A minha última leitura finalizada em tempos de quarentena foi A vida que vale a pena se vivida, um dentre os tantos livros elaborados, na minha opinião, por uma das mentes brasileiras mais brilhantes em vida, o prof. Clóvis de Barros Filho. Reconhecido pelo seu jeito escrachado em lecionar ética e filosofia, prof. Clóvis cita neste livro diversas nuances dentre vários filósofos ao longo da história, tal como Kant, Nietzsche, Espinosa, Weber, Epicuro,... sobre o que faz nós termos e/ou sabermos se a nossa vida valeu/vale/valerá alguma pamonha rs. Ele #explana# mostra (tal como ele mesmo diz, não há conclusões, apenas exposição de questões onde cada um internaliza à seu modo) de que forma essa tal vida plena é construída, desde o quão ela é pensada, ajustada, prazerosa, tranquila, sagrada, potente, útil, moralizada, socializada, e intensa; cada adjetivo intitulando um capitulo! Eu achei interessante o lado utilitarista desta vida bem vivida, aquele onde o valor não está na ação em si, e nem na nossa intenção por mais benevolente seja, mas sim, nas consequências de nossas ações, ou seja, o valor está externo à nós, e só analisando o efeito da ação ao mundo que nos certa é que poderemos identificar o valor de cada ação, e se faz sentido a vida que vc tem levado.