effort. Reading this book was a full trip, visiting places like Alaska and calling for a Yeti, as well as getting to know Wislawa's inner feelings as an immigrant, but also diving in the deep waters of Atlantis. And if you want to travel to all these places without moving, I'd totally recommend this! Like George Martin said, "A reader lives a thousand lives before he dies."
esse traz mais poemas que o primero, 'poemas'. nem todos apresentam a genialidade que ela frequentemente demonstra, mas certamente ajudam a compreender a impressionante lógica de funcionamento da síntese dela; outros tão brilhantes quanto os apresentados em 'poemas' (insuperável, aparentemente). o discurso pro nobel é uma aulinha de poesia à parte. ler alguem assim invariavelmente me faz pensar no quanto deixamos de apreciar pela barreira da língua. nesse caso, ponto pra editora e tradutora.
Bardzo zgrabny tomik. Tyle wierszy mi się podobało: męskie gospodarstwo, portret kobiety, miłość szczęśliwa, nic dwa razy. Zamykam ten tomik, z motylami w brzuchu, czy zaczynam się zakochiwać w poezji?
"Naiwna, ale najlepiej doradzi. Słaba, ale udźwignie. Nie ma głowy na karku, to będzie ją miała. Czyta Jaspersa i pisma kobiece. Nie wie po co ta śrubka i zbuduje most. Młoda, jak zwykle młoda, ciągle jeszcze młoda"